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Iker Casillas – Se algum dia me dissessem que San Iker iria vestir as cores do FC Porto, não só não iria acreditar, como aconselhava a que essa pessoa estivesse mais atenta ao mundo do futebol. Afinal quem precisava de estar mais atento era eu, visto que no dia 13 de julho de 2015, o mítico guarda redes espanhol aterrou no Aeroporto Francisco Sá Carneiro e assinou pelo FC Porto depois de cumprir toda a sua carreira até então no Real Madrid CF onde ganhou tudo e mais alguma coisa. Era um ex-capitão do clube merengue e da seleção espanhola que ia ser o guarda-redes principal do FC Porto. Eu até pensava, agora é que não vai entrar mais nenhuma bola. Até entraram, mas o rolo de fotografia dos fotógrafos no estádio ficou certamente cheia depois das defesas “para a fotografia” conseguidas pelo astro mundial. Obrigado, Saint! Todos temos pena que não tenha sido possível continuares a defender as nossas cores!

Alex Telles – Ainda há dias escrevi uma carta aberta a este jogador, e cá está o craque brasileiro a aparecer de novo num artigo meu. Podia ter escolhido tantos brasileiros, mas lembrei-me de um dos melhores jogadores… Alex Telles, que vai deixar o seu legado no FC Porto. Autor de dez golos e sete assistências, o lateral esquerdo brasileiro promete ser uma estrela pronta a experimentar outros voos. A sua capacidade de cruzamento, de remate, o seu número 13 e a sua cicatriz ficará sempre na memória de todos aqueles que, independentemente do clube, gostam deste jogador.

Pepe – Este é daqueles jogadores que teria de estar na lista de capitães neste onze. A sua raça, experiência, garra e liderança é ímpar no FC Porto. Para além de ser um histórico do Real Madrid CF e dos dragões, foi e é na seleção portuguesa, onde conquistou um europeu e o apoio dos portugueses, mesmo sendo de origem brasileira. Tem a cabeça demasiado quente, o que não o ajuda por vezes dentro de campo. Apesar disso, é uma figura na história azul e branca, onde regressou recentemente para ser um dos patrões da defesa.

Sapunaru – A injustiça do futebol faz com que os adeptos portistas coloquem este jogador num patamar bem alto. Todos se devem recordar do caso do túnel da luz, em que Hulk e Sapunaru foram castigados, o que prejudicou a conquista do penta pelo FC Porto de Jesualdo Ferreira em 2009/2010. Nunca foi um central goleador, mas tinha outras características que faziam dele um central à porto. Sentiu-se injustiçado e jogou pouco, mas nunca desistiu e deixou a bandeira romena no FC Porto até sair em 2012.

Maxi Pereira – Esta é a história de alguém que foi assobiado para mais tarde ser aplaudido. Maxi Pereira passou oito épocas ao serviço do SL Benfica, sendo um dos capitães de equipa. Em 2015, trocou os encarnados pelo principal rival, o FC Porto. Ao início, esta transferência não era vista com bons olhos, mas rapidamente o lateral uruguaio conquistou a massa adepta portista pela entrega, raça e qualidade no corredor direito. A experiência valeu um campeonato, uma supertaça, mais alguns cartões amarelos…

Brahimi – “Brahimi, Brahimi, Brahimi!” foi uma das ovações que mais se ouviu no dragão recentemente… Yacine Brahimi está neste onze porque na equipa era um abre-latas! Mas não eram de atum ou salsichas para petiscar, eram latas para levar o FC Porto ao golo! Enquanto cá jogou, foi sempre considerado o jogador com maior capacidade técnica e de drible do campeonato! Foi e ainda é um virtuoso com bola e sem ela, pela forma como se começou a entregar mais ao jogo, depois da chegada de Sérgio Conceição. Foi um mágico, que seguiu algumas das pisadas do seu compatriota Madjer, e só isto fá-lo-ia entrar neste onze.

Lucho González – O eterno ‘El Comandante’ foi um dos capitães mais míticos da história do FC Porto, tendo marcado um número bem grande de golos. Não era um jogador que desse muito nas vistas, mas o seu espírito de liderança fizeram dele um verdadeiro comandante dentro e fora das quatro linhas. Foram tantos os troféus que luchito levantou, que se tornou o segundo futebolista argentino com mais títulos, apenas ultrapassado por Lionel Messi. Saíste e voltaste, mas o brilho que deixaste foi sempre o mesmo!

