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O dia começou com más notícias para o FC Porto – com a ausência forçada de Militão -, mas a noite dificilmente podia ser melhor, com uma exibição bem conseguida materializada em golos. Numa partida em que o onze apresentado teve alguns condicionamentos, devido às muitas ausências do plantel azul e branco, foi Éder Militão o nome mais falado. Sérgio Conceição, que já mostrou ser um homem de rédea curta, não perdoou o comportamento inapropriado do brasileiro, que decidiu perder-se na noite portuense, e não o convocou para a partida. Para o lugar do habitual titular, reentrou Pepe, e até podemos utilizar o velho cliché: “Há males que vêm por bem”, depois de uma exibição bem conseguida do internacional português que indicou com o pé direito o caminho para a vitória.

Do lado do Tondela, numa fase em que todos os pontos valem ouro, a equipa de Pepa não conseguiu contrariar o favoritismo do campeão nacional…

Com um início de jogo a meio gás, as duas equipas demoraram a criar situações de perigo, mas depois de um breve aquecimento, o FC Porto descobriu o caminho para a baliza, com Pepe a comandar as tropas. Num livre direto batido por Alex Telles, a bola é afastada pela defensiva do Tondela, mas acaba por sobrar para o central português que, no meio da área, remata sem hipóteses para Cláudio Ramos, inaugurando o marcador, aos 11’.

A vencer, a equipa de Sérgio Conceição assumiu as despesas do jogo e continuou a justificar a vantagem com várias situações de perigo. A mais flagrante saiu dos pés de Corona, aos 16’, com o extremo a isolar-se, mas a falhar na cara do guardião do Tondela. Ainda assim o lance acabaria por ser invalidado por fora-de-jogo.

Do lado contrário, a equipa de Pepa não conseguia ter argumentos para contrariar a desvantagem, sem criar qualquer lance de perigo.
Ainda na primeira parte, outra vez Corona e ainda Adrian Lopez, na marcação de um livre, estiveram perto de marcar. Mas Cláudio Ramos conseguiu fechar a baliza.

Alex Telles sofreu um toque e pode agravar a lista de lesionados do FC Porto
Fonte: FC Porto

Se a primeira parte do FC Porto tinha sido bem conseguida, a segunda parte só viria a confirmar o favoritismo inicial do líder do campeonato. Apesar do Tondela ter entrado bem e de ter procurado o golo, foi Óliver a marcar um golaço de levantar o estádio.

Aos 53’, o médio portista, à entrada da grande área, rematou de primeira, com a bola a fazer um arco, sem qualquer hipótese para Cláudio Ramos. Apesar das exibições bem conseguidas até então, o espanhol já não marcava desde março de 2017, mas desta vez fez o gosto ao pé e deliciou os adeptos.

Com dois golos de vantagem, a formação portista controlou o jogo como quis, geriu os jogadores, e ainda conseguiu marcar o terceiro golo, através de Herrera, aos 74’, assistido por Brahimi. O argelino recuperou do problema físico, entrou para o lugar de Fernando Andrade e ainda assistiu o mexicano. Não se pode pedir mais.

Até ao final do jogo, o Tondela continuou desinspirado e o FC Porto até podia ter marcado mais. A equipa de Pepa somou assim a segunda derrota consecutiva, enquanto o FC Porto chega ao clássico em primeiro lugar.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Tondela: Cláudio Ramos, Moufi, Ricardo Costa, Ricardo Alves e Joãozinho, Jaquité (João Pedro, 42’), Bruno Monteiro e Peña, Delgado (Murillo, 68’), Tomané e António Xavier (Pité, 59’)

FC Porto: Casillas, Manafá (Maxi, 69’), Felipe, Pepe, Alex Telles, Herrera (André Pereira, 74’), Otávio, Oliver, Corona, Fernando (Brahimi, 70’) e Adrián Lopez

 

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