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A Primeira Liga portuguesa arrancou a sua 85.ª edição com três equipas totalistas – SL Benfica, FC Porto e Sporting CP, naturalmente. Os emblemas apelidados de ‘três grandes’ contam com 84 participações, com mais de 2000 jogos e mais de 5000 golos marcados cada um. O saldo é favorável aos encarnados (36 títulos), mais oito títulos que o FC Porto e 18 que o Sporting CP.

Mas nem só dos ‘grandes’ vive a história do futebol português. Também os clubes de menor dimensão, aqui e ali, se intrometem nos livros que para sempre recordarão títulos e recordes.

Logo a seguir, surge o CF ‘Os Belenenses’, o antigo, o verdadeiro, com 77 épocas na divisão primária em Portugal, mais quatro que o Vitória SC e sete que o Vitória FC. No entanto, os ex-azuis do Restelo conseguiram mesmo alcançar um título nacional – findava a época de 1945/46 (18 vitórias, dois empates e duas derrotas, 74 golos marcados e 24 sofridos).

Na casa das seis dezenas figuram dois clubes históricos; a Associação Académica de Coimbra – OAF (64) e o SC Braga (62). Apesar de nunca terem alcançado o título, estes emblemas foram capazes de chegar ao segundo lugar por uma vez e de darem a conhecer dois melhores marcadores, por exemplo Lima (2011/12, 20 golos).

Segue-se o Boavista FC com 55 participações e um título nacional, em 2000/01 (23 vitórias, oito empates e três derrotas, 63 golos marcados e 22 sofridos). Este foi o último clube a vencer um campeonato português para além dos crónicos e quase exclusivos candidatos. O treinador era Jaime Pacheco e alinhavam pelos axadrezados atletas como Pedro Emanuel, Frechaut, Petit e Rui Bento, entre outros.

O Boavista foi o último ‘não grande’ a festejar o título de Campeão Nacional
Fonte: Boavista FC

Com 38 presenças surge o CS Marítimo, o clube que de longe mais temporadas representou as ilhas portuguesas, neste caso a da Madeira. A partir daqui a lista adensa-se. Surgem muitos nomes, mas com pouca expressividade, ou seja, com períodos gloriosos, mas que por alguma razão se interromperam. Ou então, por outro lado, são clubes que há pouco iniciaram o caminho da Primeira Liga e ambicionam por lá ficar muitos e longos anos.

Já com bastante história, surgem as equipas com mais de 20 participações e a lista proporciona um misto de presente e de um passado bem longínquo: Rio Ave FC, SC Beira-Mar, GD Estoril Praia, SC Farense, Salgueiros 1911, FC Paços de Ferreira, CUF, Leixões SC, Atlético CP, Varzim SC, FC Barreirense e SC Olhanense.

Ultrapassada a barreira das 10 participações e à espreita do marco das duas dezenas, aparecem clubes como CD Nacional, UD Leiria, Gil Vicente FC, CF Estrela da Amadora, GD Chaves, Portimonense SC, SC Covilhã, FC Penafiel, Lusitano de Évora e SC Espinho. Aproximam-se ainda Moreirense FC e FC Tirsense com oito, CD O Elvas e Oriental com sete, FC Famalicão, CF União da Madeira, Ass. Naval 1º de Maio, SCU Torreense, CD Feirense e UFCI Tomar com seis e Carcavelinhos FC, FC Alverca, Académico FC e SC Campomaiorense com cinco.

O CD Tondela realiza a 4.ª temporada na Primeira Liga e dá sinais de boa saúde no que à sua continuação diz respeito
Fonte: CD Tondela

Já no fundo da lista e com quatro épocas ao máximo nível em Portugal, surge o FC Arouca, Leça FC, CD Aves, Caldas SC, Académico de Viseu FC e Sanjoanense. Com apenas três participações registam-se o CD Santa Clara, CD Tondela, Amora FC, CD Montijo, Lusitano VRSA e CF Os Unidos de Lisboa. O Seixal Clube 1925 é o único com duas presenças e esta longa enumeração termina com aqueles emblemas que pisaram os palcos da Primeira Liga por apenas uma temporada, ainda ela não era o que hoje conhecemos. São eles AD Fafe, FC Felgueiras, GD Riopele, RD Águeda, CD Trofense, CF União de Coimbra, GC Alcobaça, FC Vizela, UF Lisboa, UD Oliveirense e Casa Pia AC.

Foto de Capa: Liga Portugal

Diogo Pires Gonçalves
Diogo Pires Gonçalveshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo ama futebol. Desde criança que se interessa por este mundo e ouve as clássicas reclamações de mãe: «Até parece que o futebol te alimenta!». Já chegou atrasado a todo o lado mas nunca a um treino. O seu interesse prolonga-se até ao ténis mas é o FC Porto que prende toda a sua atenção. Adepto incondicional, crítico quando necessário mas sempre lado a lado.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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