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Paulo Fonseca começa a criar-me dúvidas. Não dá, não consigo entender aquela segunda parte na Rússia! Já havia dito que este treinador falhava nos jogos pequenos, mas começo é a achar que ele não sabe mexer na equipa quando esta precisa de um abanão.

A poucos dias do jogo, Paulo Fonseca veio dizer que só a vitória interessava. Isso é muito bonito, mas o que adianta querer ganhar se for para ficar a ver jogar? É que foi exatamente isso que aconteceu na segunda parte! A equipa precisava de um abanão, precisava de alguém que dissesse “Subam! Corram! Pressionem! Varela, Lucho, entrem na área para apoiar o Jackson! E troquem mais a bola!”. Mas não aconteceu. Paulo Fonseca ficou a ver jogar, deixou o Zenit impor o seu jogo (que, sejamos sinceros, não era um jogo muito difícil de anular), e deixou que o Arshavin entrasse em campo para segurar ainda mais a bola, principalmente nos minutos finais, que é a melhor altura para o fazer, forçando o desespero de uma equipa que precisa de ganhar e esperando que, no processo, cometa alguns erros. Felizmente o único erro foi aquele que possibilitou o golo ao Zenit. Ou infelizmente.

Paulo Fonseca já deixa dúvidas / Fonte: sapo.pt
Paulo Fonseca já deixa dúvidas / Fonte: sapo.pt

E, segundo Paulo Fonseca, quando só a vitória interessa, o que é que se faz? Deixa-se o Jackson em campo (talvez contasse ter sorte nas bolas paradas), que tem estado super apagado esta época, mete-se o Licá (na minha opinião, a melhor contratação desta temporada) a 15 minutos do fim e o Ghilas a 5. Num jogo em que estava difícil construir jogadas de ataque para dentro da área e não para os lados (este Porto tem sido expert em atacar os fotógrafos), se calhar precisávamos de um ponta-de-lança que conseguisse vir buscar jogo ao meio campo. Já está mais do que provado que Jackson, não estando plantado perto da área, onde é incrivelmente forte, não acrescenta nada à equipa. Eu sei que Ghilas não tem minutos suficientes para jogar o tempo todo, mas de certeza que aguenta bem mais do que 5 minutos em campo!

E o pior? Nem o empate merecíamos! Foi um daqueles jogos em que, se tivéssemos ganho, eu não conseguia festejar “à Porto”. Porque, tal como André Vilas Boas disse no passado, fico doente quando ganhamos a jogar mal. E não perdemos porque o árbitro “roubou” a Hulk a oportunidade de se redimir num segundo penalty. O Helton defendeu o primeiro, mas todos sabemos que também foi muito mal marcado pelo incrível.

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Agora restam as contas. Temos de ganhar os dois jogos que faltam e esperar que o Zenit empate ou perca pelo menos um. Depois de ver o que este Porto tem feito se calhar é melhor começar a pensar na Liga Europa e a quem vender o Fernando já em janeiro. Porque a realidade do Porto é explicada numa equação básica: FC Porto – Champions = venda de jogadores chave. Paulo Fonseca bem que podia começar a pensar nos problemas que vai criar ao clube caso não saiba resolver equações…