A CRÓNICA: INÉDITA PARTICIPAÇÃO PORTUGUESA NA EUROPA COM EXIBIÇÃO TATICAMENTE EXÍMIA

Escreveu-se mais um pedaço de história no Futebol Feminino, com o SL Benfica a ser a primeira equipa portuguesa a chegar à Liga dos Campeões. Chegado à fase de grupos, estava na altura de enfrentar o primeiro adversário: o FC Bayern Munchen.

Num encontro de estrelas e de estreias, esperava-se um duelo bastante duro. A primeira parte acabou por revelar-se bastante equilibrada entre ambas as formações, mas com nota muito positiva para a exibição taticamente perfeita das comandadas de Filipa Patão, nos primeiros 45 minutos.

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As grandes e flagrantes oportunidades de golo não existiram em demasia, mas se o SL Benfica tivesse chegado a concretizar durante o decorrer da primeira parte, não seria escandaloso. Já da parte das alemãs, o perigo ainda foi aparecendo, mas Letícia não deixou as companheiras de equipa na mão e disse sempre “presente”.

À entrada para a segunda parte, esperava-se mais Fútebol e mais espetáculo como o demonstrado antes do intervalo. O SL Benfica continuava a aguentar o ritmo de jogo imposto pelo coletivo, mas com um FC Bayern Munchen destemido e a não desistir.

Mesmo a fazer um jogo taticamente irrepreensível, criando algumas ocasiões de golo, as águias começavam a tornar-se algo previsíveis para as bávaras.

Fizeram-se soar os alarmes aos 78 minutos, após Saki Kumagai inserir a bola no fundo da baliza de Letícia, mas a árbitra espanhola, Marta Huerta De Aza, anulou o lance depois de, alegadamente, ter visto a bola embater no braço da jogadora da equipa bávara. Suspirava-se de alívio no Seixal.

Com o aproximar do final do jogo, o nervosismo começou a ser transparente para quem o estava a acompanhar. Filipa Patão efetuou substituições favoráveis ao ataque, com Valéria a dar muito trabalho à defesa do FC Bayern Munchen e a titular Catarina Amado a fazer uma exibição de grande nível. Já Jens Scheuer também se mostrava apreensivo, dado que o empate não saía disso mesmo. E não saiu mesmo.

No primeiro jogo de uma equipa portuguesa na fase de grupos da Liga dos Campeões feminina, o SL Benfica bem pode orgulhar-se do empate a zero frente ao FC Bayern Munchen. Seguem-se jogos frente ao Olympique Lyonnais e ao BK Hacken.

 

A FIGURA

SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

SL Benfica – O jogo podia ter pendido para qualquer um dos lados e isso diz muito sobre a exibição coletiva do SL Benfica neste duelo.

Enfrentaram a equipa campeã alemã na estreia da maior competição europeia e fizeram-no com alto rigor. Existem aspetos a melhorar, mas devido às oportunidades que conseguiram criar e ao nível tático imposto pela equipa de Filipa Patão, pouco mais se poderia pedir.

 

O FORA DO JOGO

Viviane Asseyi – A jogadora francesa do FC Bayern não esteve nos seus dias. Cotada como uma das grandes jogadoras que Jens Scheuer tem ao dispor, esteve abaixo das expectativas neste encontro frente ao SL Benfica.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Filipa Patão arquitetou um 4-4-2, moldável entre o esquema clássico e losango. A baliza pertenceu à guarda-redes Letícia, enquanto o quarteto defensivo foi composto por Catarina Amado à direita e Lúcia Alves à esquerda.

Na zona central deste primeiro setor, atuaram Ana Seiça e Carole Costa. Pauleta completou o meio-campo com Ana Vitória, Andreia Faria e Francisca Nazareth na frente. No último setor, permaneciam Nycole e Cloé Lacasse.

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Letícia (8)

Catarina Amado (8)

Ana Rita Seiça (7)

Carole Costa (7)

Lúcia Alves (8)

Pauleta (7)

Andreia Faria (6)

Ana Vitória (6)

Cloé Lacasse (6)

Francisca Nazareth (7)

Nycole (6)

SUBS UTILIZADAS

Valéria Silva (7)

Beatriz Cameirão (6)

Christy Ucheibe (6)

Marta Cintra (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNCHEN

Jens Scheuer montou a sua equipa num 4-5-1, onde todo o processo de construção de jogo passou por Saki Kumagai.

Laura Benkarth ocupou lugar entre os postes, com Carina Wenninger Glodis Viggosdottir na zona central da defesa, e Hanna Glas com Giuli Gwinn nas laterais.

Para além de Kumagai, Linda Dallmann e Viviaa Asseyi permaneciam no centro da linha criada antes do último terço. Sofia Jakobsson e Maximiliane Rall atuaram nas alas com Lea Schuller a ser a mulher de referência.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Laura Benkarth (7)

Maximiliane Rall (6)

Carina Wenninger (6)

Glodis Viggosdottir (7)

Hanna Glas (7)

Saki Kumagai (8)

Linda Dallmann (7)

Viviane Asseyi (5)

Giulia Gwinn (7)

Sofia Jakobsson (6)

Lea Schuller (7)

SUBS UTILIZADAS

Sarah Zadrazil (6)

Lina Magull (6)

Lineth Beerensteyn (6)

Jovana Damnjanovic (6)

Artigo revisto por Joana Mendes

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