Esta pré-temporada ficou marcada por um pormenor em comum nos três grandes: a aposta na formação. Para começar a preparar a nova época, os treinadores dos três grandes decidiram apostar na formação e chamar jovens vindos directamente das camadas jovens para treinar com a equipa principal e poderem ser avaliados e terem uma oportunidade a conquistar um lugar no plantel, ou simplesmente, a terem uma aprendizagem que lhes poderá ser útil no futuro.

Todos estes jovens chamados pelos três grandes tiveram a oportunidade de ter minutos de jogo na pré-temporada. O principal objectivo na pré-temporada é testar novas soluções através da formação (e não só) e criar um grupo. Como tal, dentro deste contexto, os jovens integrados nos trabalhos de pré-temporada têm de sentir que fazem parte do grupo e que o treinador conta para com eles para a temporada.

Mas afinal, qual é o melhor contexto para integrar um jogador vindo da formação num jogo da equipa principal? Há uns tempos atrás, o cenário mais habitual de se ver eram os miúdos a jogar junto com outros jogadores que não eram opções habituais no plantel. Mas aos poucos, o cenário tem vindo a mudar.

Thierry Correia tem boas possibilidades de ser titular na Supertaça
Fonte: Sporting CP

Nesta temporada, jogadores como Nuno Tavares, Thierry Correia, Diogo Costa, Tomás Esteves, Romário Baró e Fábio Silva tiveram algo em comum: todos eles tiveram minutos de jogo na pré-época, num onze maioritariamente composto por jogadores titulares.

Na minha opinião, este é o melhor contexto para avaliar os jovens que transitam directamente da formação para a equipa principal. Porque, no final de contas, integrá-los na equipa-base com muitos jogadores titulares é o melhor contexto. Isto permite aos treinadores avaliar se estes conseguem encaixar nesse mesmo contexto e se estão preparados para encarar desafios mais exigentes na equipa principal.

Neste aspecto, acho que os jovens lançados por Sérgio Conceição deram uma resposta particularmente positiva, visto que conseguiram sobressair no contexto em que foram lançados, apesar das características de cada um deles (nomeadamente de Romário Baró) não serem as ideais para o modelo de jogo de Sérgio Conceição.

De qualquer das maneiras, folgo em saber que aos poucos e poucos, vai mudando o paradigma no futebol nacional em termos da aposta na formação e que os jovens vão começando a ter mais oportunidades, mesmo num contexto que não seja o mais propício às suas potencialidades.

Foto de Capa: Liga Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

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