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O Futebol Clube do Porto segue em primeiro lugar no campeonato nacional, líder isolado, com mais dois pontos que o segundo classificado. Apesar de ter dividido os pontos, no passado domingo, com a equipa leonina, ficou claramente demonstrada a superioridade dos dragões, tanto nos processos ofensivos como nos processos defensivos.

Dias antes deste clássico, o FCP defrontou o campeão em título da liga francesa, num jogo fora que se adivinhava o mais complicado do grupo, e onde o Porto era obrigado a somar pontos, dado que tropeçou (com um estrondo) frente aos turcos do Besiktas no Dragão e uma possível derrota iria ser um duro golpe nas aspirações europeias. E a equipa de Sérgio Conceição não vacilou, demonstrou ser uma equipa pragmática que neutralizou os monegascos de Leonardo Jardim, o Porto venceu por três bolas a zero e ficou à vista de todos, tanto dos adversários nacionais como dos europeus, o poder que este plantel tem. Mas qual foi a formula mágica? Quais são as componentes por de trás deste início fulminante de campeonato e das grandes exibições da equipa?

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Sérgio Conceição chegou a Invicta com o objetivo de ser campeão, com a agravante de que não iria poder contar com os milhões que os seus antecessores tinham tido. A ex glória azul e branca pegou no que o seu antecessor (Nuno Espirito Santo) tinha feito e melhorou. A equipa agora dispõe de um caudal ofensivo enorme, à partida com nomes menos sonantes que nas épocas passadas na frente de ataque, mas com números para apresentar. Na época passada, o Porto na décima jornada contava com 17 pontos em 30 possíveis, 18 golos marcados e oito golos sofridos, em contrapartida, esta época, na oitava jornada tem 22 pontos de 24 possíveis, 19 golos marcados e três sofridos.

Estes dados mostram que não só a frente de ataque está mais finalizadora como a defesa melhorou exponencialmente. A defesa foi sempre o setor que NES privilegiou e, no final da época passada, não era debatível a questão de quem tinha a melhor defesa do campeonato, claramente o Porto mostrava-se muito mais forte que os seus oponentes. Com uma nova época e com um novo treinador que claramente privilegia mais os processos ofensivos, esperava-se um Porto que sofresse mais golos, mas aconteceu exatamente o contrário, o plantel não só continuou bom a defender, como melhorou, tanto em termos de quantidade como de qualidade, nomes como Ricardo Pereira e Diego Reyes ajudaram a dar uma nova profundidade ao setor defensivo.

Sérgio Conceição foi a grande aquisição do FC Porto Fonte: FC Porto
Sérgio Conceição foi a grande aquisição do FC Porto
Fonte: FC Porto

Mas não foi só o setor defensivo que ganhou profundidade, o meio campo também recebeu homens, com o nome de maior destaque a ser, sem dúvida, Sérgio Oliveira, que foi aposta para o meio campo, e André André que embora não tivesse saído do clube, renasceu das cinzas e tem feito jogos com muita qualidade.

Nas alas, encontramos Hernâni que tem sido aposta frequente do treinador no banco, vemos um maior rendimento de Brahimi e Corona, e na frente de ataque nomes improváveis há uns anos atrás (como Marega e Tiquinho Soares) mas que, atualmente, vão valendo o primeiro lugar aos azuis e brancos, não só o primeiro lugar como o melhor ataque e a melhor defesa.

Ainda é prematuro fazer considerações da classificação do campeonato a médio-longo prazo, mas uma coisa é certa, Sérgio Conceição teve “sorte” no seu grupo de trabalho. Esta sorte de que eu falo é a mesma sorte que Vítor Pereira falou na conferência que antecedia o Porto vs Benfica na penúltima jornada do campeonato. Citando o ex treinador portista: “a sorte dá trabalho”. E esta sorte de Conceição é fruto de muito empenho e de um plano que foi bem feito e bem executado, se a equipa continuar a desenvolver este trabalho, com a mesma garra, com a mesma ambição e, acima de tudo, com o mesmo pragmatismo, não tenho dúvidas de que, em Maio, os Aliados voltarão a pintar-se de azul e branco e que os cânticos de “campeões” voltarão a ser entoados no Dragão.

No sucesso ou no fracasso, seguimos juntos.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Beatriz Silva