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O FCP veio a Belém pressionado para vencer, para quebrar a onda de empates e dar um pontapé na crise. O Belenenses empurrou todo o favoritismo e pressão para os dragões nas palavras do seu treinador, Quim Machado, que é como quem diz vamos sobretudo defender e contar com a irreverência e velocidade de Gerso e Sturgeon. Nuno está decidido em cimentar processos e repete o onze de Copenhaga, apesar da fraca prestação de Diogo Jota no último jogo. Mas, nem tudo é mau, Herrera ficou de fora do onze e Óliver Torres está em crescendo. Destaque ainda para a presença da jovem promessa lusa Joel Pereira, emprestado pelo Manchester United de Mourinho ao Belenenses e para Rosell, espanhol cedido pelo SCP.

Contrariamente ao que esperava os homens de Quim Machado apresentaram-se bastante subidos em campo e foram mesmo a primeira equipa a criar perigo por volta dos 4 minutos por Gerso. Grande inspiração e confiança de Florent nos minutos iniciais de jogo. Por volta dos 9 minutos, grande momento ofensivo dos homens do FCP e não fosse a finalização desacertada de André Silva teríamos um grande golo em Belém. Jogo partido nos primeiros 15 minutos e muito rápido. Aos 12 minutos, André Sousa disferiu um pontapé portentoso e a bola só parou no poste de Casillas. A sorte sorriu a NES e deixou Sousa a pensar que golaço teria sido. Destaque ainda para a qualidade de passe de Rosell, que qual “armador” ia instigando a velocidade do tridente ofensivo do Belenenses. Aos 21 minutos, grande passe de Corona para Óliver que recebeu a bola em excelente posição de finalização, mas o ADN de “construtor de jogo” falou mais alto, tentou o passe e com isso perdeu um golo o FCP. Aos 31 minutos, uma perdida colossal de Sturgeon, que remata por cima e não consegue aproveitar a falha e desposicionamento de Casillas. O internacional espanhol, experiente, não se rendeu ao erro e em vez de recuar, avançou sobre Sturgeon condicionando-o no remate. Aos 40 minutos houve espaço para novela brasileira e troca de arrufos entre Felipe e Camará, amarelo para os dois. Felipe mereceu-o pela fita e Camará pelo arrufo. O jogo após isso e até ao intervalo foi essencialmente fitas, dramas e palhaçada combinados com precipitação do árbitro ao nível dos amarelos. Deixem-se disso!

No fim dos primeiros 45 minutos uma coisa estava muito clara, a superioridade do Belenenses estava a condicionar seriamente o FCP, que se via, na esmagadora maioria das vezes, impedido de construir o circular jogo nos primeiros 10 metros do seu meio-campo ofensivo. Quim Machado ganhava na batalha tática a NES, que viu 45 minutos em que a sua equipa usava e abusava do passe longo e esbarrava no bloco baixo do Belenenses.

No inicio da segunda parte alteração tática no FCP que se passou a apresentar em 4-3-3, além disso aqueciam Neves e André André. NES percebeu e o FCP melhorou, passando a controlar o jogo. Aos 54 minutos, Florent salvou o Belenenses e impediu que o cabeceamento de Marcano desse golo. Aos 60 minutos mexeu NES, Depoitre entrou para o lugar de Jota. Aos 67 nova mexida com a entrada de André André para o lugar de um Óliver Torres muito abaixo do usual. Aos 68 minutos Depoitre desmarcou-se bem, mas finalizou com assustadora aselhice.  Passavam 15 minutos do intervalo e apesar de o FCP ter melhorado continuava longe de causar perigo necessário para justificar um golo. Faltavam 17 minutos para os 90 e NES já tinha esgotado as substituições. Quem te viu, quem te vê… Aos 76 minutos reage Quim Machado e coloca Yebda no lugar de Sturgeon. A intenção era dar frescura e músculo a um meio-campo que lhe estava a dar 1 ponto.  Aos 84, já com Mica Pinto em campo e com Miguel Rosa prestes a entrar, arrancada de Gerso, toque para Camará e um remate potente para defesa de Casillas. As grandes oportunidades de golo da partida até agora foram do Belenenses. Aos 88 minutos o FCP perdeu um golo cantado, a pressão de ser o matador começa a fazer mossa em André Silva. O FCP estava tão desinspirado que até Danilo cometia erros.

O FCP teve 95 minutos para marcar um golo e não conseguiu. NES não cumpre a promessa e perde claramente o duelo tático com Quim Machado. O controlo do meio-campo por parte do Belenenses fez com que o FCP estivesse longe do seu melhor. Machado provou que se trava os grandes no meio-campo e não nos últimos 25 metros. Não tivesse o treinador da equipa de Belém chegado a tal posto por meio de um ato de deslealdade e falta de respeito pelo Santa Clara e eu até lhe concedia mais elogios. Muitos dirão que Camará devia ter sido expulso e que o árbitro isso ou aquilo mas a verdade é uma: o Belenenses controlou o FCP e teve as melhores oportunidades de golo.

Foto de capa: CF Belenenses

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