Depois de duas boas campanhas na Primeira Liga, o GD Chaves vai nesta temporada, ao que tudo indica, apostar tudo para chegar finalmente à Europa. Na primeira temporada de regresso ao principal escalão do futebol português, a Europa não esteve tão distante assim. Na temporada passada esteve mais perto do que nunca mas faltou um bocadinho assim para se concretizar o sonho europeu. Esta temporada com Daniel Ramos, homem que já levou o SC Marítimo à Europa, o objetivo será fixar o GD Chaves nos lugares que dão acesso à Europa.

Depois da pequena introdução sobre o que vos falo hoje, convém que nos debrucemos sobre as duas temporadas passadas do GD Chaves.

Há dois anos, no regresso à Primeira Liga, a equipa transmontana surpreendeu tudo e todos. No campeonato, primeiro com Jorge Simão e depois com Ricardo Soares, a equipa alcançou uma posição bem tranquila na tabela classificativa com um 11.º lugar e com vários jogadores e até os próprios treinadores escolhidos a saírem valorizados do projeto. Na Taça de Portugal, o GD Chaves acabou por ser a principal sensação da prova, eliminando FC Porto e Sporting CP da competição, caindo apenas aos pés do finalista Vitória SC.

A temporada anterior era uma temporada de confirmação. A escolha de Luís Castro antevia que os responsáveis pelo GD Chaves queriam que a equipa transmontana jogasse um tipo de futebol diferente. Mais apoiado, com mais posse de bola, um futebol mais pensado, abdicando das transições rápidas que tinham tido sucesso anteriormente. Com Luís Castro o Chaves passou efetivamente a jogar outro tipo de futebol. Aliás, é justo dizer que este Chaves foi umas equipas a praticar melhor futebol na Primeira Liga. A proximidade do Rio Ave FC, equipa que ficou com o último lugar europeu, demonstra isso mesmo. A este Chaves faltou apenas ter outra consistência defensiva, senão os resultados seriam diferentes. Mas as exibições personalizadas e a valorização de diversos ativos acabaram por ser boas consequências da excelência do modelo preconizado por Luís Castro.

Esta temporada com Daniel Ramos, o Chaves demonstra que quer uma equipa diferente. Mais pragmática, com um modelo defensivo mais evoluído. Daniel Ramos é um homem conhecido por fazer muito com pouco. Em duas temporadas conseguiu campanhas soberbas pelo CS Marítimo e é de esperar que seja novamente candidato a um lugar europeu.

Daniel Ramos, Treinador do GD Chaves, quer manter viva no clube a ideia da ida à Europa
Fonte: GD Chaves

A este Chaves faltam, sobretudo, elementos para o ataque. É de esperar que saíam algumas peças importantes da equipa transmontana como Davidson, Perdigão e Matheus Pereira. O meio-campo, um dos setores onde esta equipa é mais forte, deverá receber reforços, bem como o centro da defesa, onde a continuidade da dupla Domingos-Maras não é um factor assente. Mesmo com algumas carências para combater é de esperar, à semelhança de anos anteriores, que este Chaves volte a ter uma equipa extremamente competitiva, capaz de ombrear com outras equipas que pretendam chegar ao lugar europeu.

Resta saber se esta será a derradeira temporada onde se encontram as Chaves da Europa na região de Trás-os-Montes.

Foto de Capa: GD Chaves

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