A CRÓNICA: CRITÉRIO NÃO FALTOU, MAS A EFICÁCIA DECIDIU NÃO APARECER

Depois da primeira vitória fora de portas, o Gil Vicente FC voltou à cidade de Barcelos para defrontar o Belenenses SAD. E foi a favor dos visitados que surgiu a primeira oportunidade golo. Aos oito minutos, no seguimento da recarga de um canto, Leautey rematou para o fundo da baliza defendida por Kritciuk, mas o golo acabou por ser invalidado pelo árbitro Hugo Silva, dada a posição irregular do jogador da formação de Ricardo Soares.

Os minutos iniciais do encontro demonstraram duas equipas com caráter bastante ofensivo. Viu-se um Belenenses SAD a chegar bastantes vezes à área da formação gilista, mas, apesar do número mais reduzido de oportunidades, o Gil Vicente atacava com muito mais critério.

No primeiro quarto de hora da partida, Silvestre Varela acabou por ser substituído devido a lesão e Petit começou a prever que poderiam existir problemas na sua equipa. A verdade é que, à medida que os minutos passavam, o frio fazia sentir-se mais e o jogo começou a arrefecer consequentemente. Os primeiros 15 minutos foram bastante mais aguerridos do que os restantes minutos da primeira parte onde ambas as equipas começaram a jogar de forma mais lenta, praticamente a passo.

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As oportunidades pareciam só estar do lado dos homens de Ricardo Soares, mas existia sempre algo que impedia o aparecimento do golo. Kritciuk defendia, jogadores escorregavam na relva ou defesas no sítio certo à hora certa. Prova disto mesmo foi um dos cruzamentos de Talocha, aos 35 minutos. Esse mesmo cruzamento era “meio-golo”, mas Lucas Mineiro acabou por cair sozinho à entrada na grande área.

A primeira grande oportunidade do Belenenses SAD surgiu no minuto final da primeira partida, onde valeu o corte da defesa gilista. Foi também neste minuto que se consagrou a primeira vez que Brian Araújo tocou na bola no encontro, o que diz bastante do critério atacante da equipa visitante face à equipa da casa.

Foram precisos 15 minutos depois do retomar da partida, após o intervalo, para existirem oportunidades de golo. Na sequência de um canto batido por Talocha e um alívio da defesa da formação lisboeta, Leautey rematou para defesa de Kritciuk e, no minuto seguinte, também após um canto de Talocha, foi Samuel Lino que, fora da área, rematou para defesa do guarda-redes do Belenenses SAD.

E as oportunidades para a turma de Ricardo Soares não pararam de aparecer. Aos 65 minutos, Vítor Carvalho rematou “à lei da bomba”, mas nem assim conseguiu inaugurar o marcador do encontro. O problema da formação de Barcelos acabava por ser o mesmo que o técnico Ricardo Soares já mencionou ainda no decorrer da época: a eficácia.

No decorrer dos minutos e com o aproximar do final do encontro, a situação permanecia a mesma. Via-se um Gil Vicente à procura do golo, apesar de este não aparecer, e, como o futebol é o que é, sentia-se que o Belenenses SAD podia, a qualquer momento, inaugurar o marcador num contra-ataque.

A equipa visitante acabou mesmo por demonstrar isso. Afonso Sousa rematou de fora da área, sendo este mesmo o primeiro remate da equipa no segundo tempo, e que obrigou Brian Araújo a estender-se para tentar defender uma bola que passou a largos centímetros da trave da baliza gilista.

O jogo no Estádio Cidade de Barcelos terminou da mesma forma como começou, com um empate a zeros no marcador. Mais uma vez, a eficácia tramou os gilistas, mas salvou um ponto para cada lado.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Kritciuk Num jogo em que as oportunidades eram mais flagrantes a favor do Gil Vicente, foi Kritciuk que salvou o Belenenses SAD da derrota. O guarda-redes da equipa de Petit foi a muralha necessária para os visitantes conseguirem levar um ponto para casa.

