A CRÓNICA: OS TRÊS PONTOS ATRIBULADOS VOAM PARA A MADEIRA

Mais uma noite com um frio de rachar, mas com jogo no Estádio Cidade de Barcelos. O Gil Vicente FC recebeu o CS Marítimo, em jogo a contar para a 14ª jornada da Primeira Liga. Ambas as equipas subiram ao palco de Barcelos com um histórico de resultados praticamente espelhado, contando com as vitórias que cada uma arrecadou no jogo anterior.

O Gil Vicente entrou no jogo a dominar nas transições ofensivas, mas com pouca sorte na finalização. Aos 12 minutos, após um pontapé livre, Claude teve, na recarga, a grande oportunidade de inaugurar o marcador não fosse… Ruben Fernandes a cortar a bola para a linha de fundo. O capitão da equipa gilista estava no local errado à hora errada.

Os minutos foram passando e o Marítimo foi crescendo na partida. À medida que se chegava cada vez mais perto do intervalo, os insulares ganhavam cada vez mais terreno. Mudou-se totalmente o rumo do jogo – passou-se de um Gil Vicente destemido para um Marítimo sem medo. Apesar do rumo invertido, o técnico maritimista, Milton Mendes, parecia não gostar do demonstrado em campo.

Quem mais trabalho teve ao longo da primeira parte, e previa-se o mesmo para o restante do encontro, foi o árbitro Artur Soares Dias. Mas o árbitro da AF Porto não teve mais trabalho que os jogadores por assinalar faltas, mas, sim, devido a jogadores caídos no relvado devido ao frio – afinal, eles também não são de ferro. Em termos de faltas foi um jogo atípico, onde existiram mais remates do que faltas, algo estranho no futebol português.

Anúncio Publicitário

O início da segunda parte trouxe o mesmo Marítimo dos últimos minutos da primeira. Os insulares roubaram as ideias ofensivas do Gil Vicente e mostraram-se muito mais pressionantes nos minutos cimeiros da segunda metade. Pouco se viu dos gilistas, a não ser uma grande passividade nas transições ofensivas e alguma desconcentração na defesa, o que permitia uma grande aproximação do Marítimo à baliza de Denis.

A verdadeira grande oportunidade para o Marítimo, e possivelmente do encontro, apenas “deu à luz” aos 82 minutos. Alipour, sem oposição para além de Denis, rematou de forma a que a bola tirasse tinta ao poste esquerdo da baliza gilista.

E nada contra aquilo que o rumo do jogo demonstrava até ao momento, o Marítimo conseguiu mesmo colocar-se em vantagem no marcador. Aos 87 minutos, e depois de uma intensa pressão dos maritimistas ao longo do encontro, aconteceu o “previsto”. Lucas Áfrico rematou para o fundo da baliza de Denis e, se os ares de Barcelos já se sentiam gelados, depois deste golo congelaram totalmente.

Congelou tudo de forma a que o resultado se mantivesse assim até ao final. O Marítimo de Milton Mendes voa de volta para a Madeira com uma vitória por 1-0 e os três pontos no mala.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Lucas ÁfricoMenção para Lucas, não apenas pelo golo, mas pela exibição. O central maritimista foi uma muralha nas situações adversas ao Marítimo e o jogador mais influente da equipa. O golo acabou por ser o culminar daquilo que Lucas Áfrico mostrou em campo ao longo dos 90 minutos.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Talocha A cabeça de Talocha no jogo esteve mais quente do que o ambiente que se sentia no estádio (apesar de não ser difícil). Muitas das decisões que tomou pareciam sem pensar em prol da equipa e, assim, se viu que, por vezes, o individualismo não funciona.

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Ricardo Soares voltou a utilizar um 4-4-2 tradicional para o jogo frente ao Marítimo. Denis voltou a segurar as redes e os defesas de serviço voltaram a ser Ruben Fernandes e Nogueira, com apoio dos laterais Joel e Talocha. O meio-campo foi ocupado por João Afonso e Lucas Mineiro.

Os extremos de serviço foram Lourency e Claude Gonçalves, elementos fundamentais na construção de jogo dos gilistas, que serviram Baraye e o goleador Samuel Lino.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Denis (5)

Joel (6)

João Afonso (6)

Lourency (6)

Claude Gonçalves (6)

Baraye (5)

Lucas Mineiro (7)

Ruben Fernandes (6)

Samuel Lino (6)

Talocha (5)

Nogueira (5)

SUBS UTILIZADOS

Abbas (6)

Vítor Carvalho (-)

Bouba (-)

Leandrinho (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Milton Ribeiro optou por um esquema tático super similar ao de Ricardo Soares. O 4-4-2 que o Marítimo trouxe da Madeira foi composto por Amir na baliza e “os do costume” na linha defensiva – Zainadine e Lucas Áfrico ficaram encarregues da zona central e as laterais foram ocupadas por Cláudio Winck e Leo Andrade.

O setor do meio-campo ficou ao serviço de Jean Irmer e Bambock, com Rafik e Hermes nas alas. Os homens mais avançados no terreno da equipa maritimista foram Joel Tagueu e Milson, dada a impossibilidade de Rodrigo Pinho ir a jogo (infetado com COVID-19).

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (6)

Cláudio Winck (6)

Lucas Áfrico (7)

Zainadine (5)

Jean Irmer (6)

Rafik Guitane (6)

Milson (6)

Bambock (6)

Leo Andrade (6)

Marcelo Hermes (6)

Joel Tagueu (6)

SUBS UTILIZADOS

Macedo (6)

Alipour (7)

Pelágio (6)

Correa (6)

Fábio China (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Gil Vicente FC

Não foi possível colocar questões ao técnico do Gil Vicente FC, técnico Ricardo Soares.

CS Marítimo

BnR: Qual a sua análise deste jogo e qual foi a razão por detrás da entrada de Fábio China já perto do final do encontro?

Milton Mendes: A nossa equipa demonstrou uma maturidade muito grande. Não entrámos bem no jogo, a equipa estava algo ansiosa por enfrentar o Gil Vicente por ser uma equipa muito característica. Realmente perdemos o controlo do jogo em alguns momentos do jogo e posicionamos a equipa de forma diferente. Na segunda parte voltámos melhores e construímos algumas jogadas. O Gil Vicente, se chegou à nossa baliza, foi de bola parada. Mostrámos o que é ser uma equipa forte. A entrada do Fábio teve a ver com o desgaste das laterais e para estancar o jogo que o Gil Vicente tentou construir por aí

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome