Ao que parece, CD Aves e FC Paços de Ferreira estão de costas voltadas. E, mais uma vez, aqueles que deveriam dar o exemplo não fazem nada mais, nada menos, do que incitar o ódio com as suas tomadas de decisão.

O Desportivo das Aves decidiu cortar relações com o clube Pacense por um acumular de situações. Como todos sabem, o jogo entre estes dois emblemas foi realizado à porta fechada por má conduta dos adeptos do Paços de Ferreira. Acontece que, face a esta decisão do tribunal, o Paços de Ferreira ainda tentou o recurso, mas acabou mesmo por prescindir do mesmo apenas dois dias antes do respectivo jogo. Sendo assim, o Aves apenas soube que iria disputar esse jogo sem adeptos, dois dias antes do duelo. Não foi apenas o clube que ficou lesado, mas também os seus adeptos que já haviam comprado bilhete. Uma situação difícil de gerir, portanto.

O Paços jogou contra o CD Aves, para a Taça da Liga, à porta fechada devido ao mau comportamento dos seus adeptos
Fonte: FC Paços de Ferreira

Apesar de o clube das Aves ter manifestado, desde logo, o seu desagrado perante a situação, o jogo realizou-se mesmo à porta fechada e nenhuns entraves foram postos quanto a essa questão. Mas a verdade é que outros fatores contribuíram para que o desfecho desta história fosse mesmo o corte de relações entre os dois emblemas. Um dos quais, uma bandeira! É verdade. Parece que a bandeira do Aves desapareceu depois da habitual troca entre os emblemas antes do apito inicial e isso foi a gota de água para que o cessamento de relações se desse.

Para além disto, e depois de o jogo ter acabado, adeptos castores foram ao encontro da equipa adversária e restante staff. Escusado será dizer que insultos não faltaram e inclusive comentários xenófobos quanto à nacionalidade do presidente do clube das Aves. A questão é: até que ponto a troca de galhardetes entre os dois clubes antes do confronto não contribuiu para que estes desacatos se dessem? Eu sei, eu sei… Somos todos crescidinhos e uma coisa não pode justificar a outra. Claro que não. Mas que propícia a que situações destas aconteçam, propícia.

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Todos nós soltamos o australopiteco que há em nós quando estamos a ver um jogo de futebol, mas quando a irracionalidade passa para fora do estádio ou do sofá, aí é que a coisa complica. Assim passamos a não ver futebol, mas sim um único clube à nossa frente. Mas a partir do momento em que as próprias entidades máximas dos clubes, com uma maior responsabilidade perante os outros, o fazem, eu pergunto-me: onde é que isto irá parar?

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira

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