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“BASTA”! Palavra mais utilizada antes e após clássico… Pois eu também a utilizarei: “BASTA” de choramingar! 6 golos em fora de jogo numa época parecem não chegar para reconhecer, tão e somente, que o Benfica está melhor e que este ano merece (realmente) ser campeão! Um Porto inexistente e um Sporting renascido das cinzas que, ainda assim, não tem estofo para andar lá em cima (em cima mesmo, não onde anda o Porto agora…). Este Sporting, que fez das tripas coração com todo o mérito, tem o demérito de, numa época fantástica de “renascimento”, usar a arbitragem como factor de impedimento para não ser campeão – um campeão que nunca seria merecido.

Quando Bruno de Carvalho assumiu o Sporting, eu disse, sem medos, que seria alguém que iria dar que falar. Mas só pensava que seria por bons motivos (desportivamente falando). Bruno de Carvalho dá que falar por isso mas também pelo seu sucessivo choramingar sobre árbitros, até cair no ridículo. Dizer que o lance do clássico (que objectivamente “roubou” o segundo lugar ao Porto) é de difícil análise, recorrendo a imagens totalmente fora de tempo quando toda a gente viu a “olho nu” que André Martins estava “acampado e a tomar café” na zona de conforto dos Dragões…

O fora-de-jogo no lance do golo é evidente  Fonte: Record
O fora-de-jogo no lance do golo é evidente
Fonte: Record

Vamos mas é abraçar aquilo que é a verdade desportiva e reconhecer 3 coisas:

1) Benfica merece ser campeão pelo futebol que pratica;

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2) Porto está a léguas daquilo que é (daí o Benfica ser campeão com tamanha facilidade);

3) GRANDE SPORTING em campo, pela vontade que demonstra, mas horríveis as desculpas usadas para justificar cada “não vitória”, assim como horrível foi este “movimento BASTA”, que condicionou (e de que forma) o clássico. Foi ganho, primeiramente, fora das quatro linhas. Feio também a imagem de Pinto da Costa nas notas que circularam por Alvalade: atitude de adeptos ignorantes e que não sabem que qualquer pessoa, até prova em contrário, é inocente. E que eu saiba Pinto da Costa foi absolvido de TUDO pelos tribunais judiciais. Bem tentaram, mas as “jogadas de bastidores” não foram suficientes para fazer (in)justiça… Veremos no que dá o processo movido pelo Porto ao Sporting, pela vergonha que foi o pré-clássico…

 

Nas últimas épocas, o número de troféus conquistados pelo FC Porto multiplicou-se a olhos vistos  Fonte: fcporto1986.blogspot.com
Nas últimas décadas, o número de troféus conquistados pelo FC Porto multiplicou-se a olhos vistos
Fonte: fcporto1986.blogspot.com

Por fim, o tão falado “fim de ciclo” dos Dragões. Acho piada a quem acha que o Porto está em “fim de ciclo”. Definam “fim de ciclo”, por favor! É que oiço que Pinto da Costa está a chegar ao fim vai para 14 anos, quando Sporting e Boavista foram campeões! E nesses 14 anos, querem que relembre quantos títulos mais ganhámos? Mais do que a concorrência nos últimos… 30? Somos tri-campeões nacionais, temos domínio total nacional (comprovado internacionalmente!) e, por uma má época, estamos em “fim de ciclo”? Mais facilmente estaríamos em “fim de ciclo” na fatídica época em que fomos “comandados” pelo agricultor Octávio Machado (com todo o respeito pelos agricultores, é só mesmo a profissão do senhor) ou naquela em que tivemos três treinadores que, juntos, não faziam um (Del Neri, Luis Fernandéz e José Couceiro).

Não acredito nesse tal “fim de ciclo”, apenas acredito que existem mais equipas competentes e que fazem o possível para tirar o Porto da rota das (justas) vitórias e dos títulos. E essa equipa, este ano, foi o Benfica. Como sempre disse, um campeonato é difícil de “forjar”: são 30 jogos, não 10! Nunca me irei queixar de, no final do campeonato, não ter ficado em segundo pelo roubo de igreja que aconteceu em Alvalade ou até mesmo pela “brincadeira” que se viu na Luz, com dois penalties claros (e respectivas expulsões) por marcar e um fora-de-jogo assinalado. Porquê? Porque falamos aí de 2 jogos. E os outros 28? Sejamos justos e não tentemos tapar um grande buraco com um pouquinho de areia.

Voltaremos a ter no próximo ano um Porto forte e na luta pelo título, ao que tudo indica sob o comando de Marco Silva – as dúvidas quanto ao regresso de André Villas-Boas, que assinou pelo Zenit e levou com ele o “nosso” treinador de guarda redes, Will Coort, estão dissipadas. Sendo campeão, dificilmente Jorge Jesus abandonará a Luz.

Para finalizar este “desabafo”, espero que ganhemos ao Nápoles e assim possamos alimentar o sonho da Liga Europa! Saudações!