A CRÓNICA: NOVA FACETA FAMALICENSE NÃO PERDOOU OS GUERREIROS

Foi o jogo de estreia de Ivo Vieira no comando técnico do FC Famalicão, sendo o sucessor de Silas, o que fazia esperar uma nova faceta dos famalicenses, apesar do tempo de trabalho que a nova equipa técnica teve de preparação para o encontro. Do lado do SC Braga, o mesmo de sempre se esperava, sendo que a única alteração foi a introdução de Borja no onze inicial, em detrimento de Sequeira.

Passou apenas uma semana desde o último encontro disputado pelos famalicenses, que não têm sido de todo felizes ao longo da época, mas o início do duelo frente aos arsenalistas demonstrou uma equipa da casa muito aguerrida e com uma nova cara, apesar de manter o onze base utilizado.

A verdade é que esta nova faceta do FC Famalicão deu resultado, pelo menos dentro dos 20 minutos iniciais do encontro. Na sequência de um livre, com uma enorme confusão dentro da pequena área, foi Anderson que conseguiu rematar a bola para o fundo das redes de Matheus. Aos 18 minutos de jogo, o FC Famalicão colocou-se em vantagem no marcador. Lia-se 1-0 na tela.

O SC Braga partiu em missão após sofrer e começou a carregar no jogo. A partir dos 30 minutos tomou conta da partida e as oportunidades apareceram. Aos 36 minutos, o árbitro Manuel Oliveira concedeu uma grande penalidade favorável à equipa de Carlos Carvalhal, depois de Ricardo Horta cair na grande área do Famalicão, e foi mesmo o português a converter da marca dos onze metros. Empatava-se a partida no reduto famalicense.

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Sem dar tempo para respirar, veio a reviravolta. Canto batido ao segundo poste da baliza e um cabeceamento de Tormena fez chegar a bola a Al Musrati, que, na recarga, fez o que tinha a fazer: consumar o segundo golo dos bracarenses. Foi a cinco minutos do soar do apito para o intervalo, mas a partida assim permaneceu.

A segunda parte começou da mesma forma que a primeira. O FC Famalicão entrou aguerrido e com vontade de se sobrepor ao SC Braga.

Diogo Figueiras teve nos pés a oportunidade de empatar a partida aos 55 minutos, estando mesmo a centímetros de o conseguir. Depois de um cruzamento rasteiro certeiro, o jogador do Famalicão não foi feliz. Mas os famalicenses não desistiam por nada. Ivo Rodrigues, totalmente do meio da rua, mandou uma autêntica bomba que acabou por embater no poste. Numa questão de segundos, a turma de Ivo Vieira fez tremer, no sentido literal, a baliza de Matheus.

Os minutos passavam e o Famalicão permanecia em superioridade no terreno a nível de construção de jogo e de perigo para a área adversária. Os famalicenses insistiam, persistiam não desistiam, mas continuavam a ser os arsenalistas a estar por cima do resultado (apesar de por pouco tempo).

Enquanto se ouvia um “é até ao fim” vindo dos membros do Famalicão presentes no Estádio Municipal de Famalicão, Heriberto Tavares não teve qualquer tipo de piedade e, à entrada da área, rematou para um golo sem defesa possível de Matheus. Faltavam apenas cinco minutos para o final do encontro e lia-se uma igualdade a dois golos no marcador.

E foi até ao fim. Dividiram-se os pontos, indo um para cada lado. O Famalicão persistiu e deu a cara à luta contra os guerreiros de Braga, terminando o encontro com uma igualdade no marcador a duas bolas.

