Última horaTorreense ‘Til I Die On The Beach
Publicidade

Ambição Portista

André Eusébio · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cantoazulbranco

Paulo Fonseca considera que a Liga dos Campeões é um campeonato à parte. No entanto, não será essa a opinião de grande parte dos portistas, eu incluído. Apesar de ser outra competição, não deixa de ser uma das mais importantes da Europa que tem um grande impacto num plantel. Seguindo esta linha de raciocínio, as duas últimas derrotas dos azuis e brancos poderão ter um impacto brutal na confiança dos jogadores e influenciar exibições futuras, quer em competições europeias, quer em competições caseiras. Independentemente das declarações de Paulo Fonseca, o treinador portista sabe que as derrotas europeias irão influenciar as prestações da equipa, pelo melhor ou pelo pior. Esta situação poderá já ser observada amanhã, no clássico com o Sporting (às 19H45).

“Fatura? Queremos é vencer o jogo. Não me parece que, neste momento, a equipa do FC Porto esteja virada para qualquer tipo de outro cenário que não seja encarar o jogo com ambição, como faz sempre. Apenas isso”. Estas foram as palavras de Paulo Fonseca na conferência de imprensa de sexta-feira. Ora bem, segundo o mesmo, o Porto encara sempre todos os jogos com ambição… Ambição de quê? Porque, como já referi anteriormente noutro texto, o Porto não joga com paixão, nem amor à camisola. Isto tudo com excepções, obviamente. Pergunto-me se Paulo Fonseca gosta de, deliberadamente, atirar areia para a cara dos adeptos portistas ou se simplesmente está a atingir uma incompetência crónica. Uma equipa que joga os primeiros quinze/vinte minutos para ganhar o jogo e os restantes parece que está a fazer um favor em estar ali dentro de campo não é uma equipa ambiciosa. A ambição não passar por ter objectivos, mas sim persegui-los e lutar para os concretizar, algo que infelizmente não temos o visto o Porto fazer, antes pelo contrário. Vemos um Porto na expectativa, apático e entediante. Mas amanhã iremos ver essa grande “ambição“ tão falada de Paulo Fonseca. Enquanto portista espero bem que eu esteja enganado.

De um lado temos um Porto campeão, sem chama, que vai jogar no segundo estádio mais temido da Europa (não é a minha opinião, mas sim um ranking que foi lançado recentemente) contra um Sporting que, o ano passado, teve uma das suas piores épocas dos últimos anos, mas que esta época renasceu das cinzas, e tem estado acima de todas as expectativas. Penso que este clássico poderá ter uma grande surpresa, caso o plantel azul e branco entre em campo sem a tal chama que tanta falta tem feito e tantas saudades me deixa. Este ano não tenho a confiança de dizer: X ou Y não ganha no Estádio do Dragão com toda a certeza! Hoje, não tenho essa certeza. Sei do que este Porto é capaz. E é capaz de muito, se jogar com gosto e paixão! Penso que neste clássico vamos ter algumas surpresas e um bom jogo, um bom clássico. Por fim não posso deixar de mencionar a fantástica exibição de Fernando, no encontro contra o Zenit. Que jogo soberbo! Com grande classe, dedicação e amor à camisola. Fernando foi um vislumbre do grande Porto que estamos habituados dos últimos ano. Só espero que o Porto de domingo sejam onze “Fernandos”, porque, se assim for, espera-nos um clássico escaldante e emocionante!

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.