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A CRÓNICA: FC PORTO SOFRE PARA PASSAR ´TESTE´ NA MADEIRA

 Se olharmos para o histórico de confrontos entre estas duas equipas, é certo que o FC Porto leva clara vantagem sobre o CD Nacional. Contudo, em jogos a contar para a Prova Rainha do futebol português já sabemos que o toque de magia é sempre diferente. Na antevisão, Luís Freire referiu que “num dia bom, tudo pode acontecer”, esperando-se assim, um Nacional ofensivo em diversos momentos do jogo.

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Sérgio Conceição e os seus homens eram conhecedores das dificuldades defensivas dos insulares, começando desde início com o pé no acelerador, com várias subidas no terreno até a área adversária, porém, sem grande perigo.

A primeira aparição dos alvinegros junto da baliza de Diogo Costa aconteceu aos 13′, com um cruzamento de Rúben Freitas, previamente desviado na defensiva portista.

O FC Porto estava bem no capítulo ofensivo, e até já tinha ameaçado algumas vezes a defesa insular, mas eis que ao minuto 21′, numa jogada de inspiração do colombiano Luis Díaz, o Porto assinalou o primeiro golo da partida.

Porém, lembra-se caro leitor, de anteriormente termos avisado para a magia da taça?! Pois, é que praticamente no primeiro lance que sucedeu o golo dos dragões, Riascos subiu no terreno e cruzou para, à meia volta, Róchez fazer o empate.

À meia-hora de jogo, sucederia mais um par de boas oportunidades para a formação da Invicta, com Sérgio Oliveira a enviar a bola ao ferro alvinegro e mais uma vez Luis Díaz, em combinação perfeita com Corona, a chutar um ‘nadinha’ ao lado da baliza do italiano do Nacional.

Até final da primeira parte, os lances de grande perigo não aconteceram, prevalecendo um jogo muito faltoso até aos 45′. Ao intervalo, a estatística de jogo remetia-nos para um claro domínio do FC Porto, com a posse de bola a corresponder aos 59%, contra os 41% do Nacional.

No recomeço da partida, viu-se novamente um Porto com fortes ambições atacantes, porém, o Nacional mostrava-se mais disponível em termos defensivos, e os seus jogadores limpavam qualquer bola que circula por zonas recuadas.

Isto até que Nanu pegou na ‘redondinha’, fintou meio mundo e sofreu falta de João Vigário. Na sequência da falta, o médio português Sérgio Oliveira protagonizou um grande remate para defesa apertada de Ricardo Piscitelli.

À passagem do minuto 16 do segundo tempo, numa jogada de insistência do Nacional, o jogador internacional pelo Curaçau, Kenji Gorré trocou as voltas aos atletas do Porto, encaixou a bola nos pés de Riascos e este fuzilou a baliza à guarda de Diogo Costa.

Num jogo de ‘bola lá, bola cá’, a turma portista respondeu de pronto ao golo que dava a vantagem ao CD Nacional, com Rui Correia, central e capitão, a ser expulso por segundo amarelo devido a uma falta sobre Toni Martínez.

Depois do 2-1, a turma ‘alvinegra’ praticamente desapareceu do jogo a nível ofensivo e apenas se remetia aos 30 metros defensivos, contrariamente ao FC Porto, que colocou a ‘carne toda no assador’, para pelo menos levar a partida para o prolongamento.

A partida caminhava para o fim, e Sérgio Conceição arriscava tudo, depositando todos os elementos ofensivos que possuía no banco, até que num lance individual, o recém-entrado Evanilson fez o gosto ao pé empatando a partida. Até final, o que se viu foi um jogo com várias ocorrências no capítulo disciplinar, finalizando, no entanto, o jogo em dois iguais.

No prolongamento, o Porto entrou com claras ambições de vencer a partida, algo, que de resto já tinha demonstrado no final dos segundos 45′. Por variadas vezes, o Porto atacou a baliza de Riccardo Piscitelli como quis, muito pelo facto da formação madeirense se ver privada do capitão de equipa, expulso a meio da segunda parte. Ao décimo segundo minuto do prolongamento, numa jogada estudada, Sérgio Oliveira responde da melhor maneira possível ao canto batido por Otávio, consumando assim, a reviravolta portista no Estádio da Madeira.

No entanto, engana-se quem pensa que o FC Porto tirou o pé do acelerador. Para os segundos 15′ do prolongamento, regressaram com vontade de mostrar o porquê de possuir o estatuto de Campeão Nacional, restando ainda energia ao iraniano Taremi para sentenciar a partida em 4-2.

Quando o relógio já marcava os 120′, eis que o senegalês Loum responde de forma ilegal a um cabeceamento de Júlio César, ao que António Nobre, juiz da partida, assinalou grande penalidade a favor do CD Nacional. Contudo, o penálti viria a ser defendido pelo guardião português, Diogo Costa.

A partida acabou com uma esmagadora percentagem de posse de bola para a formação liderada por Sérgio Conceição, voltando assim, o FC Porto à cidade Invicta, com o apuramento para os quartos de final da Taça de Portugal no bolso.

 

A FIGURA

Se olharmos para o histórico de confrontos entre estas duas equipas, é certo que o FC Porto leva clara vantagem sobre o CD Nacional.
Fonte: CD Nacional

Brayan Riascos – A sua equipa perdeu, porém, o colombiano apresentou-se de forma incansável durante todo o jogo, estando mesmo envolvido, diretamente, nos dois golos da formação madeirense. Na segunda parte esteve envolvido numa disputa de bola com um jogador portista, ficando a cambalear a partir desse momento, o que nem por isso o impossibilitou de dar o melhor contributo possível aos seus companheiros. Um jogador inesgotável, a defender e a atacar.

