fc porto cabeçalhoEm jornada de dérbi de Lisboa, o FC Porto tentava aproveitar a perda de pontos de um ou dos dois rivais na luta pelo título. Para tal, Sérgio Conceição optou pelo seu onze ofensivamente mais forte, com André André no lugar do castigado Herrera. A equipa da casa, num tom mais conservador, apresentou o seu onze habitual, com exceção da alteração de última hora, com Kakuba a render o infortunado Tiago Gomes, o que motivou um atraso no início da partida.

O jogo começou morno, com domínio da posse de bola dos comandados de Sérgio Conceição, porém sem perigo efetivo. As jogadas de perigo começaram a surgir apenas aos 19 minutos, com Marega a colocar a bola na baliza adversária, num lance bem invalidado pelo árbitro. No minuto seguinte valeu mesmo: bom trabalho de Brahimi na esquerda que solta para Aboubakar, no centro da área, rodar bem sobre um adversário e bater Caio Secco. A resposta caseira não tardou e dois minutos volvidos, num livre lateral, Luís Rocha apareceu sozinho a cabecear para o empate. Foi sol de pouca dura, uma vez que o domínio do Porto voltou a imperar. Aos 28 foi a vez de Brahimi, em boa posição, permitir a defesa de Caio. Aos 33, um livre de Alex Telles proporcionou um voo a Caio. O jogo começou a aquecer, muito por culpa do árbitro que deixava passar em claro algumas entradas mais ríspidas.

O primeiro golo do Porto foi bastante festejado por jogadores e adeptos. No entanto, o jogo estava, como se viu, longe de estar decidido Fonte: FC Porto
O primeiro golo do Porto foi bastante festejado por jogadores e adeptos. No entanto, o jogo estava, como se viu, longe de estar decidido
Fonte: FC Porto

Ao intervalo pairava alguma desconfiança no lado do dragão, que não conseguia ter a eficácia desejada. Na segunda parte e fruto da lesão de Babanco, Nuno Manta Santos assumiu uma defesa a três, com Briseño, Rocha e Flávio Ramos. Perante tamanha estrutura defensiva, Sérgio Conceição auxiliou-se na criatividade de Oliver e no poderio de Soares. No entanto, as oportunidades escasseavam.

Apenas aos 75 minutos, uma rosca aparentemente inofensiva de Aboubakar, caiu em cima da trave. Mas no minuto seguinte, Felipe limpou a má imagem deixada no lance do golo fogaceiro e foi à área adversária cabecear imponentemente para o golo da vitória dos Dragões.

Até final o ambiente aqueceu ainda mais e Felipe acabou expulso por segundo amarelo. O jogo terminou bem para lá dos noventa regulamentares, com os ânimos muito exaltados e…. com algumas cadeiras no relvado.

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Num jogo de nervos, foi a cabeça de Felipe que decidiu. O Porto venceu pela margem mínima e continua assim na liderança.