 

O FORA DE JOGO

Carlos Silva / Bola na Rede

Falta de eficácia do Gil Vicente Além da muralha que foi Kritciuk, a falta de eficácia da turma de Barcelos foi um dos grandes fatores que levaram a que a equipa não arrecadasse os três pontos no encontro. As transições ofensivas do Gil Vicente eram bastante criteriosas, mas não tiveram critério suficiente para alterar o marcador.

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Ricardo Soares optou por um onze com bastantes alterações em relação ao último encontro. Apostou num 3-5-2, onde, desta vez, o jovem estreante Brian Araújo ficou encarregue de segurar as redes da baliza, com a linha defensiva à sua frente sendo composta por Talocha, Ruben Fernandes e Rodrigo.

No meio-campo, alinharam os restantes jogadores, à exceção de Samuel Lino e de Lourency, que voltaram a ser os homens mais avançados no terreno.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Brian (6)

Talocha (7)

Ruben Fernandes (6)

Rodrigo (6)

Claude Gonçalves (6)

Vítor Carvalho (7)

Lucas Mineiro (6)

Joel (6)

Antoine Leautey (5)

Samuel Lino (5)

Lourency (5)

SUBS UTILIZADOS

Kanya (5)

Renan Oliveira (-)

Ahmed (-)

Baraye (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

Em detrimento daquilo a que já tem habituado, Petit optou por um 4-4-2. Kritciuk alinhou na baliza dos visitantes e, à sua frente, a linha defensiva foi composta por Diogo Calila, Danny, o capitão Gonçalo Silva e Ruben Lima.

O meio-campo escolhido e montado por Petit teve como “muralhas” Afonso Taira e Yaya, com o apoio dos alas Tiago Esgaio, que por vezes alinhou mesmo como defesa central, e Afonso Sousa.

Os avançado ao serviço do Belenenses SAD foram o veterano Silvestre Varela e, ao seu lado, Miguel Cardoso.

Ao longo do encontro, viu-se um Belenenses SAD a alinhar num 3-5-2, como Tiago Esgaio a ser um dos três centrais da equipa, principalmente nas transições defensivas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritciuk (8)

Diogo Calila (6)

Danny (6)

Gonçalo Silva (6)

Ruben Lima (6)

Tiago Esgaio (6)

Yaya (5)

Afonso Taira (5)

Afonso Sousa (6)

Varela (-)

Miguel Cardoso (6)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Teixeira (6)

Bruno Ramires (5)

Cassierra (-)

Cauê (-)

Richard (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Gil Vicente FC

BnR: Qual foi a razão pela qual só efetuou as restantes substituições já perto do final do jogo, sendo que duas delas aconteceram para lá dos 90 minutos?

Ricardo Soares: Na primeira parte tivemos uma intensidade altíssima. Conquistámos muita bola à frente, no nosso último terço, como não permitimos sequer nenhuma transição do Belenenses SAD. É uma equipa muito organizada defensivamente, das melhores defesas certamente. É uma equipa muito forte nas transições. A eficácia nas oportunidades de golo não tem sido a melhor. Analisámos meticulosamente este Belenenses SAD. Faltou-nos agressividade e eficácia. Temos de mérito a quem o tem. O Belenenses SAD fecha muito bem baliza. A minha decisão de não mexer tão cedo passa por ter um ritmo muito alto. O jogo ficou partido e podia pender para qualquer um dos lados. Preferi dar instruções para ajustar a equipa do que colocar jogadores que poderiam não ter o ritmo certo.

Belenenses SAD

BnR: A substituição forçada de Varela “estragou” o plano de jogo que o mister tinha pensado para este encontro?

Petit: Faz parte. Nós analisamos durante a semana o adversário. Nunca quisemos fazer uma substituição dessas. O Taira também veio de uma lesão. Com a entrada do Bruno, as coisas melhoraram. Começámos o jogo num 3-4-3 e acabou num 1-4-2-3. Na segunda parte, fomos crescendo. A equipa teve mais bola, mais situações, mas é

 

 

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