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Borussia Dortmund 2-0 FC Porto: A felicidade foi germânica

Pedro Nuno Silva · 3 min

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Jogo de “Liga dos Campeões” no Signal Iduna Park. O Futebol Clube do Porto deslocou-se à Alemanha para a primeira partida dos 16 avos da Liga Europa. Apesar de a equipa vir de uma moralizante vitória frente ao Benfica, este não prometia ser um jogo fácil, já que o 11 inicial estava “remendado” devido às muitas ausências, principalmente na defesa. Os dragões alinharam com Casillas, José Angel a lateral esquerdo, Layún e Indi a centrais e Varela a lateral direito. No meio-campo Rúben Neves, Herrera e Sérgio Oliveira, e no ataque Brahimi, Marega e Aboubakar.

O jogo começou com o Borussia num grande ímpeto ofensivo que nem o canto a favorecer o Porto aos dois minutos conseguiu quebrar. Do outro lado também um canto deu vantagem madrugadora aos alemães e deixava adivinhar uma primeira parte muito difícil. O Porto jogou com as linhas muito recuadas e deu resultado a nível defensivo, visto que não houve assim tantos calafrios ao longo da primeira metade, mas o reverso da medalha foi a fraca prestação ofensiva portista. Por estratégia, falta de capacidade ou falta de rotinas (perfeitamente normal) a verdade é que nunca o Porto foi incomodativo. Excepção feita a um remate aos 35’ de Sérgio Oliveira.

Este Borussia não é o mesmo da era Klopp e portanto joga com mais cabeça do que coração: tudo parece ter o seu lugar e o seu timing. Esta paciência talvez tenha dado aos portugueses algum fôlego e o meio-campo (Rúben Neves esteve muito macio) foi conseguindo ter mais bola mas nunca se instalou no meio-campo ofensivo. Ao intervalo, no entanto, havia a sensação de que os Dragões podiam dar um ar da sua graça na segunda parte.

Dortmund foi mais feliz Fonte: Borussia Dortmund
O B. Dortmund foi mais feliz
Fonte: Borussia Dortmund

O segundo tempo começou com um Porto mais corajoso, com menos medo de ter a bola no pé. Tentou sair com passes curtos e controlados mas esta forma de jogar exige rotinas, e a equipa apresentada era um remendo de uma equipa que ainda busca assimilar rotinas de jogo. Como se deve perceber o Porto deixou-se sempre envolver na teia alemã. Aos 59’ saiu Aboubakar, que esteve muito apagado, e entrou André para o seu lugar, mas o momento de forma do português não é o melhor e o facto de ter jogado pela ala também não ajudou à sua performance.

A partir dos 60’ o submarino amarelo voltou a ter um ascendente sobre os azuis e brancos que se materializou no segundo tento alemão, depois de um desvio de Indi (a sorte não quer nada connosco!). Até ao final do jogo é de destacar a defesa de Casillas e as entradas com vontade mas infrutíferas de Evandro e Suk. O coreano teve mesmo perto do golo aos 90’ mas Burki garantiu a vantagem dos da casa.

Foi um jogo diferente, foi uma equipa retalhada que se apresentou organizada a defender mas sem uma estratégia corajosa para o ataque, um pouco de antítese do que é Peseiro. Cada um adaptou-se à sua maneira mas o que é certo é que este resultado é pouco encorajador, embora no Dragão tudo seja possível. Só uma noite perfeita fará o Porto dar a volta à eliminatória.

A Figura:

Layún – Jogou adaptado e cumpriu. É como um canivete suíço; faz tudo e continuou a cobrar cantos.

O Fora-de-Jogo:

Brahimi – Passou ao lado do jogo mas a verdade é que não foi bem apoiado. Rúben Neves, por ter sido macio, e Marega, por acumular passes errados, também mereciam.

Pedro Nuno Silva

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