A CRÓNICA: O ANTÓNIO COIMBRA DA MOTA RECEBEU O DUELO DO ESTORIL PRAIA SAD E LEIXÕES SC

O Estoril-Praia SAD começou melhor e dispôs de uma oportunidade logo aos dois minutos. Hugo Basto cabeceou de forma muito perigosa para a baliza de Beto, que evitou o golo de forma in extremis. Aos 14 minutos Aziz apareceu com espaço dentro da área, mas o seu remate passou centímetros ao lado.

Aziz continuou a ser o grande fator de desequilíbrio do Estoril. Ao minuto 33, depois de um erro do meio campo do Leixões, o avançado ganês arrancou e isolou Vidigal que rematou cruzado ao lado. A bola ainda sofreu um desvio.

O golo dos estorilistas surgiria aos 44 minutos. Zé Valente recuperou a bola perto do meio campo e, aproveitando o adiantamento da linha defensiva do Leixões, arrancou de forma a se isolar. Beto ainda defendeu o primeiro remate do médio português, mas à segunda nada pode fazer para travar a “colherzinha” de Valente. 1-0 para a equipa da casa. O resultado manter-se-ia até ao intervalo.

O Estoril foi superior nesta primeira parte. O Leixões teve algumas jogadas perigosas, mas nunca conseguiu contrariar o domínio canarinho.

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Na segunda parte os heróis do mar entraram bem no jogo, mas não conseguiram criar oportunidades concretas. O Estoril baixou significativamente o ritmo de jogo e cedeu a iniciativa ao Leixões, mas conseguiu controlar bem o jogo.

O Leixões carregou, mas pouco ou nada conseguiu assustar. O Estoril foi causando perigo na sequência das rápidas saídas para o ataque.

Vitória justa e incontestável do Estoril-Praia. Nota 10 também para os adeptos do Estoril que viram o jogo numa escada de acesso num prédio na periferia do estádio e deram um colorido mais que devido ao jogo.

 

A FIGURA

Zé Vicente – Belíssima exibição do médio português  que chegou do chipre! Marcou o golo da vitoria e esteve sempre impecável no meio campo. Um jogador a ter em atenção. Muito talento.

O FORA DE JOGO

Tiago Fernandes – Com um dos melhores plantéis da Segunda Liga, o Leixões (claro candidato à subida) ainda não conseguiu qualquer vitória e tem praticado um futebol pobre. Dá que pensar…

 

ANÁLISE TÁTICA – ESTORIL-PRAIA SAD

O Estoril apresentou-se no seu habitual 4-4-2 híbrido com Vidigal e Aziz na frente. Em muitas ocasiões, Vidigal descaia para a esquerda e Crespo dava profundidade do lado direito. Assim formava-se um meio campo a três com Gamboa como o pivot mais defensivo. Rosier e Zé Valente alternavam estando sempre um deles perto do ponta de lança. Em construção o Estoril saia com os dois centrais, com Gamboa por perto e normalmente com os laterias projetados. O Estoril procurou sair menos vezes curto do que aquilo que é habitual. A equipa esteve sempre mais esticada no campo no momento da construção.

A defender a formação aproximava-se mais de 4-3-3 puro, mas com os extremos mais baixos no terreno.

 

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dani Figueira (7)

João Diogo (7)

Hugo Basto (7)

Hugo Gomes (6)

Joãozinho (6)

Zé Valente (8)

Gamboa (6)

Rosier (7)

Crespo (7)

Yakuba Aziz (8)

Vidigal (7)

SUBS UTILIZADOS

Cicero (-)

Chiquinho (-)

Carles Soria (-)

André Franco (-)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

A equipa de Tiago Fernandes apresentou-se num 4-3-3. Jota Silva foi a referencia mais central do ataque com Joca a aparecer como segundo avançado. No meio campo Diogo Gomes era o médio mais recuado que descia no campo e participava na saída curta com os centrais. A euipa do Leixões esteve sempre atenta às desmarcações na costa da defesa adversária, mas o Estoril conseguiu sempre controlar a profundidade.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Beto (7)

Tiago André (5)

Brendon (5)

Pedro Pinto (4)

Edu Machado (5)

Jota (5)

Diogo Gomes (5)

Bruno Monteiro (4)

Jota Silva (5)

Harramiz (6)

Joca Samuel (5)

 

SUBS UTILIZADOS

Lucas Lopes (3)

Paulo Machado (4)

Rui Pedro (3)

Sapara (5)

Nene (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA

Leixões SC 

BnR: O que é que pretendia com a entrada do Lucas Lopes logo ao intervalo?

Tiago Fernandes: A ideia era trazer mais velocidade ao jogo. O Lucas é um jogador que pode fazer todo o corredor direito. Sabíamos que o Joãozinho não ia subir muito e procuramos explorar essa situação. Passamos o Harramiz para a esquerda mais perto do ponta de lança e tentámos trazer mais velocidade e agressividade ao jogo.

 Estoril-Praia SAD

BnR: Vi-o sempre muito atento ao comportamento e posicionamento da sua linha defensiva. Pergunto-lhe: controlar a profundidade era um dos pontos importantes na estratégia defensiva?

Bruno Pinheiro: Era. Eu sinto que as equipas se vão sempre tentar adaptar ao jogo do Estoril-Praia. Hoje o Leixões descaracterizou-se de forma positiva e jogou com um sistema novo. Vendo que não conseguia encontrar o espaço nas costas da defesa que sempre procuram, tentaram jogar mais por dentro. No entanto, conseguimos sempre controlar os desequilíbrios. Só me lembro de um remate concedido dentro da nossa área.

 

Rescaldo com opinião de João Reis Alves e Gonçalo Batista