Há pouco mais de um ano que o SL Benfica criou uma equipa de futebol feminino e a época de estreia não podia ter corrido melhor. A equipa conquistou a Segunda Divisão sem qualquer contestação e ainda conquistou a Taça de Portugal, depois de ter eliminado o SC Braga nas meias-finais. Para além do mais, ainda foi a melhor equipa nacional em todos os escalões (sub-15, sub-17 e sub-19).

Para a nova época, a estrutura do futebol feminino do Benfica sofreu algumas alterações, a começar pela saída de Ana Filipa Godinho do cargo de Team Manager. O comando técnico da equipa também sofreu alterações, com João Marques a aceitar o desafio de treinar a recém-criada equipa do FC Famalicão, sendo sucedido por Luís Andrade. O antigo médio, que representou o clube entre 1998 e 2003, já tinha chegado ao clube a meio da época passada, onde ocuparia na altura o cargo de Secretário Técnico.

O plantel também sofreu algumas alterações, com o objectivo de atacar todas as competições nacionais. Saíram as brasileiras Ana Alice, Rilany e Maiara, bem como a guarda-redes Catarina Bajanca, a defesa-central Filipa Rodrigues e a extrema Jassie Vasconcelos. As jovens Carolina Vilão e Carlota Cristo foram emprestadas ao Valadares Gaia.

Em termos de contratações, o Benfica voltou a apostar no mercado internacional, mas também em jovens promessas nacionais. Nesse sentido, o clube contratou duas jovens em destaque no último campeonato: as avançadas Lúcia Alves e Catarina Amado, oriundas do Valadares Gaia e GD Estoril Praia, respectivamente. Contrataram ainda a defesa-central Ana Seiça (ex-Condeixa) e a guarda-redes Adriana Rocha (ex-Ribeirão 1968), que foi titular pela equipa das quinas no Europeu de sub-17. A nível de estrangeiras, o Benfica contratou a guarda-redes brasileira Dida, e contratou para o ataque as brasileiras Annaysa Silva e Nycole Raysla e a canadiana Cloe Lacasse.

Lúcia Alves foi uma das aquisições para a época 2019/2020
Fonte: SL Benfica

A aposta nestes mercados e o perfil das jogadoras contratadas mostra bem o que o Benfica pretende no futebol feminino. As defesas-centrais Sílvia Rebelo e Raquel Infante são as únicas jogadoras de selecção nacional que o Benfica conseguiu recrutar. Como tal, a aposta a nível nacional passa por recrutar a formar as novas pérolas do futebol feminino de modo a construir uma base para o futuro. Sendo que depois essa aposta na prata da casa é doseada com a contratação de jogadoras estrangeiras, sejam elas jovens de grande potencial (Pauleta, Geyse, Ana Vitória) ou jogadoras experientes com tarimba internacional (Dani Neuhaus, Daiane Rodrigues, Darlene Souza).

Os reforços contratados para esta época também são na grande maioria, jogadoras jovens que serão apostas a médio prazo, mas com pretensões de acrescentarem qualidade a uma equipa que já tem uma espinha dorsal bem definida, com Dani Neuhaus na baliza, Daiane, Sílvia Rebelo e Yasmin na defesa, Pauleta e Ana Vitória no meio campo, e Evy Pereira, Geyse e Darlene no ataque.

A época oficial irá ter início no próximo dia 8 de Setembro, com a disputa da Supertaça contra o SC Braga. Um desafio que não será nada fácil, tendo em conta aquilo que a equipa arsenalista já mostrou na Champions. Vai ser necessário um Benfica no seu melhor para ganhar no dia oito, bem como para se superiorizar nos confrontos mais importantes da época.

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

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