Claudemir Domingues de Souza nasceu a 27 de março de 1988 em Macaúbas, município do estado da Bahia (nordeste do Brasil). Durante a sua juventude, Claudemir passou por alguns clubes populares do estado de São Paulo, nomeadamente o União São João Esporte Clube, que ganhou notabilidade a nível internacional por revelar Roberto Carlos (ex-lateral esquerdo que se destacou ao serviço do Real Madrid C.F.), a Sociedade Esportiva Palmeiras e o São Carlos Futebol Clube, pelo qual viria a efetuar a sua estreia como profissional.

Ainda que estivesse a ser bem-sucedido na Águia da Central, naturalmente que, assim como grande parte dos jovens futebolistas daquele país, também o médio natural da Bahia ambicionava rumar ao continente europeu. Uma mudança que, no seu caso, se efetivou ainda cedo (tinha Claudemir apenas 19 anos). De resto, o seu trajeto enquanto profissional tem sido feito quase exclusivamente na Europa – exceção feita à passagem pelo Al-Ahli Jeddah (Arábia Saudita), no decurso da época transata.

Após chegar, em 2008, ao «Velho Continente» para representar o Vitesse Arnhem (Holanda), o médio brasileiro passou pelo FC Copenhagen (Dinamarca) e Club Brugge KV (Bélgica), tendo sempre evidenciado uma regularidade impressionante em termos exibicionais.

Assim, paralelamente aos seis títulos conquistados em provas de âmbito nacional – quatro na Dinamarca e dois enquanto esteve na Bégica-, Claudemir acumulara uma vasta experiência nas competições continentais, destacando-se particularmente os 34 encontros que disputara na UEFA Champions League. Como tal, contrariamente à maioria dos futebolistas brasileiros que chegam ao nosso país, este médio baiano estava longe de ser um desconhecido, pelo que o seu desempenho bastante positivo ao serviço do SC Braga apenas tem servido para confirmar a qualidade que o seu currículo deixava antever.

Um Guerreiro de quem Abel Ferreira não prescinde

Opção regular na formação bracarense, habitualmente disposta num 4-4-2 que privilegia a utilização de dois médios mais recuados (Claudemir e, por norma, Fransérgio). O meio-campista brasileiro que chegou no passado mercado estival à «Cidade dos Arcebispos» tem sido uma peça nuclear no conjunto às ordens do técnico português Abel Ferreira. De referir que, até agora, o experiente médio que enverga a camisola número 25 dos Arsenalistas  totaliza 27 jogos (repartidos por quatro competições), tendo marcado dois golos e efetuado, ainda, quatro assistências.

O Heatmap, acima representado, ilustra a enorme vocação defensiva de Claudemir (zona colorida a verde)
Fonte: Heatmap

Como joga

De elevada estatura (1.85 metros), Claudemir perfila-se como um dos principais responsáveis por conferir solidez defensiva ao SC Braga. Apresentando uma menor mobilidade (e chegada à área) que o seu compatriota, Fransérgio, o centrocampista de 30 anos revela-se um jogador eficaz no desarme, com (78%) de sucesso. A isto acrescem as (1,2) interceções que realiza, em média, por partida, demonstrativo da sua boa leitura de jogo.

Embora a sua presença se faça notar acima de tudo pelo contributo a nível defensivo, não esquecer a sua enorme precisão de passe, da qual decorre uma percentagem de sucesso de (89%) nos cerca de 49 passes que realiza, em média, por encontro na Primeira Liga.

 

Foto de Capa: SC Braga

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