A CRÓNICA: SÓ CUSTOU O PRIMEIRO A ENTRAR

A festa da Taça continuou e, desta vez, foi no palco do Estádio Municipal de Braga, num jogo entre o SC Braga e o SCU Torreense, equipa de Torres Vedras que alinha na série F do Campeonato de Portugal.

Os primeiros minutos de jogo mostraram a diferença no caudal ofensivo demonstrado por ambas as equipas, dada, obviamente, a igual diferença de nível existente entre a equipa do Minho e a equipa de Torres Vedras. Falamos de uma equipa considerada das “maiores” de Portugal e de uma outra equipa que alinha num campeonato inferior. Apesar de, por vezes, estas diferenças de escalão nada dizerem, e a festa da Taça transparece isso mesmo.

Viu-se um Braga mais pressionante a nível ofensivo, relativamente ao Torreense, apesar da equipa visitante demonstrar um jogo “sem medo”. O primeiro golo acabou por aparecer aos 24 minutos, depois de um canto batido por João Novais. A bola embate num defesa dos forasteiros, mas, na recarga, João Novais consegue enviar a bola diretamente para a cabeça de Rolando que inaugurou, desta forma, o marcador.

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Aparentemente, só o primeiro estava a custar aparecer. Três minutos exatos depois do primeiro golo, que foi também a primeira ocasião, os guerreiros aumentaram a vantagem. Galeno rompeu e correu pelo flanco esquerdo do campo fora e bastou um cruzamento para Abel Ruiz, que, ao encostar a bola no segundo poste, fez mossa no marcador e o Braga, assim, ia vencendo por 2 a 0.

Até à chegada do intervalo, só deu Braga. Mesmo com um Torrense mais “agressivo” e compacto na defesa, a equipa da casa conseguiu libertar espaços fundamentais para criar ocasiões de golo.

O início da segunda parte começou a correr de feição para os guerreiros. Num transição ofensiva do Braga, e com alguma confusão dentro da grande área, Ricardo Esgaio aproveitou a distração dos defesa do Torreense e marcou o terceiro golo a favor dos minhotos, aos 51 minutos da partida.

Foram apenas precisos dez minutos para o quarto golo aparecer. Tal como supracitado, só custou o primeiro golo. Abel Ruiz rematou e Valverde não conseguiu parar o remate, onde a bola só parou mesmo no fundo da baliza.

Melhor resultado para o Braga não podia existir. O jogo terminou com um 5-0 favorável aos minhotos, dada a grande penalidade assinalada a favor da equipa da casa que foi convertida com sucesso por Vítor Oliveira. O golo do jovem estreante da equipa minhota não ficou esquecido pela restante equipa, golo este que ficou marcado pela maneira como os restantes companheiros de equipa.  Desta forma, o Braga segue em frente na Taça de Portugal e o Torreense acaba por ficar pelo caminho.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Caudal ofensivo do SC Braga – A ligação entre o setor do meio-campo e o setor mais avançado do Braga é fundamental em cada jogo em que a equipa alinha. Neste jogo, foi notória essa ligação e o caudal ofensivo que isso mesmo trouxe nas transições dos guerreiros. Se o resultado foi tão volumoso foi o culminar do jogo coletivo dos minhotos.

 

O FORA DE JOGO

Guilherme Schettine – O avançado do Braga esteve desparecido na primeira parte. Num jogo em que Schettine poderia mostrar o seu poderio, não o conseguiu fazer da melhor forma e, se tivesse mostrado realmente o seu valor, poderia ter feito a diferença.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal optou por moldar a equipa num 3-4-2-1, com Tiago Sá na baliza. A tripla de centrais foi composta por o veterano Raul Silva, a par de Rolando e Tormena. O meio-campo esteve preenchido por André Horta e André Castro, com o apoio de João Novais e Zé Carlos, que se apresentou mais subido no setor do que o habitualmente apresentado.

Os homens mais avançados no terreno foram Wenderson Galeno e Abel Ruiz, que fizeram ligação ao homem-alvo dos guerreiros, Guilherme Schettine.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Tiago Sá (7)

Zé Carlos (6)

Tormena (6)

Rolando (7)

João Novais (7)

Abel Ruiz (7)

André Horta (7)

Raul Silva (7)

André Castro (6)

Galeno (7)

Schettine (5)

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Horta (6)

Ricardo Esgaio (7)

Fransérgio (6)

Iuri Medeiros (6)

Vítor Oliveira (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – SCU TORREENSE

O SCU Torreense apresentou-se em jogo num 3-4-1-2, ou seja, num esquema tática similar ao moldado por Carlos Carvalhal, apenas invertendo a posição do setor mais avançado do campo.

Os postes ficaram ao cargo de Marcelo Valverde, com a linha defensiva à sua frente montada por Benny, Weliton e Traoré. O setor do meio-campo esteve ocupado por Daniel Martins e Fred Martins nas alas, com Tiago e Alison a segurar a zona central.

Ragner esteve encarregue de fazer a ligação entre o meio-campo e os avançados de serviço, Ricardinho e Silas.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marcelo Valverde (5)

Mamadou Traoré (5)

Weliton Matos (6)

Benny (6)

Fred Martins (6)

Tiago (5)

Ragner Paula (5)

Daniel Martins (6)

Alison Tavares (5)

Silas (6)

Ricardinho (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Rodrigo Lima (6)

Filipe Andrade (5)

Wilson Santos (6)

David Rosa (-)

Gustavo Tocatins (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

BnR: Pergunto-lhe sobre o estado de espírito da equipa quando o Vítor concretiza a grande penalidade. Viu-se que as celebrações não foram, de todo, idênticas às dos outros quatro golos.

Carlos Carvalhal: Primeiro que tudo, há designados para marcar penáltis, mas é sempre passível de um jogador dizer que não quer marcar ou que não se sente confiante para marcar. Isso já aconteceu, já me aconteceu bastante na minha carreira. E existem também estas situações, que são situações de um grupo que sabe que está ali um jovem a fazer a sua estreia e que lhe quiseram a dar oportunidade de marcar um golo. Para todos os efeitos, o Vítor estreou-se na equipa do SC Braga a marcar. E isto é ter um bom espírito de equipa e não existe uma ganância. Só assim se permite fazer coisas destas. Espetacular. Hoje, com o jogo, estou super feliz por tudo. Como jogámos, pela atitude e pelo comportamento excelente. Pelo Vítor. Estou extremamente feliz. Posso dizer que é dos dias mais felizes desde o início da época.

SCU Torreense

BnR: Está orgulhoso com a prestação da sua equipa em campo, apesar do resultado volumoso?

Filipe Moreira: Nós estamos orgulhosos. Nós temos orgulho, os treinadores do Campeonato de Portugal, em tudo aquilo que vamos construindo. Foi um futebol de qualidade. Por vezes, sente-se que se falta qualquer coisa, principalmente quando se perde 5 a 0. Temos de tentar perceber aquilo que podíamos ter feito melhor. Mas, continuo a dizer, jogar contra estas equipas, com qualidade, não consegue ferir o orgulho de uma equipa.

 

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