Seguem-se duas aventuras, uma nos Emirados e outra no Egipto, mais uma vez sem grande sucesso, algo que se pode justificar com a falta de qualidade de futebol para um treinador com este prestígio, para um treinador da Nova Geração do futebol português, esta que tem como expoente máximo José Mourinho.

Quem vê futebol há algum tempo sabe do seu talento, embora a sua última prestação no Futebol Clube do Porto não tenha sido muito positiva, tendo às suas ordens um clube com escassez ao nível de opções, preso a um sistema que claramente não tinha tido resultado e ficando aquém de uma luta pelo título a dois, entre o Sporting e o Benfica. A sua curta passagem de seis meses não deu para milagres, apesar de ter chegado à final da Taça de Portugal, perdendo o título nos penáltis para o seu anterior clube, o Braga.

Como já devem ter percebido, falo de José Peseiro. Trata-se de um treinador cheio de talento que, por meros pormenores, não tem uma carreira de sucesso; é um treinador que, muitas vezes, não é respeitado face ao futebol que apresenta e mostra o quão importante significa ganhar as finais. A verdade é que as críticas são injustas e, sendo um treinador que começou por baixo, merece os cargos que teve e merecia outro tipo de consideração. Não tenho dúvidas de que esta época no Braga fará uma época bastante satisfatória face às condições apresentadas.

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Depois de 11 anos como federado, a tática, a estrutura, e tudo aquilo que envolve o futebol fizeram com que Júnior visse o futebol de uma maneira diferente. Adepto assíduo da Premier League desde os seus seis anos, acredita ainda que a essência do futebol de rua perdurará sempre em detrimento da tática. Considera-se um estudioso do futebol.                                                                                                                                                 O Júnior escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.