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O tema que me traz esta semana ao Bola na Rede prende-se com a difícil decisão que a SAD portista tem que tomar nos próximos dias. A de oferecer ou não um novo contrato a Maxi Pereira. Ao contrário do que o título sugere, já não se trata bem de uma renovação visto que o jogador está sem clube desde o último dia 30 de Junho.

Maxi é um jogador cuja idade (34 anos) começa a pesar no seu rendimento desportivo. Com o passar dos anos tem vindo a perder velocidade e capacidade para recuperar a posição e essas, diga-se, eram as suas principais faculdades. Nunca foi um jogador propriamente evoluído tecnicamente nem muito disciplinado taticamente, mas sempre fez valer a sua entrega e raça para se tornar um jogador de inegável valor.

Na minha opinião, Maxi Pereira já não reúne há algum tempo as condições necessária para ser dono da lateral direita de um clube com os pergaminhos do FC Porto. Desta forma, a oferta de um novo contrato ao jogador tem que ser vista e analisada de duas formas distintas.

Maxi festejou, ao fim de três temporadas, o seu primeiro título pelo FC Porto
Fonte: FC Porto

Em primeiro, o plano desportivo. A falta de qualidade para desempenhar a função pode e deve ser um obstáculo a um novo contrato. O FC Porto contratou este mercado já dois jogadores para a mesma posição (Saidy Janko e João Pedro) e embora seja, ainda, uma incógnita aquilo que poderão trazer à equipa, arrancar com três laterais direitos não fará grande sentido. Por outro lado, e numa altura em que o setor defensivo tem vindo a perder alguns jogadores (Ricardo, Dalot e Marcano), sendo este último uma referência no balneário, importa garantir alguma experiência no plantel, até para suporte aos jogadores mais novos. Para além disso, é um jogador que, até pelo seu percurso, tem uma forte relação com a bancada.

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Aliada a uma perspetiva desportiva está sempre a área financeira. Maxi era um dos jogadores mais bem pagos do futebol português e não faz sentido, nomeadamente numa altura de necessária e evidente austeridade no clube, que se gastem avultadas verbas num jogador que tem vindo a perder qualidade e espaço e que não oferece qualquer perspetiva de retorno desportivo ou financeiro. Parece-me, ainda, que tudo o que for uma proposta de mais do que um ano de contrato deverá ser considerado um mau ato de gestão.

Em suma, compete à equipa técnica e à administração da SAD avaliar a importância de Maxi Pereira no balneário portista e aferir se a sua capacidade de liderança e estatuto de potencial exemplo para os mais novos (à cabeça os já mencionados Saidy e João Pedro) serão suficientes para se sobrepor à ideia de que pouco será o espaço de competição para um jogador que já não oferece a qualidade necessária ao posto de defesa lateral direito. Se sim, será obrigatória uma substancial redução do vencimento do jogador.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves