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A transmissão televisiva trouxe para a manhã de sábado o jogo inaugural da 26ª jornada da II Liga Portuguesa, um jogo entre duas equipas de meio da tabela que apresentam um bom futebol. O Famalicão teve um grande início de época e esteve na luta pela subida, mas ressentiu-se das mexidas do mercado de inverno e encontra-se numa série menos positiva de resultados. Pela frente, tinha um Covilhã que se destaca pela solidez defensiva, sendo a segunda defesa menos batida da Liga, mas cujas dificuldades no setor mais ofensivo têm impedido voos mais altos.

O jogo começou com o que seria a toada de todo o encontro, com os da casa por cima no desafio. Aos 8 minutos, a primeira aproximação à área deu-se por Willian num remate à figura de Igor. Na resposta, o Covilhã viu Gabriel largar a bola após cruzamento da esquerda, mas o guardião famalicense resolveria à segunda. Com os serranos a fecharem-se desde cedo e a exercer pressão apenas no seu meio-campo defensivo, os caseiros organizavam-se lá atrás para depois ir em busca de espaços na frente de ataque.

Aos 15 minutos, a primeira amostra de uma situação que muito se repetiria, Feliz a passar pelo meio de dois adversários junto à área e a ser parado em falta. Desta vez, o árbitro Fábio Piló não veria a jogada, perdoando o livre perigoso e a admoestação correspondente. No entanto, seis minutos volvidos, o juiz da partida não tinha como não ver falta dura de Fatai sobre Feliz perto da sua área e, pior, a subsequente agressão ao famalicense que levaria à expulsão do homem da Covilhã e forçaria os verde e brancos ainda mais para a defesa, castrando-os do pouco ímpeto ofensivo que ainda iam tendo.

Na sequência do livre, o Famalicão ganharia um canto que daria para colocar a redondinha dentro da baliza de Igor, mas o Piló assinalou falta ofensiva por carga sobre um defesa. Pelo meio, o lateral Denner lesionou-se sozinho e teve de ser substituído, com o treinador Vasco Seabra a lançar o seu homónimo Vasco, um avançado, adaptando o capitão Mendes à lateral.

Os da casa controlavam completamente a partida e dois remates de longa distância podiam ter tido outro destino, já que Igor errou e largou a bola para a frente, mas, em ambas as ocasiões, Poulson chegou atrasado e permitiu a Igor recompor-se.

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Até ao intervalo, Feliz ganharia mais algumas faltas e amarelos para os adversários, mas muita paragem quebrava o ritmo de jogo e prejudicava o Famalicão que, ainda assim, esteve perto do golo em mais duas ocasiões, primeiro por Feliz e depois por João Faria. Ainda assim, ficaria mais uma falta em zona perigosa por apontar e um cartão amarelo por mostrar, quando Joel foi travado junto à linha de fundo.

Só recorrendo à falta é que os visitantes conseguiam parar Feliz
Fonte: FC Famalicão

No reatamento, foram Hocko e Igor quem mais se destacaram, o primeiro a rematar com perigo, a criar oportunidades para os seus colegas, o segundo a parar com excelentes defesas as tentativas perigosas de Hocko e Mendes. Com o destaque, também o montenegrino se veria sofredor das entradas duras dos serranos, com um belo exemplo disso aos 61 minutos que viu Gilberto juntar-se à lista dos amarelados nos visitantes.

Com o Famalicão a acusar a pressão de não chegar ao golo, dominando por completo a partida, mas mostrando-se menos esclarecido nos últimos metros, Vasco Seabra reforçou o ataque à baliza contrário com as entradas de Anderson e de Cunha. Por outro lado, José Augusto só aos 20 minutos do fim fez a primeira alteração, uma troca por troca do amarelado Adul por Turé.

Sentindo-se encostados às cordas, os da Covilhã começaram a jogar também em tentar perder algum tempo, destacando-se dois estranhos pedidos de assistência do central Joel, o segundo a coincidir com uma duríssima entrada para cartão de Turé, que o árbitro havia de, mais uma vez, ignorar. Por outro lado, é importante destacar a capacidade de Igor de demorar o seu tempo para bater as bolas paradas, mas fazendo-o de forma inteligente e sempre no limite do razoável, de forma a evitar ser advertido.

No últimos dez minutos, o Famalicão insistiu em pressionar a defesa contrária e, aos 82 minutos, Anderson com uma bela jogada pela ala em que finta vários adversários não encontra quem finalize na área e, na sobra, acaba por cabecear por cima. Pouco depois, um erro flagrante do árbitro. Numa disputa de bola normal após um lançamento longo, Zarabi simula uma falta e atira-se para o chão, fazendo um grande espalhafato e enganando Fábio Piló que respondeu mostrando a cartolina amarela a Poulson.

Finalmente, aos 89 minutos da partida, um cruzamento de Feliz vai sobrar para a entrada da área onde o lateral Joel estoirou para bater Igor e dar vantagem ao Famalicão. As perdas de tempo ainda dariam para beneficiar novamente o Covilhã ao serem concedidos cinco minutos de compensação, mas nem as entradas de Moses e Vitó serviriam para mudar o rumo do jogo, tendo a equipa de se contentar com, aos 90+4, ter feito o seu primeiro e único remate da segunda metade, num cabeceamento que Gabriel segurou facilmente.

Com este resultado, o Famalicão consolida alguma recuperação depois de um período mais complicado e, 11 jogos depois, volta a terminar uma partida sem sofrer golos, enquanto um Covilhã prejudicado desde cedo pela expulsão de Fatai acaba por sair sem pontos, após ter aguentado durante tanto tempo a enxurrada ofensiva do Famalicão. Nota negativa para Fábio Piló e seus assistentes que deixaram passar em claro várias faltas duras sobre atletas do Famalicão e que foram demasiado meigos disciplinarmente para com os visitantes.

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