Em qualquer desafio, o seu conhecimento é o ponto de partida. É preciso conhecer o que se enfrenta para se saber qual a melhor forma de o ultrapassar. Isto é aplicável no futebol a todos os níveis, começando desde logo com os treinadores. Expressões como “raposa velha” são utilizadas constantemente, e, não por acaso, são elas as detentoras do maior conhecimento da prova em questão. Se isso é suficiente para derrotar a irreverência da juventude que vai aparecendo, só os jogos o dirão.

A treinadores como Jorge Jesus, Manuel Machado, Manuel Cajuda ou Vítor Oliveira são desculpadas eventuais “gafes” ou aplaudidas e destacadas as constantes análises precisas e acertadas. É esta a vantagem da experiência no que diz respeito à comunicação com o exterior, mas não ficam por aqui. Dentro do campo, onde realmente importa e onde os jogos são disputados, a experiência do treinador é também aplicável, mas só pode ditar o sucesso se houver compreensão, colaboração e comprometimento por parte dos intervenientes, os jogadores. E é pelos jogadores que se percebe a importância da experiência, do calo, do hábito.

Miguel Cardoso tem em Cássio uma voz de comando experiente dentro de campo
Fonte: Rio Ave FC

Para além do universo dos “três grandes”, a experiência mescla-se no balneário com os jovens à procura de afirmação. Uma das equipas que melhor futebol pratica no nosso campeonato, o Rio Ave FC, é um bom exemplo disso mesmo; conta no seu plantel com dois conhecidos intervenientes do desporto rei, Cássio e Tarantini. O primeiro, guarda-redes brasileiro de 37 anos, atua em Portugal desde a época de 2008/09 e está na quarta época ao serviço dos vilacondenses. Passou ainda cinco épocas na capital do móvel e uma em Arouca. O segundo, médio português de 34 anos, cumpre a décima época no clube de Vila do Conde, depois de passagens por Gondomar, Portimão ou Covilhã.

No Bessa, mora uma das figuras mais conhecidas do nosso campeonato dos últimos tempos, talvez não pelos melhores motivos. Mateus construiu a sua carreira quase exclusivamente em Portugal, passando seis anos no CD Nacional, dois em Barcelos e Arouca e vai no segundo ao serviço dos axadrezados. Na cidade berço, Douglas e Moreno apresentam-se como dois dos símbolos maiores do clube. O guarda-redes brasileiro de 34 anos está há oito épocas em Portugal, todas ao serviço do Vitória SC. O defesa português de 36 anos vai na 11ª época pelos conquistadores e conta, por exemplo, com uma passagem de dois anos pelo CD Nacional, num total de 18 temporadas no nosso campeonato.

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O CD Tondela e o seu treinador, Pepa, contam no seu plantel e, em particular, no seu eixo defensivo, com um poço de experiência, conhecimento do jogo e das relações humanas no âmbito desportivo, que é Ricardo Costa. O defesa central português de 36 anos acumula nove épocas em Portugal, a maior parte ao serviço do FC Porto, mas também passagens pelo VfL Wolfsburg, PAOK ou Valencia CF, onde é muito querido entre os adeptos espanhóis.