A horas de se iniciar a segunda mão dos oitavos de final que vai opor Juventus FC e FC Porto, surgiram duas dores de cabeça a Sérgio Conceição, mas o problema é que são duas dores de cabeça negativas – Pepe e Corona.

É certo que nenhum treinador gosta de ter dores de cabeça, mas quando a dor de cabeça é na escolha de um jogador para uma posição tendo em conta a quantidade e qualidade dos atletas disponíveis, torna-se numa dor de cabeça positiva.

Neste caso, o problema é mesmo a possível ausência de dois jogadores e a forma como Sérgio Conceição vai montar a equipa para defrontar um gigante italiano que está totalmente focado na conquista da Liga dos Campeões.

Pepe e Tecatito Corona têm agitado a nação azul e branca nas últimas horas. As suas ausências no encontro são uma forte possibilidade. Não seria qualquer jogador que significaria uma ausência de peso para este FC Porto, até porque o plantel está longe de convencer na globalidade. Mas a verdade é que se trata de dois dos jogadores mais influentes dos dragões.

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Começando por falar em Pepe, este é nada mais que o capitão de equipa. A importância que tem no balneário azul e branco é notável e, dentro das quatro linhas, mostra como a idade é apenas um número. A experiência e a qualidade do ainda internacional português costuma ser decisiva em jogos desta dimensão, visto que Pepe está mais que habituado a competições como a Liga dos Campeões. Até ao momento, participou em mais de metade dos minutos disputados pelo FC Porto na Liga Portuguesa onde marcou um golo. Entre exibições melhores ou piores, está sempre ali alguém em quem a defesa portista confia.

Relativamente a Tecatito Corona, basta dizer que é o maior desequilibrador em termos ofensivos do FC Porto. Juntando a isto o compromisso defensivo que tem vindo a aprimorar nos últimos anos, trata-se de uma pedra fulcral neste FC Porto. E que jeito dá para uma equipa que precisa de segurar o resultado, a bola e causar estragos sempre que estiver na zona mais ofensiva do terreno. Os dados desta época no campeonato mostram a influência do internacional mexicano na equipa portista. São dois golos e uma participação na maioria dos jogos. Não é capitão da equipa, mas é inegável a importância de Tecatito na equipa de Sérgio Conceição.

Caso estas duas ausências se confirmem na hora antes do apito inicial, iremos ter um onze reinventado e que vai perder sem sombra de dúvida qualidade. Relativamente à possível ausência de Pepe, acredito num FC Porto a colocar Diogo Leite ao lado de Mbemba (que em princípio está de regresso) e, em caso de se apresentar com três centrais, colocar Sarr, apesar de o central francês estar claramente numa má fase.

Diogo Leite é um jovem da formação, mas já com uma liderança invulgar para a sua idade. Segundo Pepe, é mesmo o melhor central português a atuar em Portugal. Mas fica-se a perder para Pepe? Claramente que sim.

Já com a possível ausência de Tecatito Corona, muito provavelmente veremos Otávio e Luis Díaz nas alas. Luis Díaz não seria titular com a presença de Corona, mas assim provavelmente entraria no onze. Também não estranharia a entrada de um jogador como Fábio Vieira até numa perspetiva de maior contenção, até porque não imagino de todo a estreia a titular já de Francisco Conceição. Olhando para estas possíveis opções, percebemos também como a equipa portista fica a perder face à ausência do seu número 17.

As horas vão passando e cada minuto que passa é vital para decidir se Pepe e Corona vão subir ao relvado da Juventus Stadium. É uma luta contra o tempo.

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O João estuda jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. A sua grande paixão é sem dúvida o jornalismo desportivo, sendo que para ele tudo o que seja um bom jogo de futebol é bem-vindo. Pode-se dizer que esta sua paixão surgiu desde que começou a perceber que o mundo do futebol é muito mais que uma bola a passear na relva. Apesar de estar distante do clube do seu coração, procura ao máximo não perder nenhuma novidade da cidade invicta e do futebol em geral.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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