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Terceiro jogo de pré-época para os vice-campeões nacionais e primeira derrota. O FC Porto perdeu por 2-1 frente ao B. Monchengladbach no primeiro de quatro jogos em solo alemão. No Borussia Park, defrontavam-se duas equipas que jogarão esta temporada na Liga dos Campeões. Do lado alemão, Lucien Favre optou por atuar no sistema tático predileto, num 4-4-2 clássico com Herrmann e Granit Xhaka a funcionarem como motores do jogo ofensivo. No ataque, Lars Stindl e Raffael tinham como principal função a de obstruírem a primeira fase de construção portista. Na equipa portuguesa, Julen Lopetegui optou por um 4-3-3, onde a falta de profundidade foi por demais evidente.

Optando por colocar Evandro descaído para a ala esquerda do ataque, o técnico portista acabou por desaproveitar a primeira parte da partida. E isto porque o primeiro tempo foi um completo marasmo de ideias a nível ofensivo para os azuis e brancos. No meio campo, Danilo Pereira era o pêndulo, mas André André e Sérgio Oliveira raramente conseguiram desmontar a teia com que Favre havia colocado a sua equipa em campo. Jogando num bloco baixo, o Borussia foi sempre convidando o FC Porto a tomar as rédeas do encontro. É certo que a posse de bola foi quase sempre portista mas também é verdade que este domínio foi quase sempre estéril, tendo em conta a pouca intensidade e velocidade no jogo portista.

Aliás, a primeira parte acabou por trazer à memória a pior versão do FC Porto da época passada, na qual não raras vezes a equipa não conseguia encontrar meios para furar defensivas sólidas. A equipa ia circulando a bola sem chama, demasiado presa a uma ideia de posse que é, em tese, positiva, mas que tem de ter mais efeitos práticos no último terço do terreno. Por isso, o jogo acabou quase sempre por se disputar a um ritmo muito baixo, com o Borussia a controlar sempre os espaços como mais lhe convinha. Por outro lado, o aproveitamento que os germânicos fizeram da falta de intensidade portista foi evidente. Em dois erros portistas, o Borussia acabou por ter 100% de eficácia e praticamente resolver o jogo na primeira parte. O primeiro erro foi de José Angel, que perdeu a bola em zona proibida e deu a oportunidade a Stindl para fazer o golo inaugural do encontro, aos 20 minutos. Praticamente 20 minutos mais tarde, foi a vez de Tello cometer um erro enorme no início de construção ofensiva, permitindo aos alemães o 2-0 por intermédio de Traoré. É certo que o Borussia não havia jogado ou corrido mais que o FC Porto na primeira parte, mas a verdade é que os germânicos foram, durante 45 minutos, sempre mais inteligentes. Por isso é que, sem fazer grande coisa por isso, iam vencendo por dois golos.

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Varela esteve em bom plano na segunda parte
Fonte: fcporto.pt

Depois do erro tático na primeira parte, Lopetegui emendou a mão para o segundo tempo. O FC Porto, fruto das entradas sobretudo de Alex Sandro, Brahimi e Varela, tornou-se mais rápido, agressivo e intenso. Com as entradas de dois puros flanqueadores, a equipa ganhou a profundidade e verticalidade que não tinha existido. Os frutos acabaram por ser colhidos apenas quatro minutos após o início do segundo tempo, com Varela, após excelente trabalho individual, a fazer uma bela assistência para um golo simples de Vincent Aboubakar. O primeiro quarto de hora foi mesmo o melhor período dos portistas em campo, com André André a ser o impulsionador do meio campo portista. Nos flancos, Maxi e Varela de um lado e Alex Sandro e Brahimi do outro procuravam espaços para furar uma defensiva germânica que acabou por se manter sólida durante todo o encontro. O problema para os portistas veio depois, com a dança das substituições. Com as múltiplas trocas que Favre e Lopetegui fizeram a partir do minuto 60, o jogo diminuiu ainda mais de intensidade, e o fôlego com que os portistas começaram o segundo tempo acabou por se ir diluindo. Até ao final, destaque apenas para remates perigosos de Rúben Neves e André André, bem como para uma excelente defesa de Casillas (a única no encontro) a remate de Herrmann.

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Com uma postura mais inteligente em campo, o Borussia acabou por levar de vencido um FC Porto que acabou por entregar uma parte ao adversário. Do jogo contra os alemães, fica a ideia de uma equipa portista que quer manter a mesma cultura de posse. Ainda assim – e depois dos erros defensivos que marcaram sobretudo o início da época passada – as falhas de Angel e Tello nesta sexta feira terão que ser um alerta para Lopetegui para que o que aconteceu no último ano não se repita daqui a umas semanas. E isto porque, se erros como os desta tarde não têm grande importância na pré época, a nível oficial podem ser cruciais.

A Figura:
Varela –
Do jogo frente ao Borussia fica claramente como ponto positivo o primeiro quarto de hora da equipa portista. Para que isso tenha acontecido, em muito contribuiu a verticalidade trazida pelo extremo português no segundo tempo. Mesmo que não tenha sempre tido as melhores opções, a verdade é que hoje viu-se um Varela à procura do seu espaço no plantel portista. Veremos se o extremo continuará nesta linha de rendimento.

O Fora-de-Jogo:
Erros defensivos –
A época passada devia ter sido suficientemente elucidativa para que os jogadores portistas não fizessem erros como os desta tarde. A verdade é que Angel e Tello comprometeram a equipa e acabaram por dar de bandeja a vitória ao Borussia.

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