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Depois de cair da Liga dos Campeões, o FC Porto chegou ao sorteio da Liga Europa como um dos favoritos a chegar longe na prova, dado o historial europeu dos azuis e brancos, visto que já conseguiram travar colossos europeus e ganhar por duas vezes a prova máxima do velho continente e, mais recentemente, a Liga Europa, em 2011. Mas, da teoria à prática, ainda é larga a distância.

Os dragões foram sorteados para o grupo G, juntamente com BSC Young Boys, The Rangers FC e Feyenoord Rotterdam, três equipas competitivas mas que, no plano teórico, estariam completamente ao alcance do FC Porto, cuja dimensão não se compara à dos restantes.

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O futebol joga-se nas quatro linhas durante 90 minutos e aí sim as equipas podem mostrar o seu poderio, algo que os portistas não têm feito. Terminada a primeira volta da fase de grupos da Liga Europa, os comandados de Sérgio Conceição encontram-se em terceiro lugar, lugar que dita a eliminação da competição. Vamos então analisar a prestação azul e branca nas partidas já efetuadas.

Os dragões começaram a sua participação nesta competição em casa, no Estádio do Dragão, frente ao Young Boys. Apesar de ter sido um jogo não muito bem conseguido, em que as dificuldades defensivas se evidenciaram, os homens da Invicta venceram por duas bolas a uma com um bis de Tiquinho Soares na primeira parte. Valeram os três pontos numa exibição pobre, principalmente na segunda parte.

Os dragões partiam como favoritos depois de terem vencido a prova em 2011
Fonte: FC Porto

Seguiu-se a deslocação à Holanda, mais precisamente a Roterdão, para defrontar o Feyenoord. No mesmo registo apático da partida anterior, com falta de atitude em campo e com o acréscimo da falta de pontaria na finalização, os portistas voltaram à Invicta sem pontos, tendo sido derrotados por duas bolas a zero, em que, no segundo golo, os jogadores do FC Porto estenderam uma passadeira vermelha a Karsdorp para este marcar e acabar com a partida.

A fechar a primeira volta, o FC Porto recebeu o Rangers no Dragão. Os escoceses, comandados pelo lendário Steven Gerrard, não eram o colosso de outros tempos mas conseguiram sair do Dragão com pontos. Perante uma boa organização defensiva dos homens de Glasgow, o FC Porto teve muita dificuldade no processo ofensivo, chegando à vantagem unicamente através de um rasgo individual de Luis Díaz, que se tem apresentado numa excelente forma nos últimos jogos. Porém, a desatenção e a falta de rigor defensivas vieram à tona e ainda antes do intervalo o Rangers empatou numa desatenção do bloco defensivo portista, que estava demasiado subido e viu as suas costas serem exploradas pela largura da frente de ataque escocesa. Na segunda parte, a apatia reinou até à reta final do encontro, em que o FC Porto foi atrás da vitória, mas já foi tarde demais.

Três jogos, quatro pontos e o sentimento de que poderia ter sido feito mais e melhor por parte dos dragões.

Foto de capa: Bola na Rede

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

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