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Tudo ao contrário. Foi assim que o discurso de Paulo Fonseca entrou na equipa do Braga. Durante a semana de trabalho, o treinador bracarense foi pedindo aos seus jogadores concentração máxima e para que não relaxassem. Ora, foi exactamente o contrário que aconteceu. Fomos permissivos e nada aguerridos. Frágeis a defender, e previsíveis em fases de construção e finalização. Das muito poucas oportunidades que acabaram por ocorrer durante o jogo, nenhuma foi assim tão clara e evidente para o lado arsenalista. Com a excepção a chegar na parte final num cabeceamento destinado ao golo, onde Defendi fez jus ao nome… Podíamos ter feito mais, Braga! Jogo pobre na Mata Real, onde o semáforo de jogo esteve constantemente intermitente. Verde, só mesmo para Diogo Jota.

O jogo começava em Paços de Ferreira, sem dar grande espectáculo, onde os adeptos de ambos os lados não conseguiam sequer aquecer a voz, até que a má notícia chega ao banco do Braga. Lesão de Filipe Augusto, que ainda tem muito para oferecer, espera-se, e amarelo para Luiz Carlos, que assim fica impedido de jogar na próxima ronda… Azares acontecem, mas é preciso saber ultrapassá-los. Tendo o plano de jogo falhado de alguma forma, nem a entrada de Wilson veio refrescar o jogo na primeira parte. Jogo muito disputado a meio campo, onde só mesmo Diogo Jota ia aproveitando para devagarinho ir fazendo das suas. Aos 39 minutos, este, numa iniciativa individual fantástica, diga-se, coloca o Paços na frente do marcador. Sem grandes ocasiões para ambos os lados, nem grande animosidade, o intervalo chega favorável aos castores.

Diogo Jota deu os três pontos ao Paços Fonte: Paços de Ferreira
Diogo Jota deu os três pontos ao Paços
Fonte: Paços de Ferreira

Iniciada a segunda metade, o jogo viria a revelar a sua natureza inicial. Pára, arranca, pára, arranca… E parecia que nada ia acontecer. De facto é verdade. Nada mais aconteceu, a não ser um lance perigoso para cada lado, onde os guardiões estiveram à altura. Apanhado a perder, o Braga tentou chegar a si a iniciativa do jogo, mas sem grandes oportunidades e boas jogadas… O Paços ia gerindo a vantagem, jogando bem em contra-ataque, mas nem assim conseguiu selar a partida. Já mesmo no fim, em período de desconto, Wilson Eduardo, no meio do semáforo, embraiando a primeira para arrancar, sofre um choque por parte de um pesado, que, para além de achar que não tem culpa, foge e segue viagem. «Sai do meio da estrada!», disse Bruno Santos.

Final do encontro e o Braga paga o arranjo do carro, e vê três pontos seguirem caminho. Verdade seja dita, o carro parece não ter ido à revisão. Faltou potência e o kit turbo chamado Rafa. 1-0 para o Paços. Passo atrás para o Braga, que não conseguiu hoje fechar as contas da Europa. Mas o que interessa mesmo é que para a semana há mais e os dias para olear a máquina ainda ajudam, portanto é bom aproveitar bem esta semana que vem, pois a próxima é a doer… Setúbal para o campeonato e Benfica na tão aguardada e já marcada meia-final da Taça da Liga.

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Força, Braga! Estamos juntos!

A Figura:

Diogo Jota – Excelente jogador e com muito para oferecer à equipa e ao futebol. Quando tem a bola nos pés há vantagem para o Paços.

O Fora-de-Jogo:

Hassan – Hoje não fez nada de relevante para o encontro. É pena, pois é necessária a mesma vontade em todos os jogos.

Foto de Capa: SC Braga