A poucos dias do mercado de transferências fechar, fazemos agora um balanço da postura do FC Porto no mercado de transferências, num ano em que se deram várias mudanças no Dragão.

O mercado de verão foi crucial para o FC Porto. Após a saída de vários titulares, era imperativo trazer novos talentos que tivessem qualidade para dar resultados aos azuis e brancos. Assim foi feito, com algumas surpresas à mistura.

O mercado teve a marca de Sérgio Conceição que, em conjunto com a direção portista, procurou colmatar as saídas dos titulares que abandonaram o clube neste defeso. Para já, Marchesín e Zé Luís têm-se mostrado as apostas mais acertadas, tendo contribuído, cada um à sua maneira, para os resultados positivos que o FC Porto tem arrecadado. À parte destes dois, são de registar as prestações de Luis Díaz e Matheus Uribe, que vêm evoluindo de jogo para jogo e mostrando que são reforços no verdadeiro sentido da palavra.

Nem tudo foi perfeito neste mercado, e a prova disso é o titular na lateral direita dos portistas, Corona. O mexicano, extremo por natureza, é, por estes dias, o lateral direito de eleição para Sérgio Conceição, depois de Manafá e Saravia não terem cumprido satisfatoriamente naquela posição. Depois de uma época em que Militão, defesa central de raíz, foi adaptado, na maioria dos jogos, a lateral, urgia a necessidade de contratar um jogador para essa posição que desse garantias. A escolha recaiu em Saravia, mas não se revelou acertada, já que o argentino mostrou muitas debilidades defensivas, assim como no seu jogo posicional.

Romário Baró tem sido um dos destaques dos Dragões no início da temporada
Fonte: FC Porto

Além dos milhões gastos, Sérgio Conceição aproveitou a prata da casa para acrescentar qualidade ao seu plantel. Os jovens campeões europeus nos sub-19 tiveram hipóteses na equipa principal e houve um que pegou de estaca no onze inicial do treinador português, Romário Baró. O médio tem grande presença no meio-campo, quer a nível ofensivo ou defensivo, e isso faz dele uma mais-valia, ganhando o estatuto de titular face aos graúdos.

Com alguns dias ainda no mercado, seria aconselhável para o FC Porto tentar adquirir um reforço para a lateral direita que chegasse ao Dragão com qualidade para ser titular indiscutível na posição. Além disso, os dragões devem colocar noutras equipas os excedentários do plantel, de forma a que a massa salarial seja menor, numa altura em que os portistas estão sob a alçada da UEFA e do seu plano de gestão financeira.

Os azuis e brancos apresentam um saldo positivo de 28 milhões de euros, após terem recebido 88 milhões provenientes das vendas de Militão, Felipe, Óliver Torres, Galeno e José Sá e gasto 60 milhões nas aquisições de Nakajima, Uribe, Zé Luís, Loum ( que havia chegado ao FC Porto através de um empréstimo com compra obrigatória), Marchesín, Luis Díaz, Saravia e Marcano.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

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