É o fim da especulação, Moussa Marega assinou este domingo com o Al Hilal Riad, com um contrato a rondar os milhões que tanto se falava. Esta saída além de especulada era quase uma certeza para os adeptos. Olhemos, então, para a história do maliano no FC Porto, e que história.

A sua chegada em 2016 parecia mais um capricho longe do que um reforço com qualidade para dar cartas no dragão, a falta de técnica foi um dos pontos cruciais para, após chegar ao dragão, seguir caminho para o Vitória SC. Na temporada 2016/17 foi um jogador essencial para o clube em que estava emprestado, sendo que marcou 14 golos e fez 8 assistência, maioritariamente utilizando a capacidade física que, ainda, o define e a procura da profundidade. Foi nesta cedência que o jogador começou a ser uma opção real para o elenco portista.

A chegada de Sérgio Conceição ao comando técnico do clube foi o ponto de viragem na carreira do jogador. O que dava ao jogo apaixonou o treinador de tal maneira que, até hoje (veremos se este anúncio vai abalar o seu estatuto perante o treinador) é indiscutível no onze titular.

Em 2017/18, foi o ano em que Marega esteve totalmente imperativo dentro das quatro linhas, com as limitações financeiras da época, culminaram numa época de sucesso totalmente inesperado, com um total de 22 golos (o seu máximo no clube) e cinco assistências, quando ainda era adaptado a extremo. Esta foi a época de sonho, arrancadas fenomenais e golos que decidiram o campeonato desse ano, com estas prestações as limitações técnicas foram facilmente camufladas.

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Na época seguinte, as expectativas eram altas, no entanto, o que anteriormente era mascarado pela rapidez e potência, foi sendo cada vez mais evidente nos jogos em que o bloco era mais baixo e os dragões eram impedidos de utilizar a profundidade dos avançados. Seguiram-se duas épocas em que, a influência do maliano em campo parecia ser cada vez menor, já não criava tantas oportunidades como era costume, e parecia que os adversários conseguiam adivinhar os seus movimentos em campo, sendo assim, facilmente anulado.

Não é segredo que Marega nunca foi o jogador mais técnico, nunca foi consensual entre os adeptos e entre a direção parecia haver uma certa incerteza sobre o que realmente poderia valer nos portistas. Mas também foi muitas vezes amado e deu muitas alegrias a que vibra deste lado, ninguém vai esquecer as suas correrias desenfreadas nas costas da defesa. Aliás, o camisola 11 conta com um número fenomenal de golos – 72 de azul e branco ao peito, isto demonstra que não é um dos melhores, mas é um dos mais importantes desde que foi aposta assídua de Sérgio Conceição.

Marega
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Penso que neste caso a direção não teve sequer margem de manobra para negociar uma eventual renovação, a vontade de sair iria sempre ser maior do que qualquer proposta apresentada, os milhões foram parte importante deste negócio e esses o FC Porto ainda não os tem para conseguir competir com negócios desta magnitude.

Resta-nos agradecer pelo que Marega fez, e lembrar todos os golos que nos fez festejar, mesmo sem um estilo de “encher o olho”.

Obrigado, Moussa Marega!

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