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O FC Porto venceu e convenceu esta noite no Estádio do Bessa. No dérbi da cidade invicta, uma goleada por 5-0 espelha bem a superioridade dos portistas no encontro. Depois da saída de Julen Lopetegui, a resposta da equipa não podia ter sido melhor.

Rui Barros pegou no que tinha e decidiu colocar o mesmo onze que havia defrontado o Rio Ave. A exibição com os vilacondenses tinha sido miserável, mas o técnico interino optou por nada alterar. Do lado boavisteiro, Sanchéz dispôs a equipa em 4x4x2 losango, com Bukia a aparecer nas costas de Uchebo e Luisinho. A estratégia do boliviano saiu completamente furada, tal a falta de agressividade tática e técnica dos jogadores axadrezados. O FC Porto apareceu muito mais solto em campo, com os médios a aparecerem em zonas de finalização e os extremos a serem verdadeiros quebra cabeças para a defesa boavisteira. Aos 11 minutos, Herrera acabou por traduzir em golo uma superioridade evidente. André André viu o mexicano desmarcar-se com mestria para a área e depois, foi pura classe. Herrera parou a bola no peito, virou-se para a baliza e rematou a contar para a baliza de Gideão. Vantagem no marcador e jogo mais facilitado para o FC Porto.

O Boavista raramente criava perigo e usava e abusava do jogo longo. Uchebo era uma ilha no meio da defensiva azul e branco e o meio campo axadrezado continuava com pouca agressividade. A liberdade dos médios portistas foi evidente e a dinâmica que conseguiram imprimir foi decisiva. Até ao intervalo, Brahimi e Aboubakar podiam ter dilatado o resultado mas Gideão não deixou.

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Aboubakar bisou e voltou aos golos
Fonte: Facebook FC Porto

No segundo tempo, o Boavista entrou transfigurado. As dificuldades defensivas mantiveram-se mas a agressividade tática posta fez crescer a equipa. A linha de pressão dos axadrezados subiu e o primeiro quarto de hora pôs o FC Porto em apuros. O excelente golo de Corona aos 62 minutos foi absolutamente decisivo no encontro, pois voltou a por tudo como dantes. O Boavista acusou – e de que maneira – novo golo sofrido e, a partir daí, até à goleada foi uma questão de tempo. Brahimi, Corona, Herrera, André e Aboubakar foram sempre tendo espaço e o perigo foi constante para Gideão. Aboubakar – que até aí tinha estado desaparecido no Bessa – aproveitou para bisar: primeiro, após excelente jogada de Layún; depois, após belo cruzamento de Danilo.

E por falar em Danilo, haveria de sair do calcanhar do português o quinto e último golo dos azuis e brancos, já sobre o período de compensação. Resultado pesado e que penaliza uma exibição pobre do Boavista, em que foram por demais evidentes as enormes fragilidades da equipa de Sanchez. Do lado portista, e apesar de não ter sido tudo perfeito, claramente ficam excelentes notas do jogo de hoje. Depois de uma semana tão conturbada, o que se viu no Bessa foi uma equipa sem tantas amarras, com mais intensidade e sobretudo mais vontade em vencer. E isso, na esmagadora maioria dos jogos, é o mais importante para ser feliz.

A Figura:

Herrera – O médio mexicano foi a figura maior de uma exibição de bela qualidade no Bessa. O golo inaugural na partida foi um excelente prémio para um jogador que carregou sempre a equipa às costas no dérbi da invicta.

O Fora-de-Jogo:

Boavista FC – A exibição esta noite comprova o porquê das panteras negras estarem no penúltimo lugar no campeonato. Sem fio de jogo e qualidade individual e coletiva, fica mais uma vez uma pálida imagem dos axadrezados. Sanchéz tem muito trabalho pela frente.

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