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Fim do jogo, fim do sonho. Numa noite em que o pragmatismo era mais que necessário, foram os ucranianos que levaram a melhor. Aliás, no conjunto das duas mãos foi esse um dos factores essenciais, senão o mais influente. A experiência e a sorte do jogo, vêm logo a seguir. Depois, o azar do Braga, o apito, e o não aproveitamento daquele ímpeto inicial que nos levaria longe. Em ambos os jogos, duas lições bem estudadas do lado ucraniano gelaram o coração quente dos guerreiros. Na Pedreira arrefecemos, na Ucrânia gelámos…

No que toca ao jogo, o Braga entrou bem, a pautar ritmos e a avançar no terreno. Pedra a pedra se ia construindo o jogo bracarense. Bola em Hassan, toque na perna… canto. Claro que, o nervosismo e a injustiça, seriam espectros que assombravam os ombros deste Braga no decorrer da restante partida. De seguida, os ucranianos perante o desperdício de bola bracarense e o gelo que se ía apoderando destes, entram na diagonal pela área e pénalti. Tal como na semana anterior, Goiano falha o corte, e é ou não é. Matheus até tentou por duas vezes. Nem à primeira nem à segunda o brasileiro conseguiu apanhar a bola. 1-0 para o Shakhtar aos 25 minutos de jogo. Se este balde de água gelada foi péssimo para o Braga, imagine-se quem sofria de DBC… Entenda-se Doença Braguista Crónica. Os meus valores de DBC ficaram descontrolados! Como se isso não bastasse, antes do intervalo os ucranianos embalados pela bitola europeia pressionam o Braga, e num lance de clara infelicidade de Ricardo Ferreira, 2-0. Tempo de descanso em Lviv para afinar relógios.

Paulo Fonseca e os seus jogadores ainda têm muito pela frente Fonte: SC Braga
Paulo Fonseca e os seus jogadores ainda têm muito pela frente
Fonte: SC Braga

Vem o segundo tempo, e os jogadores do Braga entram no relvado com algum atraso. Nem o Paulo nem ninguém tinha as horas contadas. Sempre a tentar, mas o Shakhtar, experientemente, voltava a facturar. 3-0 nem horas, nem resultado, 4-0, não tenho mais nada para contar. Em noite de azar, o melhor avançado foi Ricardo. Facturou a dobrar… Somente direi que sem desistir, entre duas oportunidades dos incansáveis, Rafa e Hassan, nenhuma entrou. Muita calma que para o ano há mais e melhor. E tu Ricardo, és dos melhores que temos, portanto cabeça para cima e bola nos pés. Talento não se tira a ninguém!

Permitam-me agora falar de um pouco de tudo. O Braga, o mundo Braguista e a cidade merecem-me esse respeito. Merecem e são um orgulho. O percurso que fizemos, foi fantástico. Fizeste-nos sonhar como outrora, e continuar a acreditar que era possível. Isso é o maior orgulho de um Coração Guerreiro. Finalizo com um dado interessante. Saiba o leitor que pela Europa fora, foi o Braga que mostrou a maior resistência. Manteve-se até hoje nas quatro provas com que começou a temporada. É verdade que foram dois dias de diferença do poderoso PSG, mas também é verdade que fomos nós a cair por último. Por isso somos cada vez maiores. Enormes. Estamos unidos.

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Segunda há mais, e aconselho algum controlo, para os meus valores de DBC entrarem nos indicadores ideais.

Força, Braga!

A Figura:

Srna – pelo número de jogos realizados ao serviço do futebol e do Shaktar.

O Fora de Jogo:

Ricardo Ferreira – pelo azar de se ter enganado na baliza em que devia marcar golo.