5 melhores jogadores do título do FC Porto

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No passado sábado (dia 2 de maio), o FC Porto alcançou o tão almejado 31.º campeonato da história do clube, após ter derrotado por 1-0 a equipa do FC Alverca. Uma equipa que reflete o estado atual do clube azul e branco, ou seja, construída e estruturada de cima para baixo. André Villas-Boas reorganiza o clube de forma mais moderna e atual, entre as mais variadas decisões, escolhe Francesco Farioli com o apoio da estrutura.

Farioli constrói uma equipa à sua imagem, mas adaptada à realidade do clube e do futebol português e os jogadores a desempenharem ao seu estilo o “jogar à Porto” que leva o clube às reconquistas.

Uma equipa que durante a época alternou no seu estilo, entre o estilo mais intenso, de jogo ofensivo, ligação entre os elementos e busca constante da concretização, tanto em jogo interior como pelas laterais e um estilo de mais controlo do jogo no aspeto defensivo dando mais iniciativa ao adversário. Após um arranque muito prometedor e dominador entre agosto e outubro, houve uma quebra de energia e rendimento (embora a equipa tenha ganho 16 de 18 jogos durante tal período) à qual o treinador e a estrutura souberam responder através do mercado de inverno e da gestão. A partir desse momento, a equipa foi respondendo e contra as dificuldades e apesar de alguns resultados menos conseguidos (três derrotas e cinco empates entre fevereiro e final de abril), a vontade de vencer e segurar a vantagem esteve sempre presente e acabou por ser premiada no fim.

Um conjunto absolutamente notável e com muita qualidade, fez-se notar pela sua capacidade de vencer tanto pelo talento como pela energia. Sendo difícil e discutível tal destaque, existem cinco elementos que foram absolutamente fulcrais para esta conquista do FC Porto. No entanto, este sucesso coletivo nunca poderá ser retratado sem mencionar honrosamente vários outros elementos como Pepê (47 jogos, quatro golos e seis assitências), Gabri Veiga (46 jogos, seis golos e 12 assistências), William Gomes (44 jogos, 13 golos e duas assistências), Pablo Rosário (40 jogos, dois golos e uma assistência), Alberto Costa (45 jogos, um golo e oito assistências), Alan Varela (43 jogos e dois golos), Borja Sainz (45 jogos, sete golos e cinco assistências), Rodrigo Mora (42 jogos, cinco golos e duas assistências), Deniz Gül (42 jogos, seis golos e uma assistência), Seko Fofana (17 jogos e três golos), Thiago Silva (13 jogos) e Oskar Pietuszewski (16 jogos, três golos e duas assistências).

5.

Fonte: Rafael Canejo/Bola na Rede

Samu – O melhor marcador da equipa campeã nacional tem sempre lugar entre os melhores e mais decisivos. A partir da sua lesão no início de fevereiro (clássico com o Sporting no Dragão a contar para a Liga), a equipa ressentiu-se em termos ofensivos e de concretização, tendo a partir daí empatado (cinco) e perdido (dois) quase tantos jogos como até então (três empates e três derrotas).

Uma peça importante para a reconquista do título, tendo sido decisivo em vários jogos, tendo os seus golos ajudado a resolver os desafios contra Vitória SC (dois golos, 3-0), CD Nacional (1-0), Moreirense FC (2-1), CD Tondela (2-0), Estrela da Amadora (dois golos, 3-1), AVS SAD (dois golos, 2-0) e Santa Clara (1-0). No total da época, participou em 32 jogos, fez 20 golos e realizou uma assistência.

O investimento feito pela direção portista no avançado espanhol justificou-se e ainda tem mais para dar. É um ponta de lança móvel, segura bem o esférico em busca de espaço para rematar, procura a profundidade, bom finalizador e além de ter competências no um contra um, também as tem em transições.

4.

Jakub Kiwior FC Porto
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Jakub Kiwior – Uma das grandes aquisições do FC Porto para esta época e com um currículo notável (nomeadamente a passagem pelo Arsenal FC, clube que o cedeu por empréstimo aos portistas) veio-se a revelar-se altamente decisivo e para muitos, no melhor defesa-central da Liga. O seu talento, capacidade e rendimento veio oferecer uma segurança ao setor defensivo dos dragões altamente decisivos para esta conquista.

No global da época, participou até agora em 38 jogos e fez duas assistências para golo (ambas decisivas, na vitória em Moreira de Cónegos por 2-1 e no empate frente ao Viktoria Plzeň por 1-1). Um dos obreiros do título, mais justificou a aquisição definitiva (17 milhões de euros, com cláusula de rescisão de 70 milhões) do clube azul e branco pelos seus serviços, assegurando a continuidade da “muralha defensiva” portista.

