O problema de saúde de Casillas criou um problema na planificação da época portista. O internacional espanhol foi um pilar nas últimas épocas do FC Porto e o mais que provável término da sua carreira fez soar o alarme na estrutura portista.

No último mês, a estrutura esteve no terreno para identificar possíveis reforços e boas oportunidades de negócio. Desde então foram vários os nomes falados como hipóteses para a baliza azul e branca: Navas, Ochoa, Buffon e Koubek foram alguns dos nomes apontados, sendo que destes Koubek esteve muito próximo de assinar pelo FC Porto.

Vaná é, para já, o único nome certo para a próxima época. Diogo Costa deve ser emprestado ao FC Paços de Ferreira, Fabiano não renovou contrato e depois existem vários guarda-redes que atuaram na equipa B, na época passada, que podem surgir como hipóteses para terceira opção. Isto significa que o FC Porto tem de ir ao mercado contratar um ou dois guarda-redes. Contratar um guarda-redes de créditos firmados que chegasse e fizesse dentro dos possíveis esquecer Casillas é, na minha opinião, a opção mais acertada. Navas, Buffon e mesmo Ochoa encaixavam nessa perspetiva. Com um guarda-redes deste nível, com Vaná como segunda opção e um jovem da formação como terceira opção, a baliza azul e branca estava bem segura na próxima época.

Vaná é o único guarda-redes garantido no plantel da próxima época
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Se a opção for contratar um guarda-redes jovem com margem de progressão, então, penso que faria mais sentido não emprestar Diogo Costa e apostar nele sem receios. É um jovem muito talentoso, o melhor da sua geração com muita distância, que mostra uma frieza pouco comum para a sua idade. É evidente que uma coisa é defender a equipa B portista e outra é ser o “dono” da baliza do FC Porto e substituir uma lenda como Casillas. Mas Diogo Costa tem já muita experiência ao nível da seleção e mesmo com as brilhantes participações do FC Porto na UEFA Youth League.

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Acredito que a opção seja contratar um guarda-redes de alguma experiência, com vários anos de titularidade num campeonato competitivo, que se adapte rapidamente e transmita confiança sendo uma mais-valia nas “finais” do mês de agosto. Com as eliminatórias da Liga dos Campeões logo na abertura da época a solução poderá ser mais conservadora por esse motivo, porque uma aposta num jovem que cometa um erro que custe muitos milhões de euros pode ser uma marca difícil de ultrapassar para uma jovem promessa.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira