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Começa esta sexta-feira a edição 2021/2022 da I Liga. As expectativas estão em alta para uma temporada na qual o investimento em reforços não foi tão considerável quanto noutros tempos (consequências da crise pandémica…), mas que ainda assim trouxe até aos candidatos ao título nomes de proa. Fica a ideia de que uma vez mais é o campeão que parte na pole-position.

O Sporting de Rúben Amorim (não dá mesmo para desassociar o coletivo do homem) foi um vencedor autoritário da última edição da Liga, apenas perdeu uma partida e mostrou uma capacidade para gerir resultados acima da média. A estrutura tática de Amorim não vai mexer (entre o 3-4-2-1 e o 3-5-2) e o plantel ainda se viu reforçado com Esgaio e Rúben Vinagre, laterais que dão garantias no modelo de jogo do jovem técnico leonino. A pujança no ataque à profundidade, a vertigem na construção ofensiva e a definição de uma linha defensiva compacta para controlar as rupturas adversárias continuarão a ser as chaves de um leão que espera não perder até ao final do mês os craques Pedro Gonçalves e Nuno Mendes.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A rivalizar diretamente com os campeões em título vão estar o FC Porto de Sérgio Conceição e o Benfica de Jorge Jesus. Os dragões reforçaram-se no mercado interno (Fábio Cardoso e Bruno Costa) e contrataram o talentoso Pepê ao Grémio de Porto Alegre. O 4-4-2 vai continuar a ser aposta firme, com pontuais recursos a linhas de 5 a defender (sobretudo em contextos de maior exigência competitiva). Os jogos de pré-temporada denunciaram uma equipa de vertigem a atacar mas que pode melhorar os índices de recuperação de bola em zonas mais adiantadas, de maneira a não ficar tão exposta às transições ofensivas adversárias.

Já o Benfica acrescentou João Mário a um meio-campo que estava necessitado de um médio sagaz a preencher espaços e a gerir os timings do jogo com bola. A boa amostra na estreia na Champions e a evolução de alguns “patinhos feios” do plantel (Gilberto à cabeça) mostra o trabalho cirúrgico de Jorge Jesus na preparação deste exercício. Reforços como Meité (médio robusto e seguro no passe) e Yaremchuk (avançado com facilidade de remate, capaz de providenciar apoios e atacar a profundidade) aumentam o patamar competitivo para os “encarnados”.

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A quarta via na candidatura ao título continuará a ser o SC Braga, que voltou a mostrar critério e sagacidade no “ataque” ao mercado português (como é atestado pelas contratações de Lucas Mineiro ou Mário González). Ainda assim, a Supertaça voltou a denunciar algumas fragilidades defensivas, que são mais visíveis num contexto de exigência máxima. Gizando bem saídas a 3 e esticando jogo de forma criteriosa, este SC Braga pode intrometer-se na luta se ganhar essa consistência na transição entre o momento ofensivo e o defensivo. Olhando para o restante panorama, vemos várias equipas com potencial para trazer ideias táticas e procedimentos interessantes a este campeonato.

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