Vitória SC 4-0 AS Jeunesse Esch : A fome que deu em fartura

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Contra os frágeis luxemburgueses do AS Jeunesse Esch, a formação vimaranense cumpriu o esperado, com duas exibições sólidas, sem comprometer, e agora “apanha” com o FK Ventspils, da Letónia, na 3ª Pré-Eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga Europa. Neste segundo jogo, disputado no D. Afonso Henriques, o domínio do Vitória SC foi evidente durante todo o jogo, com o resultado expressivo a espelhar aquilo que se passou em campo.

Ivo Vieira optou por colocar um lateral com mais propensão para o ataque, com Sacko – no lugar de Victor Garcia –, e Pedro “Pêpê” Rodrigues, médio proveniente do SL Benfica e com quem o treinador já tinha trabalhado durante o seu tempo no Estoril Praia SAD. Já o Jeunesse apresentou-se em Guimarães com uma troca de avançados: os substitutos do primeiro jogo foram os titulares do segundo, Arslan e Makota.

Como seria de esperar, os primeiros 45 minutos ficaram marcados por um domínio total do Vitória Sport Clube, mais intenso entre os 10 e os 20 minutos, e depois entre os 30 e os 35, com oportunidades suficientes para deixar, ao intervalo, um resultado mais dilatado do que aquele que se registava no marcador: 1-0. Aos 14 minutos, Rafa Soares cobrou de forma exímia um livre lateral direto para a cabeça de Tapsoba: o central que na primeira mão foi o jogador mais perigoso dos vimaranenses.

Com muitas dificuldades para sair em construção – na verdade, até em contra-ataque foi difícil sair a jogar com qualidade – o Jeunesse manteve sempre o seu bloco baixo e foi tentando sacudir a pressão do Vitória SC. Rochinha esteve em destaque, com duas hipóteses claras tiradas pela defesa da equipa luxemburguesa já na linha de golo.

A segunda parte do jogo começou no mesmo tom que a primeira: com o Vitória por cima, sempre com mais bola… Mas faltava aquilo que os adeptos gostam: os golos.

Aos 60 minutos, Ivo mostrava que queria mais, ao retirar Al Musrati, o seu médio mais defensivo, e colocando em jogo João Carlos Teixeira, o mais criativo. Logo a seguir, com a equipa mais balanceada para a frente, “Pêpê” Rodrigues – um dos mais inconformados – assistiu Alexandre Guedes que depois de um belo trabalho na área, rematou colocado ao poste mais distante, fazendo um golo de belo efeito.

A equipa da cidade berço teve mais algumas oportunidades a seguir ao 2-0, tendo conseguido mesmo aumentar a vantagem para três bolas através de um penalty – que não deixou margem para dúvidas, cometido sobre João Correia –, batido aos 86 minutos, por Tapsoba, que bisou no encontro. Guarda-redes para um lado, esférico para o outro – como mandam as regras.

Até ao final do encontro, o Vitória SC nunca deixou de ser uma formação ambiciosa e aos 90+3, viu essa postura recompensar. João Carlos Teixeira, depois de uma fabulosa jogada de Davidson na ala, só teve de encostar para o fundo das redes, fazendo 4-0 e dando justiça a uma eliminatória muitíssimo desequilibrada.

Deste jogo convém ressalvar ainda a fantástica massa adepta vitoriana, incansável no apoio aos jogadores que empurrou a equipa para um resultado mais expressivo. Para além disso, uma nota para o Ventspils, equipa letã que é mais competente (na teoria) que o Jeunesse, mas que continua a ser acessível para o Vitória Sport Clube, rumo ao objetivo de estar na fase de grupos da Liga Europa.

O Vitória venceu a 2.ª mão frente ao AS Jeunesse por 4-0
Fonte: Vitória SC

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

AS Jeunesse Esch: Kevin Sommer, Medy Meddour, Milos Todorovic, Alessandro Fiorani, Emmanuel Lapierre, Sogbo Kouame (68m Klica), Johannes Steinbach, Luca Duriatti (68m David de Sousa), Arsene Menessou, Yannick Makota e Arslan Mehmet (76m Deidda).

Vitória SC: Miguel Silva, Sacko, Pedro Henrique, Tapsoba, Rafa Soares, Joseph Amoah, Al Musrati (60m João Carlos Teixeira), “Pêpê” Rodrigues, Rochinha (70m João Correia), Guedes (83m João Pedro) e Davidson.

Carlos Ribeiro
Carlos Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
Com licenciatura e mestrado em Jornalismo, Comunicação e Cultura, o Carlos é natural de um distrito que, já há muitos anos, não tem clubes de futebol ao mais alto nível: Portalegre. Porém, essa particularidade não o impede de ser um “viciado” na modalidade, que no âmbito nacional, quer no âmbito internacional. Adepto incondicional do Sport Lisboa e Benfica desde que se lembra de gostar do “desporto-rei”.                                                                                                                                                 O Carlos escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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