O Estádio do Restelo foi o palco do último jogo da 28ª jornada da Primeira Liga. O CF “Os Belenenses”, 12º classificado, recebeu a equipa do FC Porto, que procurava voltar ao primeiro posto da tabela.

Ambos os treinadores procederam a alterações nos respetivos onzes. Por um lado, Silas, técnico do conjunto do Restelo, promoveu a titularidade de Ahman Persson e apostou numa frente de ataque vertiginosa (Licá, Nathan e Fredy). Por outro, Sérgio Conceição, para além de ter feito regressar Alex Telles e Soares lançou, em estreia absoluta, Osório para o lugar do castigado Marcano.

O jogo começou com as duas equipas a optarem por dois estilos de jogo bem distintos. Como seria de esperar o CF “Os Belenenses” começou a partida mais recuado no terreno de jogo, esperando sempre pelo erro do adversário. O FC Porto, como tem sido apanágio esta época, apresentou-se como uma equipa rápida e bastante pressionante, conseguindo logo no primeiro minuto uma ocasião de golo num cabeceamento de Felipe, defendido facilmente por André Moreira.

A resposta não tardou a surgir e, indo ao encontro da sua matriz de jogo, o CF “Os Belenenses” em contra-ataque, beneficiando de um erro crasso de Osório, e por intermédio de Nathan, chegou à vantagem. O avançado brasileiro, com toda a calma do mundo e numa finalização de classe, “picou” a bola sobre Casillas e fez assim o primeiro golo.

Anúncio Publicitário

A partir daqui o FC Porto assumiu as despesas da partida; contudo, revelou falta de discernimento na hora da finalização. O ataque do Porto mostrou-se previsível e invariavelmente esbarrou no muro do Restelo. O génio de Brahimi era o único fator que desbloqueava a defensiva do Restelo e o extremo argelino protagonizou, aos 11 minutos, aquela que foi a melhor ocasião da primeira parte: após recuperar a bola, fintou um adversário e atirou rasteiro a rasar o poste.

Os primeiros vinte minutos foram intensos e proporcionaram um bom espetáculo de parte a parte. Sentia-se a proximidade da igualdade dado o caudal ofensivo apresentado pelos comandados de Sérgio Conceição. Até ao intervalo o FC Porto esteve por diversas vezes perto do empate. Porém, reinou a coesão do setor defensivo da equipa da casa.

O segundo tempo manteve-se na mesma toada do primeiro, com a equipa do FC Porto a entrar novamente pressionante e a dar indícios claros de querer mudar o rumo da partida. Por oposição, o CF “Os Belenenses” recuou ainda mais, chegando por vezes a ter os 11 jogadores nos últimos trinta metros, e continuou a ver nos contra-ataques a única forma de ferir o adversário.

É de destacar a dupla substituição operada por Sérgio Conceição ao minuto 55: Gonçalo Paciência e Paulinho entraram para os respetivos lugares de Aboubakar e de Ricardo Pereira. Estas alterações não tiveram certamente o impacto desejado pelo técnico, uma vez que nada acrescentaram ao jogo ofensivo dos portistas.

O FC Porto poderá ter comprometido seriamente as contas do título no Restelo
Fonte: Bola na Rede

Foi preciso esperar até ao minuto 60 para o muro do Restelo ceder perante a ofensiva nortenha. Porém, atrás do muro estava ainda o gigante André Moreira, que proporcionou os dois melhores momentos da partida ao corresponder com duas excelentes intervenções, impedindo o golo a Felipe e a Gonçalo Paciência.

Sete minutos volvidos e o CF “Os Belenenses” voltou a ser letal. Num livre batido no lado direito, Maurides apareceu já na pequena área e desviou a contar. Estava feito o segundo da partida e o segundo de Belenenses – enorme balde de água fria para os azuis e brancos. O FC Porto sentiu, e de que maneira, o golo e perdeu a pouca clarividência que ainda lhe restava, não conseguindo até final do jogo chegar ao golo.

Este resultado em muito favorece o CF “Os Belenenses”, que vê assim o objetivo da manutenção quase garantido. O FC Porto saiu do Restelo falhando o assalto à liderança e comprometendo as contas do título.