Publicidade

Uma pandemia e uma nova oportunidade

Tiago Serrano · 2 min

Foto: Instagram oficial de Evander

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Ao longo desta pandemia, muito se tem falado dos cortes orçamentais que os clubes de futebol serão forçados a realizar. Depois desta pandemia, nada será como antes no futebol e talvez não se vejam gastos absurdos por uns tempos.

No entanto, há um ditado que diz que em cada crise, surge uma oportunidade. E creio que no caso do futebol português não é excepção. Já há uns tempos atrás, falei que os três grandes têm vindo a realizar contratações cada vez menos planeadas e criteriosas, bem como muitas vezes, as contratações são desalinhadas com o modelo de jogo dos seus respectivos treinadores.

Enquanto vamos vendo clubes como o Vitória SC e o Rio Ave FC com políticas de contratações e departamentos de scouting cada vez mais trabalhadas e organizadas, eu vejo os três grandes a mostrarem-se cada vez mais acomodados nesse aspecto. No entanto, eu acredito que esta pandemia e os cortes orçamentais que daí irão resultar poderiam ser a oportunidade para os clubes poderem reajustar a sua política de mercado.

Como também já falei por aqui, existem cada vez mais clubes em campeonatos periféricos com capacidade para competir e até mesmo superiorizarem-se aos nossos. E isso, tem acontecido por vários motivos.

Primeiro, campeonatos como o dinamarquês, o belga, o austríaco ou o sérvio possuem formatos que promovem a competitividade e nos quais há mais confrontos entre as melhores equipas; segundo, porque muitos dos principais clubes destes campeonatos, têm boas políticas de prospecção e de scouting que tem revelado e valorizado vários jogadores pouco conhecidos.

Recentemente, a imprensa nacional revelou o interesse do FC Porto no brasileiro Evander, médio-ofensivo de 21 anos que joga no FC Midtjylland, actual campeão dinamarquês. Apesar dos problemas que os três grandes atravessam (principalmente Sporting CP e FC Porto), estes têm capacidade financeira mais que suficiente para explorar estes mercados.

Visto que o tradicional mercado brasileiro está a ficar cada vez mais disputado e inflacionado, creio que a aposta nos mercados periféricos é uma realidade à qual os três grandes não deveriam fugir e qual a qual teriam muito a ganhar, tanto na vertente desportiva como na financeira.

E já agora, também seria bom que os dirigentes dos clubes grandes deixassem de olhar para os talentos da formação como mercadoria para exportar.

Tiago Serrano

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.