Com a primeira jornada da segunda volta em andamento, é altura de fazer uma retrospetiva e perceber como o FC Porto, atual líder da Primeira Liga, se cimentou nesse posto com as primeiras 17 jornadas decorridas.

Depois de uma pré-época aquém do esperado por parte dos portistas, a estreia no campeonato foi um grande impulso na confiança dos adeptos para a longa caminhada que se segue até ao título. O FC Porto entrou a todo o gás no Estádio do Dragão, goleando o GD Chaves por cinco bolas a zero. Mesmo não tendo sido o jogo mais espetacular dos dragões, foi certamente o mais eficaz.

Apesar dos golos marcados, Sérgio Conceição ainda não via a equipa a ter a performance desejada, e os portistas sofreram nas primeiras jornadas do campeonato. Uma vitória em Belém aos 95 minutos, através de uma grande penalidade convertida por Alex Telles, seguida de uma derrota no Dragão com o Vitória SC, e os adeptos começavam a mostrar o seu crescente descontentamento pelas exibições menos conseguidas da equipa que, geralmente, marcava primeiro do que o adversário, mas facilitava depois de marcar e acabava por se submeter a cenários pouco desejados.

A derrota com os vitorianos em plena Invicta abalou os campeões nacionais, e estes quiseram responder: primeiro com uma vitória contra o Moreirense por três golos sem resposta e, na jornada a seguir, com outra vitória, desta vez frente ao Vitória FC. Mais um triunfo, por margem mínima, frente ao Tondela e seguiu-se o jogo no Estádio da Luz que, na minha opinião, mudou o rumo do campeonato português.

O FC Porto chegava à Luz a jogar um futebol pouco objetivo e com a vontade de alcançar o, na altura, líder SC Braga, que havia perdido pontos no dia anterior. Um jogo sem grande história, sem grande espetáculo, e que caiu para o lado encarnado. Mas o momento que, a meu ver, transforma a narrativa da Primeira Liga, é quando Sérgio Conceição, em declarações aos jornalistas, afirma perentoriamente que aquela seria a última derrota dos portistas no campeonato. E assim o foi, até ao momento.

O “Mar Azul” foi uma parte crucial do sucesso do FC Porto na primeira volta
Fonte: FC Porto

Seguiram-se nove vitórias seguidas no campeonato, inclusive contra o SC Braga, o Boavista FC no Estádio do Bessa, nos Açores e na Madeira, jogos já com a fama de exigirem muita batalha e esforço para garantir a vitória. Com exibições mais bem conseguidas em alguns jogos do que noutros, mas sempre com um resultado favorável aos comandados de Sérgio Conceição, para grande regozijo dos adeptos azuis e brancos, que levaram o “Mar Azul” além fronteiras e tiveram uma participação crucial na maré alta do FC Porto. Por entre estas vitórias no campeonato, foram alcançados uns históricos 16 pontos na fase de grupos da Liga dos Campeões, igualando a marca unicamente atingida em 1996/97, a “Final Four” da Taça da Liga e as meias finais da Taça de Portugal. Foram, ao todo, 18 vitórias consecutivas, o novo recorde do clube azul e branco.

Só em Alvalade o FC Porto foi travado, tendo sido registado um empate a zeros no marcador. Fechou-se o ciclo de vitórias consecutivas, fechou-se a primeira volta do campeonato, e o FC Porto, que partira para o jogo contra o SL Benfica atrás do SC Braga na tabela classificativa, abriu um novo cenário, contrário ao anterior, instalando-se confortavelmente na liderança da competição com cinco pontos de vantagem sobre o segundo classificado.

Seguem-se agora mais 16 jornadas para o final do campeonato, porque o FC Porto, já nesta jornada, primeira da segunda volta, voltou a bater o GD Chaves por números expressivos, registando-se 1-4 no marcador a favor dos portistas. A turma portista quererá, com certeza, entrar novamente na onda das vitórias e, com o Mar Azul como suporte, conquistar o bicampeonato nacional.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

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