Marchesín é sinónimo de segurança. A crença de que nunca é tarde para mostrar a qualidade num palco europeu, a sua chegada ao FC Porto, ao 31 anos, foi recebida com grande incógnita, apesar ter sido o melhor guarda-redes no campeonato mexicano com o estatuto de fazer defesas “impossíveis”, a idade poderia ser um problema e manter os níveis de qualidade é mais complicado uma vez que o nível competitivo é muito diferente do continente americano.

A chegada a Portugal, em 2019, trouxe aquilo que o clube precisava na baliza, tranquilidade e uma voz de liderança ao conjunto portista, desde então deu-se de corpo e alma ao símbolo, calando todos aqueles que, de uma maneira ou outra duvidaram da capacidade do trintão para proteger as redes dos dragões. Com a orientação e  total confiança do treinador, Sérgio Conceição, o guarda-redes parece estar no auge da sua carreira – na sua posição a longevidade é sinal de evolução constante. Melhorou, e muito, o jogo com os pés, facto importante para o momento de construção a partir de trás, é recorrente ver o número um a receber a bola na baliza e passar com tranquilidade para os centrais ou a colocar a bola no meio campo oposto.

Marchesín
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Com a maior parte da carreira passada entre a Argentina, o país natal do Agustín, e o México, era uma dúvida geral saber se iria conseguir adaptar-se ao futebol praticado em Portugal. Chegou, viu e venceu o futebol da Primeira Liga e o coração de toda a massa adepta, exibição atrás de exibição de sucesso. É um autêntico pássaro na baliza, sempre focado na bola e sem medo de sair dos postes. O seu ponto mais forte é, talvez, no momento em que faz a “mancha” aos adversários impossibilitando que marquem golo, o que ataque da Juventus FC tentou em diversas ocasiões na cara do argentino, sem sucesso na maioria das ocasiões.

O que Marchesín dá ao FC Porto merece todo o apreço e carinho pelos adeptos e massa associativa. Sente que é menos apreciado na Argentina mas em Portugal, sobretudo no norte, é apreciado e acarinhado. Arrisco-me a dizer que, jogo após jogo e com a consistência que oferece à equipa, é o melhor guarda-redes a atuar em Portugal.

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