Jakub Kiwior é um defesa (central e também lateral esquerdo) seguro que sabe sair a jogar, lança o ataque com passes chipados longos, inteligente no seu posicionamento e forte a antecipar.  

3.

Diogo Costa
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Diogo Costa – Tendo sido o rendimento defensivo da equipa, um dos pontos fortes deste FC Porto campeão 2025/26, Diogo Costa está indubitavelmente ligado ao mesmo. O capitão portista foi decisivo por variadas ocasiões e jogos, tendo as suas defesas oferecido diversos pontos. Um rendimento absolutamente ímpar que o irá fazer de novo ser um dos guarda-redes mais cobiçados a nível europeu.

Um dos símbolos da “mística” do clube azul e branco, é o guarda-redes menos batido da Liga Portuguesa (15 golos sofridos em 32 jogos disputados), além de no global da época até agora ter participado em 48 jogos e ter sofrido apenas 27 golos. Indiscutível na baliza da Seleção Nacional Portuguesa, estará sob observação atenta de muitos no Campeonato do Mundo.

Diogo Costa é um guarda-redes que sabe jogar fora da área, competente com o esférico nos pés, além de ser muito forte nos reflexos, no seu posicionamento e na sua tomada de decisão sob pressão.

2.

Jan Bednarek FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Jan Bednarek – Com um percurso bastante experiente e com a “benção” de Jorge Costa, veio para ser decisivo na defesa portista e acabou por ser o “líder” e a “voz de comando” do setor. Juntamente com Kiwior, fez a “muralha polaca” e lembrou a muitos adeptos azuis e brancos a dupla de 2002/04 constituída por Ricardo Carvalho e pelo “Bicho”. Na época, Carvalho era considerado o melhor central do clube e do campeonato português pela sua competência e elegância a defender, no entanto, Jorge Costa era o símbolo da “mística” portista e a “voz de comando” do setor. Em 2025/26, a ideia volta a transmitir-se na dupla Bednarek-Kiwior. Desta vez, com Kiwior a desempenhar o papel de Ricardo Carvalho e Bednarek a ser o “atual” Jorge Costa.

Bednarek é outro dos grandes obreiros do sucesso desta época, tendo oferecido à equipa segurança e consistência no setor defensivo, mas também argumentos nos lances de bola parada. O defesa central polaco fez de cabeça dois golos decisivos na segunda volta, ambos em triunfos pela margem mínima (1-0 na Madeira ao CD Nacional) e num dos mesmos (1-0 ao Alverca no Dragão) valeu a celebração da conquista do 31.º campeonato.

No global da época até ao momento, participou em 48 jogos, fez quatro golos e uma assistência. Jan Bednarek é um defesa-central fixo, mas com um foco tremendo na proteção da sua área de atuação. É consistente, forte nos duelos, aéreos nomeadamente e nos cortes e interceções.

1.

Victor Froholdt, FC Porto
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Victor Froholdt – Um dos grandes reforços do FC Porto e do campeonato português para 2025/26, acabou por se revelar um dos melhores jogadores da equipa de Francesco Farioli e da Liga Portuguesa esta época. Um jogador singular e incansável que ofereceu consistência e capacidade de trabalho ao coletivo, além de ter contribuído com arte e engenho para o sucesso do mesmo. Foi o grande “motor” da equipa de Farioli.

Foi decisivo em diversos jogos, tanto com golos (2-0 em Barcelos, 1-0 em Famalicão, 1-0 caseiro com o Rio Ave, 2-2 na Luz, 3-1 na Amoreira e 2-0 caseiro com o CD Tondela), como com assistências (4-0 caseiro com o Casa Pia AC, 2-1 em Alvalade, 4-0 em Arouca, 3-1 caseiro com o FC Arouca e 3-0 caseiro com o Moreirense FC. Participou em 50 jogos da equipa azul e branca, tendo feito oito golos e sete assistências.

Victor Froholdt é um médio que combina combate com arte. Um típico “box-to-box” que consegue ligar o trabalho defensivo com o trabalho ofensivo de uma equipa. Um jogador com enorme capacidade de resistência, física, de condução de bola e de remate.

Jorge Afonso
Jorge Afonso
O Jorge apaixonou-se pelo futebol num dérbi em Alvalade e nunca mais largou. Licenciado em Comunicação Social e mestre em Ciência Política, vive entre estatísticas, memórias épicas e o encanto de equipas como o Barça de Guardiola ou a França de Zidane.

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