Estoril 2–1 União da Madeira: Bonatini ordenou o fim da monotonia

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Nunca a expressão “pontapé na monotonia” caíra tão bem como na primeira parte deste jogo. Num dos dois (sim, dois!) remates à baliza que Estoril e União da Madeira conseguiram fazer em 45 minutos, Léo Bonatini deu alguma vida ao perfeito bocejo que foi a partida até ao intervalo. Até aí, poderia resumir-se o jogo como um autêntico deserto de ideias de parte a parte. A cinco minutos do descanso, o avançado brasileiro apontou o quarto golo no campeonato e o terceiro consecutivo (deu as vitórias frente a Sporting de Braga e Tondela), num excelente remate de fora da área. Já na recepção ao Sporting de Braga, Bonatini tinha encontrado a mesmíssima fórmula para descobrir o caminho do golo. Vai deixando excelentes apontamentos o antigo avançado do Cruzeiro, que já apontou em 6 jornadas tantos golos como em toda a época transacta.

Vendo-se a perder, Luís Norton de Matos arriscou e apostou em Miguel Fidalgo para o lugar de Rúben Andrade e desfez, assim, o trio do meio-campo. O avançado juntou-se a Edder Farias na frente de ataque, já que na primeira parte raras foram as bolas que chegaram em condições ao venezuelano da equipa madeirense. A alteração acabou por surtir efeito, já que o União passou a ser capaz de chegar mais e melhor ao redor da baliza de Kieszek, apesar de nem sempre com a qualidade desejada no último passe. Em vantagem no marcador, o Estoril recuou ligeiramente no relvado e apostava no contra-ataque para voltar a incomodar André Moreira. As dificuldades que a equipa da casa demonstra em assumir as despesas ofensivas são claras e não deixam dúvidas: a equipa de Fabiano Soares parece sentir-se muito melhor quando actua no contra-golpe e exemplo disso foram as indicações muito positivas que o conjunto deixou no Estádio da Luz e no Dragão.

A festa do golo de Bruno César
A festa do golo de Bruno César

Pese embora a franca melhoria na dinâmica ofensiva da equipa madeirense, a verdade é que foi o Estoril a aumentar a vantagem para o conjunto da casa. Bruno César aproveitou um mau alívio da defesa visitante e encheu o pé para um remate que, após chocar com o poste, bateu nas pernas do guarda-redes André Moreira para ultrapassar a linha de golo. O 2-0 aos 74 minutos parecia dar o jogo quase como resolvido mas o União ainda teve uma palavra a dizer. Poucos minutos depois, Edder Farias aproveitou a desatenção da defesa do Estoril para, após cruzamento de Bueno, cabecear para o fundo da baliza do desamparado Kieszek. A equipa da ilha voltou, pois, a acreditar que era possível levar pelo menos um ponto para casa. Num livre directo exemplarmente cobrado em arco, Breitner levou a bola a embater na baliza estorilista e trouxe de volta as incertezas do resultado na Amoreira mas o pressing madeirense acabou por não ser traduzido no golo do empate.

Acabou por não ser suficiente a boa réplica que a equipa de Norton de Matos deu na segunda parte, já que, numa perspectiva geral do encontro, a vitória assenta bem ao Estoril. A equipa da Linha pode agradecer a Léo Bonatini as três vitórias consecutivas no campeonato, que lançam o Estoril num excelente início de época para a terceira posição a dois meros pontos dos líderes Porto e Sporting.

A Figura:
Léo Bonatini –  Muito bom arranque de época para o ponta-de-lança brasileiro, que muito tem contribuído para o improvável terceiro lugar do Estoril no campeonato. Para além dos golos, faz bom uso do porte físico para permitir a subida  da equipa para o ataque.

O Fora de Jogo:
Primeira parte – Não fosse o bonito tento de Bonatini, os primeiros 45 minutos teriam provocado apenas e só sono nas 1500 pessoas presentes no António Coimbra da Mota. Felizmente que a segunda parte tomou outro caminho e o nível de jogo e a dinâmica atacante das duas equipas foram muito superiores.

Francisco Vaz de Miranda
Francisco Vaz de Miranda
Apoia o Sport Lisboa e Benfica (nunca o Benfas ou derivados) e, dos últimos 125 jogos na Luz, deve ter estado em 150. Kelvin ou Ivanovic não são suficientes para beliscar o seu fervor benfiquista.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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