Anterior1 de 4Próximo

36 anos após o último jogo frente a um grande do futebol português, o Estádio Pina Manique voltou a receber um duelo de grande cartaz. Para não fugir à regra, os dragões voltaram a levar a melhor, adiando para a última jornada a decisão de quem passa à final-four da Allianz Cup.

É preciso recuar a 1939 para encontrar o último encontro entre lisboetas e portistas: num jogo de má memória para os anfitriões, o FC Porto veio à capital bater os da casa por 2-1, em encontro a contar – imagine-se (!) – para a jornada 12 da primeira divisão do campeonato português.

Realidade paralela à atual, uma vez que o encontro desta noite serviu para completar a 2.ª jornada do Grupo D da Taça da Liga, do qual também fazem parte GD Chaves – com quem os dragões discutirão a passagem à próxima fase na próxima jornada – e Santa Clara.

Num duelo entre amigos (o treinador dos piadenses foi orientado pelo timoneiro azul-e-branco no Olhanense), Rui Duarte e Sérgio Conceição encararam esta partida com o objetivo de vencer, mas aproveitaram para gerir o cansaço dos jogadores mais utilizados dos respetivos plantéis. Nos azuis-e-brancos, esta situação tornara-se ainda mais imperativa, uma vez que a turma do Norte iniciou frente ao Paços de Ferreira uma série infernal de sete jogos em apenas 20 dias.

Anúncio Publicitário

A viverem momentos de forma distintos, uma vez que, às três derrotas nos últimos três jogos dos gansos, os dragões respondiam com um pleno de vitórias em outras tantas partidas, os cerca de 2000 espetadores presentes nas bancadas de Pina Manique viram confirmado o bom momento dos azuis, em contraciclo com a péssima forma da equipa alvinegra.

Com Romário Baró e Aboubakar de fora por lesão, e com dez alterações em relação ao útlimo onze, foram os portistas com Saravia, Uribe e Diaz de volta a dominar na primeira metade do encontro, ainda que sem resultados práticos.

Numa primeira metade de sentido único, Manafá foi o dínamo pela direita que Saravia não conseguiu ser no lado oposto; Sérgio Oliveira, de braçadeira no braço, foi o motor de uma equipa que teimava em não engrenar, tendo em Soares o rosto do desperdício.

Dispostos num sistema com quatro médios e dois avançados, foi Luis Diaz quem se juntou a Tiquinho em zonas mais adiantadas, ficando as alas entregues à subida dos laterais e o jogo interior reforçado com Bruno Costa e Nakajima.

O Casa Pia, por sua vez, pouca bola tinha e, quando conseguia recuperá-la, rapidamente a perdia, sendo Kikas o elemento mais esclarecido do lado dos da casa.

O Pina Manique voltou a receber os jogos grandes do futebol português
Fonte: Bola na Rede

O nulo com que as equipas saíram para o intervalo manteve-se até ao minuto 50, quando Saravia apareceu numa diagonal na área contrária e respondeu da melhor maneira ao cruzamento de Sérgio Oliveira, aproveitando o desentendimento de Van der Laan com a sua defesa para inaugurar o marcador em Pina Manique.

De uma assentada, a equipa de Sérgio Conceição – primeiro por Diaz e depois por Soares – aumentou para 3-0 e passou para a frente do grupo pela diferença de golos, ainda que em igualdade pontual com o GD Chaves.

Até final, nota para os primeiros minutos de Tomás Esteves em jogos oficiais pelo FC Porto e para mais um jogo sem sofrer golos de Diogo Costa. O jovem guarda-redes portista alcançou o 5.º encontro invicto, estando apenas a dois jogos de igualar Hilário, que esteve sete jogos com a baliza inviolável desde o jogo em que se estreou, na temporada de 1996/1997.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Casa Pia AC: Van der Laan, D. Rosa, P. Machado, C. Marcelo, Simão, Kikas (Sávio, 79′), R. Dantas, Jean, W. Kenidy (J. Ribeiro, 75′), Roncato, Sountoura (Jeka, 66′).

FC Porto: Diogo Costa, Renzo Saravia, Diogo Leite, Chancel Mbemba, Wilson Manafá (Tomás Esteves, 75′), Bruno Costa, Sérgio Oliveira, Matheus Uribe, Luis Diaz (Tecatito Corona, 69′), Shoya Nakajima, Soares (Fábio Silva, 75′).

Anterior1 de 4Próximo

Comentários