Alenichev – Um golo mítico na final da Liga dos Campeões de 2004 valeu a Alenichev a entrada neste onze. Poderia ter escolhido tantos outros jogadores desta geração, mas este “problema” da escolha das nacionalidades fez-me escolher o médio-ofensivo russo, que também teve o seu papel importante na história azul e branca. Realizou 140 jogos pelo FC Porto onde apontou 33 golos. Números bastantes positivos para um médio, com funções fulcrais a nível ofensivo. O auge da sua carreira ocorreu na liderança de José Mourinho, em que não só conquistou a Liga milionária frente ao AS Monaco, como ajudou com um golo. Os locutores de rádio gritavam assim: “Ale, Ale, Alenicheeeev” Um jogador para a história!

Tecatito Corona – Pode parecer despropositado estar a falar de Corona agora, dados os tempos que vivemos, mas é preciso incluir neste onze um verdadeiro “vírus” para a baliza adversária.Tecatito Corona é, tal como Brahimi, um extremo abre latas, que “humilha” muitos dos defesas que lhe fazem frente no um para um. Apesar de não apontar muitos golos, este ano tem se destacado pela grande quantidade de assistências que oferece à equipa, quer com o pé esquerdo ou pé direito. Pessoalmente, é um jogador que admiro e foi o jogador de nacionalidade mexicana que escolhi para entrar neste onze. Não vou mentir ao dizer que é um jogador muitas vezes inconsistente, mas este ano juntou o um para um a outras qualidades que fazem de Tecatito um jogador superlativo. O grande desafio para Corona será experimentar uma liga mais competitiva para ver se consegue dar continuidade ao que tem feito. Mas uma coisa é certa, duvido muito que se encontre uma vacina para este vírus específico.

Aboubakar – Aqui está outro exemplo de inconsistência, mas de um talento que é maior do que aparenta ser. Vincent Aboubakar chegou ao FC Porto em 2014 pelas mãos de Lopetegui e viveu essa época sempre na sombra de Jackson Martínez. Contudo, não deixou de mostrar atributos interessantes, com alguns golos marcados e uma técnica notável. O avançado camaronês assumiu a titularidade na época 2015/2016, mas sem grande sucesso e depois de uma época emprestado ao Besiktas JK, foi uma das figuras do FC Porto campeão nacional em 2017/2018. É mais que óbvio que é um jogador que precisa de motivação e de ser acarinhado, o que Sérgio Conceição faz como ninguém. Depois, as lesões estragaram tudo. Sou um grande fã da qualidade de Aboubakar, mas há pequenos pormenores que não fazem falta: a procura excessiva do drible em situações de finalização ou definição no último terço! Se isto for melhorado, temos um avançado como poucos e os golos aumentam de certeza!

Jackson Martínez – Como seria possível excluir o melhor marcador da história do Estádio do Dragão deste onze? Cha cha cha Martínez foi um goleador nato que passou pelo FC Porto entre 2012 e 2015, tendo sido vendido para o Club Atlético Madrid por uma verba a rondar os 35 milhões de euros. Não teve o sucesso esperado nos Colchoneros mas o talento estava lá. Com golos de todas as formas e para todos os gostos, deixou a sua marca com os toques e finalizações de calcanhar no ar, os pontapés de bicicleta e os atributos de matador. Foi campeão pelo FC Porto e várias vezes o melhor marcador do campeonato português, sendo um senhor e líder dentro e fora de campo. Atualmente está no Portimonense SC, mas as suas qualidades são assombradas pelas constantes lesões que o afetam. Os colombianos deixaram a sua marca no futebol português e Jackson foi aquele que eu tive o prazer de ver jogar!
E é este o onze bem representativo do melhor onze portista que já vi jogar, mas com diferentes nacionalidades. Foi um desafio interessante, mas pouco realístico daquela que é a minha visão. Tendo em conta todas estas restrições para a escolha, será que esta equipa traria alegrias aos adeptos?











