tinta azul em fundo brando pedro nuno silva

Se pudesse adjectivar este jogo e a fase de grupos realizada pelo Porto, a palavra seria tranquilidade. Ignorando os calafrios normais de um jogo de futebol, o que é certo é que o Porto conseguiu sempre superar as dificuldades, que nunca foram muitas. Só o jogo com o Shaktar Donetsk é que esteve em causa e mesmo nessa partida os dragões mereciam os três pontos. Hoje tratou-se de mais uma vitória anunciada: depois de três goleadas, o BATE Borisov uma vez mais provou que não é equipa com estofo para estas andanças e, mesmo apresentando-se organizado na 1ª parte, nunca conseguiu criar perigo aos dragões.

O Porto até começou adormecido, com alguma dificuldade nas transições, não conseguindo circular a bola de maneira eficiente. Nesta altura, a sensação era a de que os jogadores estavam simplesmente a deixar o jogo correr, sem grandes ansiedades, sem grandes pressas. A defesa esteve sólida (Marcano e Indi formaram a dupla de centrais) e uma boa organização defensiva por parte de Herrera e Casemiro foram deitando por terra os ataques trapalhões dos bielorussos. No ataque, Oliver perdia algumas bolas e Quaresma e Brahimi, não parecendo inspirados, foram cumprindo, e assim o tempo decorreu até ao final da primeira parte. Sem grande história, sem grandes percalços.

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Tello e Herrera marcaram dois dos golos da vitória portista e festejaram assim no balneário
Fonte: Página de Facebook de Cristian Tello

Na segunda parte, o Porto entrou mais esclarecido e por vários momentos sufocou a defesa do BATE Borisov – este ascendente materializou-se no grande golo de Herrera, aos 56 minutos. Nem parece o mesmo o mexicano: está mais confiante e eficiente, não falha tantos passes e pauta melhor os momentos de jogo. É certo que esta partida não é a melhor para avaliar este “novo” Herrera, sendo que só o tempo dirá se o jogador teve evolução ou se foram simplesmente momentos de maior qualidade nas suas inconstantes exibições. Voltando à segunda parte de Borisov, Brahimi subiu de produção e, na direita, com um Quaresma um pouco desinspirado, Danilo deu conta da ala por completo, subindo e descendo com uma facilidade admirável – fez-lhe bem a confiança dada por Dunga.

Aos 65’, Jackson Martinez concluiu com eficácia uma jogada pela esquerda do ataque portista e trouxe (mais) tranquilidade à equipa portuguesa, e assim já leva 5 golos na fase de grupos. Por sua vez, já com o jogo a terminar, Tello concluiu uma jogada de contra-ataque do Porto – sendo um jogador que precisa de confiança, o golo chega em boa altura, até porque Quaresma está sempre à espreita pela titularidade.

O Porto terminou o jogo com um score favorável de 3-0, alcançando os 13 pontos na fase de grupos e logrando mais 1 milhão de euros a entrar nos seus cofres (na fase de grupos já contabiliza quase 20M€). Com tranquilidade e sem muita história a contar, os portistas seguem invictos na Liga dos Campeões.

 

A Figura

Herrera – Esteve presente nos 3 golos portistas e assinalou uma grande exibição. Bons passes, dribles vistosos e um grande golo foram a marca de Herrera neste jogo, ainda que o mexicano também tenha estado em evidência na maneira como, na segunda parte, conduziu a bola para o ataque.

O Fora-de-jogo

Quaresma/Brahimi – Nenhum dos dois esteve mal; foram sempre dando sequência às jogadas de ataque (Quaresma com menos eficácia) mas não se pode dizer que tenham estado tão vistosos como em outras partidas.

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

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