A CRÓNICA: JOGO “SONOLENTO” DE MANHÃ COM GOLO AOS 90 QUE AJUDOU A ACORDAR

Começou cedo o espetáculo no Estádio António Coimbra da Mota. Eram 11 da manhã quando o apito de Iancu Vasilica soou. Estoril Praia SAD e Académica OAF entravam em campo. Apenas dois pontos separavam a equipa canarinha (11º lugar) e a formação de Coimbra (7º lugar).

O jogo começou morno. As oportunidades foram escassas e o futebol praticado não foi o melhor. As duas equipas encaixaram taticamente uma na outra e só aos 17 minutos apareceu o primeiro lance de perigo.

Os poucos desequilíbrios surgiram sobretudo das alas direitas das equipas com Barnes Osei, do lado dos estudantes, e Rafael Barbosa, dos estorilistas, a serem os elementos chave de cada conjunto.

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Na segunda parte, o Estoril entrou mais forte, mas só ia causando perigo de longa distância. Roberto e Bragança ainda dispuseram de boas oportunidades para mexer no marcador, mas Mika evitou o golo.

A Académica OAF não dispôs de grandes oportunidades na segunda parte. O único lance de perigo terminou com um corte do central do Estoril Marcos Valente, que tirou autenticamente o “pão da boca” a Djousse.

O encaixe tático permaneceu até aos instantes finais quando, num lance de insistência, Roberto cruzou a bola para o centro da área onde apareceu André Franco a desviar para o fundo das redes. Um final animado para um jogo maioritariamente morno.

Com a vitória o Estoril chega aos 25 pontos e está provisoriamente no 7º lugar. Já a Académica é ultrapassada precisamente pelos canarinhos e desce provisoriamente ao 8º lugar, com os mesmos 24 pontos da jornada anterior.

 

A FIGURA

Fonte: Estoril Praia SAD

André Franco – O jovem avançado português entrou a 5 minutos do fim, mas ainda foi a tempo de resolver a partida. Boa substituição por parte de Pedro Duarte.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Estoril Praia SAD

Primeira Parte muito morna – A primeira parte do jogo não ajudou a manter acordado os adeptos, que cedo acordaram para assistir à partida. O jogo não foi propriamente mal jogado, mas o encaixe tático de ambas as equipas impediu que existissem mais oportunidades de golo.

 

ANÁLISE TÁTICA – ESTORIL PRAIA SAD 

A equipa agora comandada por Pedro Duarte alinhou num 4-3-3 híbrido, com Rafael Barbosa à direita, mas em constantes mudanças posicionais. Tembeng fez de número 6, enquanto Daniel Bragança jogou mais subido no terreno. Foi um jogo desinspirado por parte do jovem médio português.

As constantes trocas posicionais entre Rafael Barbosa (que jogou à esquerda, à direita e a número 10), Juninho e Miguel Crespo foram das poucas dinâmicas que conseguiram causar alguns desequilíbrios na defensiva da Briosa. O Estoril sentiu muitas dificuldades para ligar o jogo e sair a jogar a partir de trás.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Ferreira (5)

Joãozinho (5)

Lucas Áfrico (6)

Marcos Valente (6)

João Diogo (5)

Tembeng (6)

Daniel Bragança (5)

Rafael Barbosa (7)

Juninho (5)

Miguel Crespo (5)

Roberto (6)

SUBS UTILIZADOS

Chiquino (6)

Rodrigues (5)

André Franco (8)

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

À semelhança da equipa canarinha, os comandados de João Carlos Pereira aprestaram-se em campo como uma formação de 4-3-3. Os “estudantes” procuraram a profundidade com Donald Djousse, mas a bola chegou poucas vezes ao camaronês. O perigo do lado da briosa surgiu sobretudo fruto da velocidade de Barnes Osei, mas o extremo ganês foi perdendo gás na segunda parte.

A Académica sentiu muitas dificuldades para fazer chegar a bola ao último terço. Com a entrada de Filipe Chaby, os “capas negras” conseguiram ter mais posse de bola, mas esta nunca se refletiu em oportunidades de golo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (5)

Moura (6)

Silvério (5)

Arghus (6)

Mike (6)

João Mendes (4)

Dias (5)

Marcos Gonçalves (5)

Traquina (4)

Barnes Osei (7)

Djousse (5)

SUBS UTILIZADOS

Filipe Chaby (5)

Leandro Silva (3)

Daniel Costa (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académica OAF

Não foi possível fazer nenhuma pergunta ao treinador da Académica OAF, João Carlos Pereira.

Estoril Praia SAD

BnR: O Estoril levava já seis jogos consecutivos a sofrer golos, hoje conseguiu manter a baliza a zeros. Como é que analisa a exibição defensiva da sua equipa?

Pedro Duarte: Os maus resultados trazem sempre ansiedade. Desde a semana passada que tentamos passar uma mensagem positiva à equipa e trazer ideia novas. Hoje conseguimos dar o passo positivo de ganhar e demos ainda esse passo positivo, muito bem analisado, de não sofrer golos.

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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O Gonçalo é atualmente aluno da Escola Superior de Comunicação Social, onde persegue o seu sonho de ser jornalista. Descobriu a emoção do desporto quando assistiu, juntamente com o seu pai, ao clássico entre o Glasgow Rangers e o Celtic. A partir desse momento o desporto tornou-se uma parte fundamental da sua vida. Apaixonado pela prática desportiva, segue o futebol em geral e a NBA religiosamente. Tem dois clubes de coração o Benfica, e o Clube Atlético de Queluz clube da terra, no qual é atleta desde os 6 anos.                                                                                                                                                 O Gonçalo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.