As necessidades de um plantel conforme o plano tático de um treinador é algo de extrema importância num clube. Assim, o scouting surge com um papel quase indispensável e com cada vez mais destaque em Portugal, dados os exemplos de diversos jogadores que são apresentados em alguns clubes (maioritariamente, nos clubes ditos “pequenos” que investem mais no scouting, dado os orçamentos menores para disponibilizar em jogadores de grande nome).

De forma tática, são selecionados com devida avaliação, posteriormente, dos jovens jogadores, aumentando a capacidade competitiva entre os clubes – ganhando maior relevância a nível produtivo.

Nos últimos dias, o Vitória SC tem sido destaque pelas contratações apresentadas. Contratações estas pouco comuns no seio do futebol português e um tanto inovadoras e diferentes do costume da cidade berço, aqui dou como exemplo o jovem inglês que deu que falar na época terminada, Marcus Edwards.

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O homem por detrás destas inovações chama-se Carlos Freitas. O nome já é uma referência dada a sua experiência profissional e passagem por diversos clubes (entre eles, o Sporting CP e o SC Braga). Com a chegada de Carlos Freitas houve mudanças surpreendentes no clube, não só na composição do plantel, como também a nível de estruturas do clube vitoriano – é de referir a implementação de um gabinete de scouting que até ao momento era inexistente. Desde Portugal até França, as contratações do clube estão a dar para assinalar a capacidade de crescer em Guimarães.

Em Vila do Conde, a equipa do Rio Ave FC é um dos melhores exemplos de scouting nos relvados portugueses. Foi um dos destaques desta época, terminando em quinto lugar na tabela classificativa e também pelo futebol praticado, tanto pela veia atrativa como pela organização exemplar liderada pelo modelo de jogo do senhor Carlos Carvalhal.

Outro destaque nos palcos portugueses foi o recém subido Famalicão FC. Com uma liderança competente no departamento de scouting a par de uma capacidade financeira fiável, o Famalicão tornou-se num apostador no futuro de jovens jogadores e também no conceito de scouting em si.

A nível de scouting, estes três clubes portugueses encontram-se em vários patamares superiores aos restantes clubes. E a aposta neste conceito é uma peça fundamental em todos os clubes ditos pequenos, devido à sua fragilidade financeira.

Artigo revisto por Joana Mendes

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