 

A FIGURA

“Nova cara” do FC Famalicão – Novo treinador, novos ares, nova cara. Existiu uma diferença notória na atitude e exibição da equipa famalicense neste encontro frente ao SC Braga, comparando com os jogos anteriores. A entrada de Ivo Vieira trouxe esperança ao FC Famalicão.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Galeno – Possivelmente por estar na iminência de poder ser advertido com cartão amarelo, podendo vir a falhar o próximo encontro do SC Braga, Galeno não esteve nos seus melhores dias nem praticou uma das suas melhores exibições. É um jogador que costuma ser dos que mais influencia a construção ofensiva dos arsenalistas, mas esteve algo apagado.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Com a estreia de Ivo Vieira no comando técnico do Famalicão, o onze girou na base do 4-4-2, moldável num 4-1-3-2 em momentos defensivos, com Gustavo Assunção encarregue de ocupar a zona entre o miolo e a linha defensiva.

Essa mesma última linha foi composta por quatro jogadores: Rúben Vinagre e Diogo Figueiras nas alas, com Riccieli e Babic na zona central da defesa.

O meio-campo foi composto por Pepê e Gustavo Assunção, com a companhia de Gil Dias e Joaquin Pereyra, encarregues de servir pelas alas, os homens mais avançados Anderson e Ivo Rodrigues. Este último serviu também de elo na construção de jogo entre o meio-campo e o ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Júnior (6)

Rúben Vinagre (6)

Riccieli (6)

Babic (6)

Diogo Figueiras (7)

Gil Dias (6)

Pepê (6)

Gustavo Assunção (6)

Joaquin Pereyra (6)

Ivo (6)

Anderson (6)

SUBS UTILIZADOS

Kraev (6)

Heriberto Tavares (7)

Fernando Valenzuela (6)

Alexandre Guedes (6)

Diogo Queirós (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal montou, como habitualmente, um 4-2-3-1, mas moldável num 4-4-2 em transições defensivas, com Ricardo Esgaio e Borja bastante subidos no terreno que toca às suas posições como laterais. Este último foi a alteração sonante no onze inicial dos guerreiros. A restante linha defensiva manteve-se ocupada por Bruno Rodrigues e Tormena.

O meio-campo compôs-se com cinco jogadores, sendo Al Murasti e Fransérgio os mais recuados no terreno, com a tarefa de fazer a ligação entre setores na construção de jogo. Os restantes, Galeno, Ricardo Horta e Lucas Piazón, eram os homens mais avançados, encarregues de servir Abel Ruiz.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Ricardo Esgaio (6)

Bruno Rodrigues (6)

Tormena (6)

Borja (6)

Ricardo Horta (6)

Al Musrati (7)

Fransérgio (6)

Lucas Piazón (7)

Galeno (5)

Abel Ruiz (6)

SUBS UTILIZADOS

João Novais (6)

Nico Gaitan (6)

Sporar (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: Sendo este o seu primeiro jogo no comando técnico do FC Famalicão, o que achou da exibição da equipa e quais são os pontos que acredita que têm de ser melhorados?

Ivo Vieira: Nós temos de melhorar todos os momentos do jogo: com e sem bola, no momento ofensivo, no momento defensivo, mesmo na zona intermédia. Não tive assim tanto tempo para trabalhar e temos de fazer alguns ajustes. Temos de melhorar, nitidamente, os resultados. Este resultado não nos traz conforto. Obviamente que a tabela é que vai ditar o que vai acontecer, mas nós é que podemos fazer algo para alterar as coisas. Vamos ter a humildade de perceber que o jogar bem tem de estar associado à vontade e ao querer.

 

SC Braga

BnR: O SC Braga apresentou algum desgaste notório na segunda parte. Acredita que foi um dos fatores para o resultado obtido aqui em Famalicão?

Carlos Carvalhal: Falta saber onde está o ponto de interseção entre o desgaste e o mérito do adversário, porque o adversário também fez pela vida. Fez mudanças, colocou jogadores frescos na frente, jogadores rápidos. Evidentemente que falta perceber se foi a capacidade do Famalicão ou incapacidade nossa. Para mim, foi mais o mérito e a capacidade do Famalicão.

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