É com grande expetativa que eu, pessoalmente, aguardo, antes do início de uma nova temporada, o momento da revelação dos novos equipamentos do FC Porto. Apesar de não se equiparar ao anúncio da contratação de um novo jogador, acaba sempre por atrair as atenções, não só dos portistas, como também de múltiplos curiosos um pouco por todo o mundo.

Comecemos pela camisola número um: como já seria expectável, as tradicionais listras azuis e brancas pintam aquela que será a “pele principal” dos “dragões” em 2019/20. Nenhum dedo poderá ser apontado a esse facto, na minha opinião. Contudo, o que pode e deve ser apontado como ponto negativo nestas listras são a ausência de pormenores significativos, pormenores embelezadores em ambas as faixas azuis; tais pormenores, caso estivessem presentes, seriam um enorme diferencial face a equipamentos de épocas anteriores. Sem esses diferenciais, visualmente, esta nova pele em muito se assemelha àquela utilizada na época 2017/18. No quesito “inovação” haveriam, certamente, outros aspetos que poderiam ser trabalhados.

Foi também revelado, nestes últimos dias, um dos equipamentos alternativos que o FC Porto vestirá durante a época que se avizinha. Com um tom azul escuro dominante, acaba por ser o padrão ao centro, num tom mais claro, a ser o “centro das atenções”. Apesar de todo este design inovador, num todo, a camisola acaba por ser relativamente simples e facilmente confundível com um equipamento de pré-jogo, de aquecimento.Cumpre bem o papel de alternativa (o papel de inovar, o papel de trazer novos padrões), contudo dificilmente conseguirá entrar no leque restrito de melhores camisolas secundárias da história do clube.

O amarelo é predominante no terceiro equipamento da equipa
Fonte: FC Porto

Predominantemente amarela, a camisola do terceiro equipamento conta ainda com alguns pormenores, nomeadamente o emblema do clube, num tom azulado e foi anunciada como uma memória de Sevilha. Novamente, a falta dos tais detalhes confere um carácter excessivamente simples, que pouco faz lembrar uma camisola de jogo e que pouco fará lembrar, por consequência, a mítica final de Sevilha.

Uma das inovações que é possível verificar nas camisolas até agora reveladas é a presença de uma listra a cobrir toda a região dos ombros. Por mais que seja uma novidade, não é algo que me agrada, particularmente. Quando olho para as camisolas, fica sempre a impressão que está ali algo a mais, algo que acaba por não ser harmonioso. Este acaba por ser um dos pontos que contribui para a avaliação pouco positiva que atribuo ao equipamento alternativo, sobretudo, apesar de no principal também, de certa forma, “borrar a pintura”.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

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