O FORA DE JOGO

Se olharmos para o histórico de confrontos entre estas duas equipas, é certo que o FC Porto leva clara vantagem sobre o CD Nacional.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Toni Martínez – O espanhol contratado ao FC Famalicão, ainda não foi capaz de demonstrar a razão pela qual foi contratado pelo Campeão Nacional. O se rendimento não têm sido o melhor e apenas leva 2 golos em mais de uma dezena de jogos. Hoje, também não se apresentou da melhor forma no Estádio da Madeira, sendo substituído por Moussa Marega, ao minuto 76´.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

O jovem treinador do CD Nacional, Luís Freire sabia que na taça de Portugal tudo era possível e de início apresentou um sistema de 4-3-3, mais uma vez com o colombiano Riascos a jogar numa das pontas e hondurenho Róchez, sozinho, na frente.

No meio-campo, a entrada do nigeriano Alhassan, permitiu ganhar uma maior dimensão física numa zona de grande importância, para o desenvolvimento do jogo. Os ´insulares´ até nem estavam mal em termos defensivos, mas relativamente à segunda bola, essa, era sempre dos homens vestidos de azul e branco. Ainda na defesa, os homens equipados de branco e preto, demonstravam algumas dificuldades, como de resto já tínhamos chamado a atenção, no entanto, foi a sua passividade no ataque ao portador da bola que custou o 1-0 ao Nacional.

Contudo, o ataque ´insular´ deu uma boa resposta ao golo sofrido e Brayan Riascos inspirou-se pela ala direita, livrou-se de Malang Sarr e cruzou para um trabalho exemplar de Bryan Róchez.

Ao intervalo, com certeza que Luís Freire ´aqueceu´ as orelhas dos seus jogadores, pois, no início da segunda metade notou-se um Nacional muito mais concentrado e mais preocupado em atacar a profundidade defensiva.

No capítulo ofensivo, os condados de Luís Freire, atuavam em bola longa e contra-ataque, disponibilizando sempre o extremo Kenji para o ataque rápido. O que resultou no segundo golo dos ´insulares´, em que Gorré subiu, rapidamente, no terreno, distribuiu na ala para Riascos e este finalizou.

Se no começo do segundo tempo, o Nacional foi uma equipa capaz de responder aos ataques do FC Porto, a verdade é que tal não se verificou após a expulsão do central Rui Correia. A jogar com menos um, a equipa nunca se conseguiu impor, e acabou por conceder o empate ao minuto 89´, numa desatenção da defensa alvinegra.

O contra-ataque foi a única arma que os ´alvinegros´ exibiram com agilidade, durante a restante partida, mesmo em período de prolongamento. Resumindo-se o resto da sua prestação a “defender com muitos e atacar com pouco”.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Riccardo Piscitelli (6.5)

Rúben Freitas (5)

Pedrão (4.5)

Rui Correia © (4)

João Vigário (5.2)

Alhassan (5.2)

Larry Azouni (5)

Chico Ramos (5)

Kenji Gorré (6)

Bryan Róchez (6.5)

Brayan Riascos (7.5)

SUBS UTILIZADOS

Júlio César (4.5)

Nuno Borges (4)

João Victor (3)

Kalindi (-)

Vincent Thill (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Na deslocação à Madeira, Sérgio Conceição optou por trazer um sistema de 3-4-3, com Tecatito Corona e Mehdi Taremi nas costas do espanhol Toni Martinez, com Luís Diaz e Nanu nas alas.

Assim, a jogar em saída curta, com trocas de bola constantes e variações continuas nos flancos, os jogadores portistas demonstravam-se sempre perigosos. Até que Luís Diaz numa dessas variações de flanco, puxou dos ´galões´ e atirou a contar para o fundo das redes da baliza de Piscitelli. Defensivamente, o Porto era equipa muito concentrada, falhando apenas no lance do golo de Róchez, visto que Diogo Leite deixou-se antecipar ao jogador hondurenho.

No segundo tempo, o conjunto ´azul e branco´ veio ainda mais paciente, e a demonstravam não ter qualquer problema em trocar a bola calmamente. No entanto, essa calma acabava a bola atingiu os pés do ala direito Nanu, que se sentia confortável em partir para o 1×1.

Com o segundo golo do Nacional, Sérgio Conceição retirou Malang Sarr e Marko Grujic de campo, e enviou o lateral Zaidu, a fim de dar uma maior contribuição ofensiva no flanco esquerdo do ataque portista, assim como o brasileiro Otávio para potenciar, ainda mais, o condal ofensivo da formação da cidade do Porto. Entraram ainda Marega, João Mário e Evanilson, passando os ´dragões´ a jogar numa espécie de 4-3-3 bastante ofensivo, com apenas um central de raiz.

Para o prolongamento, a formação do Porto, apresentou-se bastante ofensiva, tentado sempre subir em ataque posicional, finalizando por 2 vezes, perante um Nacional muito abatido defensivamente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)

Nanu (6.5)

Pepe © (5.5)

Diogo Leite (4.2)

Malang Sarr (4)

Luís Díaz (7)

Marko Grujic (4.2)

Sérgio Oliveira (7.5)

Tecatito Corona (6)

Mehdi Taremi (7)

Toni Martínez (4)

SUBS UTILIZADOS

Zaidu Sanusi (5)

Otávio (6)

João Mário (5.5)

Marega (4)

Evanilson (5)

Loum (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA:

Não foram colocadas perguntas a nenhum dos técnicos.

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