Dia 12 de dezembro de 2020. Não estávamos num dia negro do FC Porto que necessitaria urgentemente de uma notícia como a que os portistas receberam no início da tarde. Vimos assim um céu que já estava azul a ficar ainda mais brilhante na Invicta. Sérgio Oliveira, um dos jogadores que precisava urgentemente de renovar contrato, estendeu o seu vínculo com os dragões até 2025.

Podemos dizer que se trata de uma notícia inesperada, mas provavelmente entre os casos pendentes de renovação de contrato, este era aquele em que os portistas tinham mais confiança.

Sérgio Oliveira é um homem da casa e esse foi um fator preponderante para não abandonar o Dragão, mesmo tendo propostas muito vantajosas (falava-se no Real Bétis Balompié). A juntar a tudo isto, é importante referir que a história do médio, já internacional português, na equipa principal portista não tem sido constante.

Sérgio Oliveira tem uma história à volta do “quase lá…” mas do quase ao lá ainda era uma distância razoável. Ou era emprestado ou mostrava uma inconsistência que não ajudava em nada a sua afirmação definitiva. Isto mostra a confiança que o médio tem nas suas capacidades de liderança e preponderância nesta equipa, o que, refira-se, tem-se visto de forma irrepreensível.

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Sérgio Oliveira é, nada mais, nada menos, o melhor marcador de uma equipa que investiu muito no ataque. Se os golos são de meia-distância que é a característica que sempre foi reconhecida em Sérgio Oliveira? Nem por isso, e é muito interessante percebermos que a forma deste jogador se comportar em campo mudou radicalmente. As bombas de fora da área deram lugar aos cabeceamentos, à visão de jogo, à capacidade na recuperação de bola… A braçadeira entra-lhe para o braço na ausência de Pepe e, na minha opinião, assenta naquilo que se pode chamar de um “jogador à Porto”.

A experiência, a raça e a determinação dão a Sérgio muita qualidade. mas em vez de “jogas tanto” eu diria mais “Assinas tanto, Oliveira!”
Sérgio Oliveira tem sido um dos pilares do FC Porto na presente época
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Passamos agora para uma análise do percurso de Sérgio Oliveira na equipa principal portista. A estreia do atual número 27 deu-se com Jesualdo Ferreira, na época 2009/2010 em que o FC Porto não conseguiu ser de novo pentacampeão nacional. Sérgio Oliveira era um menino de 17 anos e as expectativas eram enormes. Infelizmente, os empréstimos e a rodagem na equipa B foram consecutivos até à época 2015/2016 em que, pessoalmente, comecei a ganhar uma grande admiração por este jogador.

O FC Porto jogava frente ao Gil Vicente FC em Barcelos em jogo a contar para a Taça de Portugal. Miguel Layún tinha acabado de ser substituído e Sérgio Oliveira tinha entrado para cobrar um livre direto. Pois bem, entrou e marcou. Nesse final de época ainda foram três golos, quase todos à lei da bomba, que permitiram segurar um FC Porto numa crise profunda.

Contudo, creio que a afirmação mais definitiva se deu a partir de 2017/2018, com um sobressalto na época 2018/2019.

Na primeira época de Sérgio Conceição, o médio português era uma arma para jogos teoricamente mais difíceis, ocupando a vaga de terceiro médio. A surpresa foi sem dúvida o aparecimento no onze frente ao AS Mónaco para a Liga dos Campeões. Depois de uma lesão grave de Danilo Pereira, foi numa dupla de meio-campo com Héctor Herrera que o internacional português brilhou.

O segundo ano significou um passo atrás na afirmação de Sérgio Oliveira pelo FC Porto. O alegado desentendimento com Sérgio Conceição confirmou um empréstimo ao PAOK, onde o médio se sagrou campeão grego. Curiosamente, o FC Porto não se sagrou campeão nessa temporada.

Na época passada, vimos a estabilidade a aparecer. Sérgio Oliveira completou 34 jogos e mercou 5 golos, incluindo um golo frente ao SL Benfica num clássico preponderante para a equipa portista renascer para o título.

Dessa época para a atual, a evolução continua a ser cada vez maior e já são 7 golos em 2020/2021. Se este momento de forma se mantiver, teremos um jogador de luxo até 2025 e uma opção bastante interessante para a seleção A portuguesa.

Nos últimos tempos, temos ouvido com muita frequência a expressão “jogas tanto, Oliveira!” Uma expressão que passou dos balneários do FC Porto para os adeptos portistas e que mostram o carinho generalizado que há por este jogador.

São 19 anos no Dragão e 28 anos de idade. Está na altura de uma afirmação constante sendo que Sérgio Oliveira pretende conquistar mais títulos de azul e branco.

A experiência, a raça e a determinação dão a Sérgio muita qualidade, mas em vez de “jogas tanto” eu diria mais “assinas tanto, Oliveira!”.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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O João estuda jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. A sua grande paixão é sem dúvida o jornalismo desportivo, sendo que para ele tudo o que seja um bom jogo de futebol é bem-vindo. Pode-se dizer que esta sua paixão surgiu desde que começou a perceber que o mundo do futebol é muito mais que uma bola a passear na relva. Apesar de estar distante do clube do seu coração, procura ao máximo não perder nenhuma novidade da cidade invicta e do futebol em geral.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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