O FC Porto depara-se, pela terceira vez consecutiva nesta época, com um mês de Abril preenchido e intenso, coberto de jogos. Desde Dezembro de 2020, mês que contou com oito jogos cumpridos pelos Dragões, o plantel portista não sabe o que é ter quatro semanas serenas, sem uma carga elevada de jogos: em Janeiro realizaram sete jogos, no mês sequente, Fevereiro, atingiram os oito jogos e, somente no mês de Março, tiveram algum descanso, com cinco jogos efetuados.

Após duas semanas de interrupção, sem qualquer tipo de competição, devido à paragem para cumprimento dos jogos de seleções, o FC Porto volta então a confrontar-se com um mês recheado de jogos, que podem ser decisivos e determinantes no que diz respeito à permanência na luta pelos títulos e objetivos traçados pelo clube no início da temporada. Estas duas semanas de “descanso” permitiram ao conjunto azul e branco um tempo extra para o trabalho de campo, algo que tem sido escasso nesta época, mesmo com a ausência dos habituais titulares, que se encontram a representar as suas respetivas seleções.

O guarda-redes Diogo Costa foi um dos jogadores a representar o país na paragem para seleções. Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No entanto, é tempo de voltar a “pisar no acelerador” para arrostar o mês árduo que aí vem, que tem início já este sábado, 3 de Abril, com os Dragões a receberem em casa o conjunto açoriano do CD Santa Clara, a contar para a 25.ª quinta jornada da Primeira Liga – um jogo difícil contra um adversário que se encontra no sétimo lugar.

Seguidamente, apenas quatro dias depois, defronta o Chelsea FC na primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, que, devido a restrições pela covid-19, terá lugar no estádio Sánchez Pizjuán, em Sevilha, tornando-se ainda mais penoso para o conjunto azul e branco, que tem de se deslocar a um lugar mais distante daquele que se perspetivava. Logo após o confronto europeu, a 10 de Abril, os dragões têm uma deslocação ao terreno do Tondela, a contar para a 26.ª jornada do campeonato e, três dias depois, a 13 de Abril, voltam a enfrentar o Chelsea, em Sevilha, na segunda mão dos 1/4 de final da Liga dos Campeões, encontro decisivo para a passagem às meias-finais da respetiva competição.

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Com pouco espaço ao descanso, a jogar praticamente de três em três dias, os atuais campeões nacionais, quatro dias após a eliminatória da Liga dos Campeões, a 17 de Abril, têm mais uma viagem de avião, só que desta vez com destino ao arquipélago da Madeira, onde enfrentam um “desconhecido” Nacional, com um novo treinador, que pode apresentar insólitas dificuldades, desconhecidas até então pelo conjunto azul e branco.

O FC Porto conta com mais dois jogos em Abril, ainda sem data fixa, em casa com o Vitória SC, o atual sexto da Primeira Liga, a 20 ou 21 de Abril, e uma deslocação a Moreira de Cónegos, no fim de semana de 25 e 26 de Abril, num duelo com o Moreirense, atual oitavo classificado do campeonato. Caso o FC Porto ultrapasse o Chelsea FC nos 1/4 de final da Liga dos Campeões, o calendário irá sofrer uma alteração, tendo em vista que o jogo da primeira mão das meias finais da Liga dos Campeões tem data marcada para 27 e 28 de Abril. O FC Porto, em caso de passagem às meias-finais, defrontará o vencedor do jogo entre o Real Madrid CF e o Liverpool FC.

Projeta-se um mês desafiador, mas também se idealiza um mês de vitórias para os dragões, que entram para vencer em qualquer desafio que se deparam. Para isso, é necessário que todos os jogadores do plantel estejam na máxima vontade de querer ganhar, mesmo que por vezes o cansaço prevaleça, o coletivo deve estar na sua máxima força. Este calendário de jogos tem sido uma infração contra a condição física dos jogadores que não têm o devido tempo de recuperação após jogos de altíssima intensidade e consequente desgaste físico. Sabendo de antemão que esta é uma época atípica devido à pandemia da Covid-19, as medidas tomadas pela Liga Portugal, mesmo que questionáveis, são percetíveis. Contudo, este tipo de calendarização, não se deve voltar a repetir, pelo bem dos jogadores e do futebol de qualidade.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão